Poupe ao transferir o Seguro de Vida do Crédito Habitação

17 de Fevereiro, 2021 | por Cláudia Oliveira

Seguro Vida Crédito Habitação

Com a transferência do Seguro de Vida do Crédito Habitação é possível, na grande maioria das situações, uma poupança até 60% nas mensalidades. Entenda porque é importante considerar a transferência e como o deve fazer.

Ter um Crédito Habitação implica, como condição habitual, contratualizar um seguro de vida. A maior parte das pessoas acaba por contratualizar o seguro de vida sugerido pelo banco onde contraiu o empréstimo. O problema principal não é esse mas sim o facto das pessoas ficarem convencidas de que não podem depois alterar o seguro contratualizado.

O Decreto-Lei n.º 222/2009 veio trazer importantes alterações no que diz respeito à celebração dos contratos de Seguro de Vida associados ao Crédito à Habitação. Assim, desde 2009 que, se encontrar condições mais vantajosas, pode transferir o seu Seguro de Vida do Crédito Habitação para outra seguradora com melhores condições. Aliás, a instituição bancária deve informar o cliente dessa opção.

O que acontece muitas vezes é que, no momento de negociar o Crédito Habitação, o banco pode propor um benefício no spread no caso de contratualizar o seguro sugerido. Contudo, não deixe que isso o assuste. Mesmo que isso tenha acontecido no seu caso, saiba que isso não é impeditivo para a transferência e pode na mesma ter uma poupança significativa ao fazê-lo. Aliás, na grande maioria dos casos, é possível um poupança de até 60% das mensalidades.

Cuidados a ter na transferência do Seguro de Vida do Crédito Habitação

Para o ajudar a perceber um pouco melhor o processo de transferência, reunimos algumas etapas importantes que devem ter acauteladas:

1) Comece por analisar e comparar todas as condições:

  • Há algum impacto da transferência no spread no seu Crédito Habitação? Se negociou uma bonificação no spread do Crédito Habitação ao contratualizar o seguro sugerido pelo banco, deve-se analisar o impacto que a transferência terá na taxa de juro. Em todo o caso, lembre-se que, se ficar a pagar um seguro mais barato depois da transferência, isso pode ser mais vantajoso do que manter a bonificação no spread.
  • Comparar o valor do prémio e as coberturas. O prémio nada mais é do que o valor que paga pelo seguro. Assim, é importante comparar os diferentes valores do prémio disponíveis no mercado para encontrar a melhor opção para o seu caso. Não se esqueça de algo importante: o valor do prémio dos seguros varia consoante as coberturas.
  • Atenção às coberturas. Os seguros de vida não são todos iguais. É preciso especial atenção às cláusulas de invalidez: Invalidez Absoluta e Definitiva (IAD) e Invalidez Definitiva para a Profissão ou Atividade Compatível (IDPAC). Entenda melhor sobre as várias coberturas do Seguro de Vida do Crédito Habitação a que deve ter atenção.
  • Pensar a longo prazo. O valor do prémio pode agravar ao longo do tempo por causa da idade. Por outro lado, o capital segurado poderá diminuir à medida que se reduz o montante em dívida do crédito. Assim, é fundamental haver uma visão a longo prazo do que é mais compensatório.

2) Depois de tudo devidamente analisado e a decisão tomada, é necessário denunciar o seguro de vida junto da seguradora atual. Para isso, deve-se fazer o pedido por carta com o mínimo de 30 dias de antecedência sobre a data de vencimento da apólice.

3) Por fim, é também preciso informar o banco da sua decisão. Deve-se enviar uma cópia da carta na qual pede a rescisão do seguro anterior e uma cópia do contrato do novo seguro feito diretamente com a sua nova seguradora.

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Leia também: Seguro de Vida do Crédito Habitação – Dúvidas

Peça uma simulação para obter a melhor proposta de poupança

Sabemos que é possível que comece a fazer as suas pesquisas e a comparar alguns valores. Aliás, o conhecimento é essencial e deve sim entender todo este processo de transferência. Contudo, também sabemos que há todo um conjunto de condições a analisar, cálculos para fazer e também alguma burocracia pelo meio. E, para quem não lida frequentemente com seguros, pode ser algo bastante desafiante.

Por isso, o nosso conselho é que fale connosco.

Ao preencher este formulário irá receber uma simulação gratuita e adaptada ao seu caso. Depois, caso fique interessado, basta que nos responda. 

É importante que entenda que:

  • Conseguimos facilmente ter acesso às melhores condições do mercado graças à nossa rede de parceiros. São eles que vão analisar todas as condições para que lhe seja garantida a melhor proposta de transferência, com a poupança mais significativa.
  • A nossa ajuda não tem qualquer custo para si, tal como acontece na intermediação de crédito.
  • Garantimos total transparência no processo e partilhamos consigo as melhores propostas para que tome uma decisão consciente e informada.

Lembre-se que, ao preencher o formulário, não está a tomar qualquer decisão nem a assumir nenhum compromisso. O nosso objetivo é que perceba quanto pode poupar se transferir o Seguro de Vida e acabar com a crença de que não o pode fazer ou que não é algo compensatório.

Por fim, deixamos um último conselho. Assista ao nosso episódio do Programa dos 3 Consultores sobre o Seguro de Vida do Crédito Habitação para entender melhor os cuidados a ter e como pode poupar:

Aproveite para explorar o nosso Canal de Youtube e assistir a outros programas sobre o Seguro de Vida do Crédito Habitação. Se tiver alguma dúvida, não deixe de partilhar connosco.

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Leia também: Covid-19 – É boa altura para transferir o Crédito Habitação?


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Seguro de Saúde e Vida: o que pode agravar o prémio?

16 de Dezembro, 2020 | por Cláudia Oliveira

Se tem maus hábitos para a sua saúde como fumar, ter peso a mais ou ingerir demasiado álcool, saiba que isso pode significar um agravamento do prémio do Seguro de Saúde ou de Vida.

Ter hábitos saudáveis, não só é bom para a sua saúde, como para a sua carteira. Se pensa em aderir a um Seguro de Saúde ou de Vida, é importante que saiba que terá de responder a um questionário médico e que, determinados comportamentos como beber de mais, fumar, não praticar desporto e até ter as tensões elevadas, podem agravar o prémio dos seguros.

Saiba que, no caso de existir um problema de saúde já diagnosticado ou de haver maior probabilidade de vir a existir, as seguradoras, não só agravam o prémio, como podem excluir as despesas de tratamento relativas ao problema existente (no seguro de saúde) ou de invalidez ou morte resultantes da doença (no seguro de vida). No pior dos cenários, o seguro não é aceite.

De acordo com a informação disponibilizada pela DECO, estes são os fatores que podem agravar o prémio de Seguro de Saúde ou de Vida:

1.TABAGISMO

O consumo de tabaco é prejudicial para a saúde, isso não é certamente uma novidade para si. Aliás, é uma das causas de morte por doença cardiovascular ou por tumores malignos. Por essa razão, é normal que as seguradoras tenham isso em consideração.

Se for fumador, não estranhe se lhe perguntarem o número de cigarros que fuma por dia. Mediante o seu comportamento enquanto fumador, poderá haver um agravamento do prémio do seguro de saúde ou vida. 

2. ALCOOLISMO 

Tal como o tabaco, a ingestão de álcool em excesso também traz vários malefícios para a saúde. A cirrose hepática é talvez o problema mais associado ao álcool, mas é de conhecimento geral que o álcool também afeta o sistema nervoso e aumenta a probabilidade de problemas oncológicos.

Por isso, quando preenche uma proposta de seguro de vida ou de saúde, o candidato tem de indicar a quantidade e o tipo de bebidas alcoólicas que ingere diariamente. De acordo com a DECO, a seguradora pode até exigir a realização de exames complementares para avaliar o seu estado de saúde atual.

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Leia também: 6 Mitos sobre Seguro de Saúde

3. TENSÃO ARTERIAL

A tensão arterial serve de indicador para o seu estado de saúde atual. Há uma relação direta entre a tensão arterial e as doenças cardiovasculares. Por essa razão, é preciso indicar valor da tensão arterial nos questionários de saúde.

Para valores até 14/9, não se aplica o agravamento do prémio. Contudo, acima desses valores, as seguradoras podem considerar o candidato como hipertenso, o que implica consequências negativas no prémio.

4. ÍNDICE DE MASSA CORPORAL

Quer saber como calcular o seu índice de massa corporal (IMC)? Divida o peso pela altura ao quadrado (kg/m^2). Por exemplo: 65kg a dividir por 3.3 m^2 (1.65m x 2). Ou seja, o IMC é de 19.7.

Mediante o seu resultado de IMC, a seguradora consegue concluir se está perante um candidato com peso a mais ou menos. Ambas as situações podem implicar o agravamento do prémio. 

Os valores considerados normais situam-se entre os 18,5 e os 25, no caso das mulheres, e entre os 20 e os 25, no dos homens. Conforme indica a DECO, para valores acima ou abaixo dos valores de referência, “as seguradoras aplicam várias percentagens de agravamento, que poderão chegar aos 300 por cento. A maioria das seguradoras recusa o seguro para valores inferiores a 15 e superiores a 47.”

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Leia também: Seguro e Plano de Saúde – Qual é a diferença?

5. GENÉTICA

A genética entra aqui com um indicador da probabilidade do candidato contrair uma determinada doença. Doenças como diabetes, epilepsia, doenças cardiovasculares e até alguns tipos de doenças oncológicas, podem estar presentes no historial da família, o que para as seguradores é um alerta. Esta informação para as seguradores seria importante para reduzir os riscos associados ao candidato, recusando o seguro. Mas isto levanta problemas éticos pois muitos portugueses teriam o seu seguro de saúde ou de vida recusado.

Tal como indica a DECO, “a lei proíbe a utilização de informação genética para aceitar ou recusar um seguro ou determinar a tarifa. As seguradoras estão assim proibidas de pedir a realização de testes genéticos ou de usar na análise do risco a informação de testes previamente realizados.”

Contudo, apesar da seguradora não ter essa informação como critério para recusar o seguro de vida ou de saúde, o que acontece na prática é que muitas questionam na mesma sobre o histórico de saúde da família.

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Leia também: As várias coberturas do Seguro de Vida – Crédito Habitação

6. HISTORIAL CLÍNICO

Deve indicar no questionário médico todo o seu historial clínico ou seja, todas as doenças já existentes.

No caso de já ter uma ou mais doenças diagnosticadas, será necessário descrever com detalhe a doença, órgãos atingidos e respetivos tratamentos. Conte que, neste caso, a seguradora irá excluir a cobertura do seguro de qualquer sinistro relacionado com a doença existente. 

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Leia também: Seguro de Vida do Credito Habitação – Dúvidas

Seguro de Saúde e de Vida – Cuide da sua saúde e da sua carteira!

De todos os fatores que enumerámos, existem alguns que não estão ao seu alcance mudar. Porém, a grande maioria pode ser evitada. Se adotar comportamentos mais saudáveis, estará a garantir, não só um prémio dos seguros mais em conta, como também a zelar pela sua saúde. Aliás, este deverá ser sempre o principal motivo para adotar comportamentos mais saudáveis.

Para além destes principais fatores que enumerámos, fatores como o sedentarismo, por exemplo, também podem contribuir para o agravamento do prémio dada a sua relação direta com várias doenças.

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Leia também: 7 Dicas a ter em conta antes de escolher um Seguro de Saúde


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Seguro de vida, todas as respostas

19 de Novembro, 2019 | por CFinanceiro

1- Posso trocar o meu seguro vida do banco?

A resposta é simples, … SIM pode transferir o seguro de vida do crédito habitação durante a vigência do contrato, e nós estamos aqui para o ajudar nesse processo.

Por comodidade ou por falta de informação, durante anos, grande parte dos consumidores optou por subscrever o seguro de vida do crédito habitação directamente no balcão do banco onde contratou o crédito. Não deixa de ser interessante como se criou a ideia junto da maioria dos devedores, de que o Banco não lhes permite alterar o seguro contratualizado para outra companhia. Se acha que é assim, então este artigo aplica-se especialmente a si.

Todas as entidades bancárias apresentam aos seus clientes que pretendam contratar um crédito à habitação, a obrigatoriedade de subscrever um seguro de vida.

Para proteger os direitos dos consumidores nesta matéria, o Decreto-Lei n.º 222/2009 veio trazer importantes alterações no que diz respeito à celebração dos contratos de seguro de vida associados ao crédito à habitação. A entidade que regula os seguros é a ASF(Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões)

Além de permitir aos clientes a escolha da seguradora que lhe apresentar condições mais favoráveis, outra  novidade que este decreto definiu, foi a possibilidade de transferência do seguro de vida do crédito habitação durante a vigência do contrato, isto é, a escolha da seguradora pode ocorrer mesmo após o início do processo de crédito. Ou seja, o credor está impedido de colocar entraves à mudança do seguro vida, desde que o novo seguro a contratar cumpra os requisitos estabelecidos contratualmente com o Banco.

Deve também ter em atenção o tempo legal acordado para a denúncia do contrato, nem todas as seguradoras exigem o mesmo prazo, mas normalmente devem ser avisadas com pelo menos 30 dias antes da renovação.

Para proteger os interesses próprios, os bancos dão bonificações no spread do crédito habitação, se os clientes contratarem o seguro de vida que lhes interessa. Desta forma, podemos estar a pagar muito mais por um seguro de vida do que realmente é necessário. A questão que se coloca, é se essa bonificação do spread justifica o custo abusivo da contratação do seguro vida no banco. Se está no grupo de pessoas que tem esta dúvida peça-nos aqui uma simulação e veja se mesmo assim ainda tem poupança.

2- O banco vai-me penalizar no spread?

Esta questão deve ser analisada aquando da transferência de seguro ligada ao crédito à habitação e depende de banco para banco. São cada vez menos os bancos que penalizam os seus clientes quando tentam efetuar alterações ao empréstimo.

Aquando da negociação das condições a aplicar ao crédito deverá sempre solicitar as mesmas com os seguros feitos fora da entidade bancária dado que ficam mais vantajosos.

Para contratos já existentes e para verificar se a mudança do seguro implica alterações no spread deve consultar a escritura e documentos complementares pois lá contém toda a informação. Caso não possua estes documentos pode sempre falar com o gestor de conta que dará as devidas informações.

Havendo aumento de spread isto não implica que não compensa mudar o seguro. Tem sim que saber qual a percentagem de aumento e melhor ainda saber para quanto passará a prestação com esse aumento de spread. Depois de reunir esta informação pode então comparar se a mudança de seguro compensa. Só assim pode avaliar a situação.  Não fique apenas pela informação que vai ter aumento no spread, procure sim saber qual será esse aumento em termo de €. Mesmo tendo agravamento no spread, na maioria dos casos compensa mudar o seguro pois a poupança que existe no seguro de vida ligado ao crédito habitação pode mesmo chegar aos 60%.

Ao mudar de seguradora, o cliente só terá que entregar no banco uma apólice com as coberturas exigidas pelo mesmo, estando estes pressupostos mencionados na escritura e documentos complementares.

Com esta poupança de quase 60% muitas das vezes permite aos clientes não só mudar de seguradora mas também melhorar o seguro em termos de coberturas. A exigência de cobertura depende de banco para banco em que alguns apenas exigem a cobertura de invalidez menos abrangente, a Invalidez Absoluta e Definitiva (IAD). A poupança permite então aos clientes subscreverem a cobertura de invalidez melhor e mais abrangente, a Invalidez Total e Permanente (ITP).

Tendo em conta o mencionado e sendo o processo de transferência de seguro muito simples de processar não perde nada em solicitar simulações para o S/ caso em específico.

 

3- Não percebo nada de papéis, onde é que eu vejo que seguro tenho e o valor?

O seguro de vida tem como principal finalidade proteger os titulares do crédito à habitação e a sua família em caso de morte ou invalidez, mas não é um seguro obrigatório por lei. No entanto,  no crédito à habitação a lei prevê que como reforço da garantia, a instituição de crédito  possa  solicitar a sua contratação.

No que concerne a que coberturas tem pode verificar na escritura do crédito habitação que fez com o seu banco assim como nos documentos complementares. Aquando da realização da mesma deverá ter recebido nessa altura a apólice do seguro de vida do crédito à habitação onde vem mencionado as coberturas contratadas.

Além da principal cobertura de morte, no seguro de vida ligado ao crédito à habitação é normalmente exigida pelos bancos uma cobertura adicional, que poderá ser ser mais ou menos abrangente, conforme se trate de uma cobertura de Invalidez Total e Permanente (ITP) ou de Invalidez Absoluta e Definitiva (IAD). A ITP é mais abrangente e pode ser acionada face a uma situação de invalidez igual ou superior a 65%. A IAD, normalmente exigida pela maioria dos bancos, só é ativada caso o titular fique completamente incapacitado e dependente de terceiros para o exercício das suas funções básicas. Ou seja, se a pessoa segura sofrer um acidente que o incapacite para o trabalho, mas continue o seu dia a dia (não depender de terceiros) a cobertura de IAD não pode ser acionada enquanto a cobertura ITP pode.

Caso tenha acesso ao seu banco online também lá poderá encontrar alguma informação sobre que coberturas tem contratadas.

Caso não possua nenhuma documentação pode questionar o seu banco ou diretamente com a seguradora para saber que coberturas tem contratadas e qual o respetivo prémio.

Estas informações são importantes para verificar a possibilidade me mudar de seguradora.

 

4 – Que dados são necessários para fazer uma simulação?

Com a conjuntura actual, e com a maior informação que cada vez mais existe sobre os produtos financeiros, é natural que as pessoas procurem ficar mais esclarecidas sobre os produtos que possuem.

Um desses produtos é o seguro de vida agregado ao crédito habitação.

Qualquer pessoa que vá contratar um crédito habitação é obrigada a contratar alguns produtos, onde se inclui o seguro de vida.

O seguro de vida é o produto que vai permitir ao cliente ficar salvaguardado, no caso de morte ou invalidez, daí este ser um produto bastante importante, e que deverá ser bem ponderado na altura da contratação do mesmo.

Apesar do Seguro em causa ser obrigatório, o cliente não é obrigado a contratar este produto junto do banco onde vai contrair o empréstimo, pelo que poderá fazer essa contratação em companhias externas ao Banco em causa, sem ter qualquer implicação ao nível do spread!

Ademais, saliente-se que mesmo os clientes que tenham o seguro de vida contratado no Banco onde está domiciliado o crédito habitação podem fazer essa alteração e passar o Seguro para fora do Banco.

Hoje em dia é cada vez mais fácil fazê-lo!

A cada dia que passa, somam-se as diversas informações quanto a este tema, e são variadas as companhias de Seguros que apresentam ofertas neste sentido!

Neste ensejo, qualquer pessoa pode solicitar uma Simulação e dessa forma ficar a saber se está a pagar muito e qual é a poupança que poderá vir a apresentar a troca do seu Seguro de Vida.

Apenas com uma pesquisa rápida na internet, conseguimos descobrir alguns sites onde podemos pedir essas mesmas simulações.

Vamos agora falar sobre um ponto importante, que é:

Quais os dados necessários para pedir uma simulação de um seguro de vida?

  1. Datas de nascimento (de 1 ou 2 proponentes);
  2. Capital em dívida (empréstimo);
  3. Prazo que falta para acabar o empréstimo;

Com estes três dados conseguimos fazer uma simulação e desta forma perceber se estamos ou não a pagar muito pelo nosso seguro actual.

Para uma simulação ainda mais realista, podemos ainda indicar as profissões dos proponentes e o Banco onde têm o seu seguro actual.

Esperamos que estas informações tenham sido úteis para esclarecer alguns aspectos relacionados com o tema em questão.

 

5- Existe algum prazo para mudar de seguro ou posso fazer em qualquer altura?

Na grande maioria dos casos, para transferir o seguro de vida do crédito habitação, deve comunicar por escrito a intenção de cancelamento do seguro à actual companhia, respeitando um prazo mínimo de 30 dias. Esta comunicação deve ser feita em carta registada com aviso de recepção.

Para tal, deve ter em atenção a periodicidade de pagamento do seu seguro actual. Assim, se pagar o seu seguro de vida mensalmente, pode tratar do cancelamento em qualquer altura. Se a periodicidade de pagamento for trimestral, semestral ou anual, o cancelamento deve ser informado com os 30 dias antes do início do próximo período. Deve também ter em atenção se o banco tem os débitos do seu seguro actualizados, para não correr o risco de ter de pagar o seguro novo e o antigo no mês da mudança. Caso não saiba qual o prazo necessário para pedir o cancelamento do seu seguro de vida, deve verificar as condições particulares da sua apólice actual.

 

6- E o seguro é mesmo igual?

O seguro de vida agregado ao crédito habitação, é um produto que além de ser obrigatório a todas as pessoas que contratam um crédito habitação, é um seguro que pode ter várias coberturas diferentes pelo que convém estarmos informados sobre as mesmas quando o vamos contratar.

Já passaram os tempos em que íamos ao banco e o senhor do banco, nos punha os papéis á frente e nós assinávamos sem fazer a mínima ideia do que estávamos a assinar.

E se por acaso em conversa alguém nos perguntasse que seguro tínhamos, nós não fazíamos a menor ideia, sabíamos que tínhamos um seguro porque tínhamos assinado uns papéis no banco.

Hoje em dia existe cada vez mais informação sobre este tema e as siglas IAD e ITP já não são de todo desconhecidas dos consumidores.

Vamos lá então tentar descodificar este produto.

Quando contratamos um crédito Habitação, somos obrigados a contratar um seguro de vida que nos vais pagar o empréstimo em caso de haver uma morte ou uma invalidez e um seguro MultiRiscos vulgarmente chamado seguro de paredes que nos vai valer no caso de acontecer algo com a nossa casa (Inundações, Riscos eléctricos, etc), por agora vamos nos focar no seguro de vida.

O seguro de vida tem 2 coberturas; a cobertura de morte, que é a cobertura principal e que vai pagar o empréstimo no caso de existir uma morte de qualquer um dos proponentes, posteriormente existe uma cobertura complementar que é a cobertura de invalidez.

Esta cobertura de invalidez vai pagar o empréstimo ao banco no caso de acontecer uma invalidez, aos proponentes.

Dentro da cobertura de Invalidez existem dois tipos;

– Uma cobertura mais baixa, vulgarmente denominada por IAD (Invalidez Absoluta e Definitiva), para esta cobertura ser activada o proponente tem de ficar com uma percentagem de invalidez a rondar os 100%, basicamente tem de ficar em estado vegetativo, dependente de terceiros para fazer as funções básicas do dia-a-dia.

– Existe também uma cobertura ITP (Invalidez Total e Permanente), que é uma cobertura mais alargada, pois basta o proponente ficar com uma invalidez para a sua actividade profissional para poder activar o seguro e o empréstimo ser pago ao banco. Dentro desta cobertura ITP, existem alguns escalões de percentagem de invalidez, os mais comuns são a partir dos 60% ou a partir dos 66%.

Desta forma quando pensamos em retirar o nosso seguro do banco, apenas temos de confirmar qual a cobertura que temos contratado na nossa apólice (se é a IAD ou a ITP), e ao transferir temos sempre de contratar a cobertura igual ou superior á que temos no banco.

Vamos dar um exemplo, se a minha cobertura actual for uma IAD eu ao trocar, posso trocar para um seguro com a cobertura IAD ou a cobertura ITP, pois a cobertura ITP é superior.

Se eu já tiver contratado um seguro com a cobertura ITP, ao trocar apenas posso contratar um seguro com a cobertura ITP, pois como a cobertura IAD é inferior o banco não me vai permitir efetuar essa troca.

Esperamos ter dado uma ajuda relativamente a este tema.

 

7- E como é que mudo o seguro para a nova Seguradora?

Muito se tem discutido sobre a situação dos Seguros de Vida associados ao Crédito Habitação. Ao longo dos anos foram-se criando ideias pré-concebidas, mitos sobre este assunto. Mitos que ainda hoje persistem e que impedem muitas pessoas de terem acesso a uma poupança considerável por terem medo do que possa acontecer, especialmente no que respeita à obtenção e manutenção do spread dos seus contratos de Crédito Habitação.

Ora, com a entrada em vigor do Dec-Lei 222/2009, muitas dessas dúvidas foram desmitificadas e a Lei é muito clara:

–  É de facto obrigatório subscrever um Seguro de Vida associado ao Crédito Habitação e mantê-lo activo durante toda a vida daquele contrato. Não é, no entanto, obrigatório subscrevê-lo ou mantê-lo na Entidade Financeira onde tem o Crédito Habitação.

– A penalização do spread pela retirada do produto Seguro de Vida da Entidade Bancária onde subscreveu o Crédito Habitação só é possível se estiver descrito na Escritura, nomeadamente no Documento Complementar, na alínea onde se referem os requisitos necessários para obter e manter o spread, caso contrário, não haverá qualquer alteração na sua mensalidade!  Ainda assim, e caso haja penalização, na maioria das vezes a poupança obtida com a retirada do Seguro de Vida do Banco (poupanças na ordem dos 40%, 50%, 60%) compensa o aumento da prestação mensal do Crédito Habitação. Há simuladores específicos onde podemos calcular esses aumentos/versus poupança.

Se a transferência do Seguro de Vida for a sua decisão há alguns passos a cumprir. Assim:

–  Deverá enviar à Companhia de Seguros um ofício registado, a informar da intenção de cancelar a sua Apólice. De acordo com a Lei vigente, este pré-aviso deverá dar entrada na Seguradora 30 dias antes do prazo escolhido para o cancelamento. Será um ofício simples onde identifica a(s) pessoa(s) segura(s), a(s) Apólice(s) e a Entidade Credora. Simultaneamente deverá cancelar o débito directo, no multibanco, para não correr o risco de lhe serem debitadas mensalidades, indevidamente. Caso isto aconteça, poderá sempre pedir, ao balcão, a revogação dos pagamentos num prazo de 60 dias.

– Por último, mas não menos importante, é a entrega das Condições Particulares da nova Apólice ao Banco.

Tenha em atenção que a entrega destes documentos deverá ser feita através de e-mail, para ficar com a prova de entrega. Se entregar directamente no balcão leve consigo outra cópia para ser carimbada pela Instituição Bancária, como recibo.

8- Pois, mas isto dá muito trabalho. Será que existe alguma empresa que faça isto por mim?

A transferência do Seguro de Vida do Crédito Habitação é, cada vez mais, uma preocupação por se tratar de um encargo obrigatório que quando desvalorizado pode resultar em desperdício de dinheiro.

Assim, e com a entrada em vigor do Dec-Lei 222/2009 que clarifica muitas ideias pré-concebidas sobre este assunto, demonstra sem margem para dúvidas que é fácil e rápido esta transferência, quer seja tratada pela Pessoa Segura ou por agências especializadas.

Se faz parte do grupo dos segurados abandonadas à inércia, aconselho vivamente a que se dirija a um mediador de seguros onde encontrará profissionais que lhe podem apresentar a melhor solução de mercado para o seu caso específico.

Há alguns passos que terá de seguir:

– Para que o mediador de seguros o possa ajudar, deverá levar consigo os seguintes dados:

– Capital actual em dívida.

– Prazo remanescente.

– Data de nascimento e profissão das pessoas seguras.

– Se possível, levar cópia da Apólice em vigor para que se possa identificar a cobertura que tem contratada.

Com estes dados, o mediador de seguros dar-lhe-á de imediato, a simulação com indicação da Seguradora que lhe oferece as melhores condições de mercado e que tratará por si, e de forma gratuita, de todo o processo de transferência, caso assim o pretenda.

Existem, por todo o país e com certeza perto de si, agências idóneas que o poderão ajudar. Pode também trabalhar com os nossos parceiros que analisam milhares de processos todos os meses com poupanças médias de 60%!


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Compensa ter o seguro vida do crédito habitação no Bankinter?

3 de Outubro, 2018 | por CFinanceiro

Ter o seguro vida do crédito habitação bankinter, bonifica no spread. Será que essa bonificação é suficiente para manter os seguro vida lá?

A cobertura exigida pelo Bankinter é IAD (Invalidez Absoluta e Permanente), como se não bastasse ter a cobertura de invalidez mais baixa ainda colocam apenas cobertura de 50% para cada segurado. Em caso de morte de um dos segurados só metade do crédito fica pago pelo seguro.
Nós recomendamos a cobertura ITP (Invalidez Total e Permanente), é a cobertura mais completa. De qualquer forma vamos fazer comparação para as duas coberturas.
Manter o seguro vida do crédito habitação bankinter bonifica o spread em 0,5%, o Bankinter é um dos bancos que se “agarra” ao seguro vida com mais força, na tabela já vamos perceber porque!
Para fazermos a comparação, fizemos 3 simulações para casais ambos com as idades de 30, 40 e 50 dos proponentes, para um financiamento de 150.000€. Tivemos em atenção as novas regras do Banco de Portugal nos prazos máximos dos créditos.
Na nossa opinião não compensa manter o seguro vida do crédito habitação bankinter! Mesmo na única situação em que compensa, está assumir o risco de ficar apenas com metade do crédito pago.  Este é um daqueles casos em que o spread diz pouco, o spread não é assim tão importante!
Não perca mais tempo comece já a poupar no seu seguro vida, peça já uma simulação e POUPE MILHARES de EUROS!
Outras comparações:

Millennium BCP – COMPENSA TER O SEGURO VIDA DO CRÉDITO HABITAÇÃO NO MILLENNIUM BCP?
Santander TottaCOMPENSA TER O SEGURO VIDA DO CRÉDITO HABITAÇÃO NO SANTANDER TOTTA?
Banco CTT – COMPENSA TER O SEGURO VIDA DO CRÉDITO HABITAÇÃO NO BANCO CTT?

 
Deixamos algumas dicas de como pode convencer os bancos a dar-lhe as melhores condições no crédito habitação. O que será que é mais valorizado pelos bancos hoje em dia para lhe conseguirem as melhores condições? 6 dicas para conseguir o melhor crédito habitação
 
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Compensa ter o seguro vida do crédito habitação no Banco CTT?

11 de Julho, 2018 | por CFinanceiro

Ter o seguro vida do crédito habitação no BancoCTT, bonifica no spread. Será que essa bonificação é suficiente para manter o seguro vida lá?

A cobertura exigida pelo BancoCTT é IAD (Invalidez Absoluta e Permanente) com taxa de cobertura de 100% para cada um dos proponentes.  Nós recomendamos a cobertura ITP (Invalidez Total e Permanente), é a cobertura mais completa. De qualquer forma vamos fazer comparação para as duas coberturas. Há algumas coberturas extra para alem destas bases que falamos mas não relevantes, tendo em atenção que todos os seguros com que fizemos a comparação tem coberturas extra.
O BancoCTT bonifica com a contratação do seguro de vida do crédito habitação no Banco em 0,6%! Imagine que consegue um spread de 1,3%, ao fazer o seguro fora do Banco penaliza para spread base que passaria a ser 1,9%.
“A manutenção do spread contratado de 1,300% pressupõe o cumprimento pontual da obrigação de pagamento do empréstimo e a subscrição e manutenção cumulativa dos produtos e serviços financeiros associados ao empréstimo até ao termo do empréstimo…
No caso de incumprimento das condições anteriormente referidas, aplica-se o spread base ao contrato de crédito. 
…spread base de 1,900%, considerando as taxas atualmente em vigor.”

Leia Também: Compensa ter o seguro vida do crédito habitação no Banco Santander Totta?

Para fazermos a comparação, fizemos 3 simulações para casais ambos com as idades de 30, 40 e 50 dos proponentes, para um financiamento de 150.000€
 

Compensa ter o seguro vida do crédito à habitação do BancoCTT? Compensa nas idades mais jovens, 30 anos e 40 anos, na comparação para um casal de 50 anos já não compensa! A “penalização” de 0,6% torna na nossa opinião o crédito à habitação do BancoCTT pouco competitivo com a generalidade dos concorrentes. Cabe a si comparar, ou pedir ajuda de profissionais especializados em crédito à habitação.
Não perca mais tempo comece já a poupar no seu seguro vida, peça já uma simulação e POUPE MILHARES de EUROS!
Outras comparações:
Millennium BCP – COMPENSA TER O SEGURO VIDA DO CRÉDITO HABITAÇÃO NO MILLENNIUM BCP?
Santander Totta – COMPENSA TER O SEGURO VIDA DO CRÉDITO HABITAÇÃO NO BANCO SANTANDER TOTTA?


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Compensa ter o seguro vida do crédito habitação no Banco Santander Totta?

26 de Junho, 2018 | por CFinanceiro

Ter o seguro vida do crédito habitação no Banco Santander, bonifica no spread. Será que essa bonificação é suficiente para manter os seguro vida lá?

A cobertura exigida pelo Santander Totta é IAD (Invalidez Absoluta e Permanente) com taxa de cobertura de 100% para cada um dos proponentes.  Nós recomendamos a cobertura ITP (Invalidez Total e Permanente), é a cobertura mais completa. De qualquer forma vamos fazer comparação para as duas coberturas, embora na cobertura ITP do Banco Santander a invalidez seja aos 75%, na maioria são activadas aos 66% e começa haver cada vez mais oferta dos 60%.
Apesar de bonificar com a contratação do seguro de vida do crédito habitação no Banco Santander, a Instituição permite que o cliente faça outro produto para manter a bonificação, por exemplo um PPR ou cartão de crédito. Tem de escolher 4 produtos, a conta ordenado e mais 3 produtos à escolha dos seguintes:

  • Possuir, durante o último trimestre, no mínimo, uma ordem de pagamentos domésticos a favor de terceiros, emitida sobre a sua conta à ordem;
  • Ser detentor de cartão de crédito activo. com média de utilização mensal mínima de 100€(cem Euro) durante o último trimestre;
  • Ter um crédito pessoal ou automóvel contratado junto do Banco com capital em divida no mínimo de 1 000€. Estão expressamente excluídos os empréstimos contraídos para a renegociação e/ou regularização de dívidas em atraso;
  • Possuir Depósitos de entregas programadas com saldo mínimo igual ou superior a 1.000€ (mil Euro). ou manter plano periódico nesses depósitos com entregas mensais líquidas com montante mínimo igual ou superior a 25 € (vinte cinco Euro) por mês, durante o último trimestre. As entregas consideradas nesta rubrica são deduzidas das eventuais mobilizações antecipadas efectuadas no trimestre.
  • Possuir saldo médio trimestral de Depósitos à Ordem, Depósitos a Prazo, Depósitos Indexados e Contas Rendimento e Poupança igual ou superior a 1.000 (mil Euro), excluindo os Produtos de Poupança de entregas programadas indicados no ponto anterior;
  • Possuir Seguro de Vida, Seguro de Desemprego ou Seguro de Saúde, excluindo os seguros directamente associados à contratação do empréstimo e que sirvam como garantia do mesmo.

 
Para fazermos a comparação, fizemos 3 simulações para casais ambos com as idades de 30, 40 e 50 dos proponentes, para um financiamento de 150.000€

 
Compensa ter o seguro vida do crédito habitação Santander? Não!
Não perca mais tempo comece já a poupar no seu seguro vida, peça já uma simulação e POUPE MILHARES de EUROS!
Outras comparações:
Millennium BCP – COMPENSA TER O SEGURO VIDA DO CRÉDITO HABITAÇÃO NO MILLENNIUM BCP?
Banco CTT – COMPENSA TER O SEGURO VIDA DO CRÉDITO HABITAÇÃO NO BANCO CTT?


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Crédito à Habitação – MTIC, apenas mais uma sigla?

26 de Fevereiro, 2018 | por CFinanceiro

 
Eis que surge mais uma Sigla, o MTIC, Montante Total Imputado ao Consumidor. Não temos nada contra siglas, taxas ou taxinhas, muito pelo contrário, tudo o que seja para ajudar a clarificar os custos de quem contrata um crédito é muito bem-vindo!
O MTIC não é mais que a soma do montante total do empréstimo (capital) com os custos associados ao crédito (juros, comissões bancárias, seguros(é aqui que a coisa complica mas falamos mais à frente)e outros encargos).
Vamos agora imaginar um cenário, um cliente pede uma simulação a dois bancos, num dos bancos é lhe apresentada uma simulação com o seguro vida com a cobertura mais abrangente a Invalidez Total e Permanente e o seguro multiriscos tem a cobertura de sismos, no outro banco é lhe apresentada uma simulação com o seguro vida com a cobertura menos abrangente a Invalidez Absoluta e Definitiva e cobre apenas 50% de cada segurado(mesmo que consiga activar esta cobertura só metade do crédito fica pago), o seguro multirisco neste caso não tem cobertura de sismos. Acha que o MTIC faz algum sentido nesta situação? Ou é apenas mais uma ferramenta que vem “complicar” dada a importância que lhe é dada neste momento?
Leia Também: Crédito à habitação. Já compensa fazer taxa fixa?
De alguma forma já falamos sobre estas comparações no live que fizemos sobre o spread não ser assim tão importante como nos querem fazer parecer:

 
Qualquer taxa, ou soma de totais só faz sentido funcionar como método de comparação se estivermos a comparar coisas iguais! Não vos parece? É que no exemplo que demos estamos a falar de uma diferença de vários milhares de euros. Até porque como sabe os seguros vida feitos nas “companhias dos bancos” são caríssimos. E tenham atenção que o exemplo que usamos para a cobertura mais baixa de seguro vida não é um exagero nosso, é apenas e só a cobertura base usada nas simulações de um dos bancos mais “competitivo em termos de spread”, com a importância que damos ao spread conforme o video acima!
Para perceberem melhor a ideia podem ver a reportagem do Contas-Poupança e a página do Banco de Portugal, embora nenhum tenha em atenção esta questão da comparação:
http://sicnoticias.sapo.pt/programas/contaspoupanca/2018-01-31-MTIC-a-sigla-que-o-pode-ajudar-a-poupar-milhares-de-euros
Página do Banco de Portugal que sabe sobre o MTIC:
https://www.bportugal.pt/page/mtic-uma-sigla-do-credito-que-vale-pena-decorar
Na nossa opinião a única forma de tornar “credíveis” estas taxas(Taeg,…) e somas de totais é criar uma simulação base onde todas as coberturas dos seguros deverão ser iguais! Fica a nossa sugestão!


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Poupe Milhares de Euros no seguro vida do crédito habitação!

24 de Janeiro, 2018 | por CFinanceiro

Com a transferência do seguro vida do crédito habitação, consegue-se em muitas situações, poupanças que chegam aos 60% nas mensalidades do seguro.

A transferência do  seguro vida do crédito habitação, trata-se de um processo fácil como pode verificar neste artigo, até porque a legislação tem evoluído nesse sentido!

Poupança

A título de exemplo, num crédito de 145 000 euros com cerca de 34 anos ainda por pagar, obteve-se uma poupança de 50% no seguro vida do crédito. Totalizando mais de €27.000 em Poupança ao longo do período do crédito.

Interessado?

Se estiver interessado ou tiver dúvidas, por favor preencha o formulário abaixo, com o máximo de informação possível.
É prática recorrente no nosso país, as instituições de crédito exigirem, como condição da concessão de crédito à habitação, a contratação, em paralelo, por quem solicite este crédito, de um contrato de seguro de vida que garanta àquelas o pagamento das importâncias devidas em caso de morte e ou invalidez do devedor.

É legítima a preocupação das instituições de crédito em obter a celebração de tais seguros. Destina se a assegurar o pagamento do seu crédito em circunstâncias extremas, de grave infortúnio e de pôr em causa a capacidade do pagamento das mesmas pelas famílias atingidas.
Torna-se, então, necessário assegurar que as instituições de crédito não imponham aos seus clientes contratos de seguros de vida associados ao crédito à habitação de condições que vão além do que justificaria o pagamento do crédito hipotecário concedido. Isto é o seguro de vida ter uma cobertura ITP ou IAD.

O regime consagrado no Dec. Lei nº 222/2009 não prejudica a liberdade das instituições de crédito e das empresas de seguros de proporem ao consumidor a celebração de outros contratos e a liberdade do consumidor de optar por soluções distintas das consagradas no presente decreto-lei, e susceptíveis de proteger as famílias contra infortúnios para além da cobertura mínima objecto do presente decreto-lei.




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Seguro Vida do Crédito à Habitação – Escolha Acertada DECO

11 de Janeiro, 2018 | por CFinanceiro

A DECO volta a divulgar a sua escolha acertada para o seguros vida do crédito à habitação.
O banco exigi-lhe um seguro de vida e um multiriscos-habitação para lhe conceder o crédito habitação. Se o pior lhe acontecer, ao menos, a família fica com a casa paga. Ou… talvez não. Depende das coberturas… Diferença entre as principais coberturas(ITP e IAD)
Apesar de excelente análise que a DECO faz deste assunto temos de discordar da seguinte afirmação:

Em alguns casos, o que poupa com a bonificação do spread é inferior àquilo que pode pagar a mais em seguro de vida durante todo o empréstimo, comparando com outras apólices disponíveis no mercado.

E discordamos porque neste momento não conhecemos no mercado nenhum banco em que compense fazer o seguro vida mesmo com a bonificação, seja crédito novo ou transferência, na vigência total do crédito tem poupança em fazer o seguro fora do banco. E a maioria logo no primeiro ano! E passam pelas “mãos” dos nossos consultores e parceiros milhões de euros para aprovação de crédito todos o meses!
Peça ao banco um projecção do pagamento do seguro ao longo de todo o crédito, normalmente já está na simulação do crédito mas tenha atenção à cobertura que lá é apresentada. Há bancos a colocar apenas a cobertura IAD e apenas 50% para cada uma das pessoas seguras, é uma forma de diminuir as taxas de referencia! Fizemos um video onde falamos sobre o calculo dessas taxas.
E depois peça uma simulação, vai receber as melhores propostas do mercado para o seu processo e depois é só fazer contas no nosso simulador.
Não deixe de ver também: 📹 ⏺️ LIVE SOBRE O SEGURO VIDA DO CRÉDITO À HABITAÇÃO
A DECO fala também em fazer uma apólice para cada segurado e apólices com coberturas fraccionadas, conforme a tabela:

No artigo também é abordado o facto de os bancos não poderem impor uma seguradora aos clientes de crédito à habitação. Nunca é demais relembrar porque ainda há algum desconhecimento sobre isso e muitas vezes é usado em favor do banco. Desde 2009 que esta situação está bem definida em decreto lei!
Segue a tabela com o TOP seguros de vida para crédito à habitação com a escolha acertada da DECO:
Peça já uma simulação para saber quanto pode poupar!
E não podíamos deixar de terminar este artigo com a mesma frase que termina o artigo da DECO.

Ora, se não pode evitar morrer, ao menos tente pagar o menos possível.

Fonte: Revista Dinheiros & Direitos Jan/Fev 2018


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📹 ⏺️ Live sobre o Seguro Vida do Crédito à Habitação

27 de Dezembro, 2017 | por CFinanceiro

Live sobre o seguro vida do crédito à habitação onde foi dada resposta a várias duvidas colocadas antes e durante a live!

Faça já uma simulação para saber quanto pode poupar com a transferência do seguro vida do seu crédito! SIMULE JÁ!
Leia também: O que distingue as coberturas Invalidez Total e Permanente (ITP) Vs Invalidez Absoluta e Definitiva (IAD)
Criamos o grupo do Conselhos do Consultor no Facebook com o intuito de perceber as duvidas de quem acompanha o nosso blog e a nossa página para assim conseguir criar conteúdo que vá de encontro ás suas necessidades! https://www.facebook.com/groups/conselhosdoconsultor/
Adira e convide os seus amigos!


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4 Motivos que levam os clientes a não transferir o Seguro Vida do Crédito Habitação

5 de Novembro, 2016 | por CFinanceiro

A maioria dos clientes de crédito habitação, não sabe que ao fazer o seguro vida do seu crédito habitação fora do banco, ou ao transferir o Seguro Vida, consegue poupanças que chegam aos 60%! Que se traduzem em milhares de euros de poupança no decorrer de todo o crédito!

Conheça os principais motivos que levam os clientes a não transferir o Seguro Vida do Crédito Habitação:
Pensam que não podem:(Video)
Grande parte dos Portugueses que tem crédito à habitação, desconhece que a lei alterou em 2009, este assunto tem sido abordado nos últimos meses em vários meios de comunicação social, com grande destaque por exemplo, no programa Contas-Poupança do Pedro Andérsson na SIC!


Medo do banco:

Hoje em dia quem transfere o seguro de vida do crédito habitação pode poupar muito dinheiro, milhares de Euros no total do contrato! Claro que os bancos não querem perder essa margem do negócio e muitas vezes “intimidam” os clientes menos informados com argumentos que chegam a ser desonestos! Muitas vezes os próprios gestores de clientes estão mal informados!

Inércia:(Video)

Outra das desculpas que ouvimos muitas vezes é que fazer o seguro fora do banco é um processo muito complicado. A maioria de nós é comodista. Sabemos que podemos poupar, mas porque não estamos devidamente informados, e sair das nossas rotinas para obter essa informação pode dar muito trabalho, é mais fácil criar objeções no nosso subconsciente para desculpar a nossa decisão de nada fazer!
Deverá tomar uma decisão devidamente informado! Claro que o ideal era aparecer feito, ter a poupança de milhares de euros, sem ter de se mexer do sofá, estamos de acordo isso era fantástico! Mas as coisas não funcionam dessa forma.
O processo, é muito simples! Basicamente é solicitar uma simulação, assinar uma proposta e enviar uma carta! Uma trabalheira, não é?
Não fazem bem as contas:(Video)
Outra desculpa que ouvimos muitas vezes é que vai subir o spread. Isso está escrito onde? Quanto vai subir? Isso representa quanto em Euros na mensalidade? Essas são as perguntas que deve fazer quando lhe dizem no banco que vai subir o spread, mas a maioria fica apenas por “Vai subir o spread”!
Sabia que a penalização média ronda os 0,2%? E sabe quanto isso representa em euros num crédito de 100.000€ a 30 anos? Cerca de 9€!


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O que o banco não lhe explica sobre os seguros do crédito habitação

18 de Outubro, 2016 | por CFinanceiro

A contratação do crédito à habitação requer a contratação de seguros, um seguro de vida e um seguro multirriscos, muitas vezes designados “seguros do crédito habitação”.

 
Os “seguros do crédito habitação” quase sempre, são subscritos junto do banco que concede o financiamento, podendo até contribuir para obter bonificações no spread. Mas há um desconhecimento muito grande no que diz respeito aos seguros, às coberturas incluídas e às exclusões, que os Bancos teriam obrigação de explicar.
Há legislação, na sua maior parte desconhecida dos consumidores, que pretende assegurar que não seja imposta a contratação de seguros de vida com condições que vão para além da preocupação dos Bancos em salvaguardar a satisfação dos seus créditos.
Decreto-Lei nº 171/2008 de 26 de Agosto
Estabelece a proibição dos bancos de cobrarem comissões pela análise da renegociação das condições do crédito habitação, nomeadamente spread ou prazo da duração do contrato. Veda também aos bancos de associar à renegociação do crédito habitação, a aquisição de outros produtos financeiros.
Carta-Circular nº 61/2008
Especifica que, a alteração de companhia seguradora está abrangida pela proibição de cobrança de comissões associadas ao processo de revisão das condições do crédito
Decreto-Lei nº 192/2009 de 17 de Agosto
Impede a cobrança de comissões na renegociação do empréstimo e de a fazer depender da aquisição de outros produtos financeiros.

Sabia que pode mudar o seu seguro vida, com poupanças que chegam aos 60%?


Decreto-Lei nº. 222/2009 de 11 de Setembro (em vigor desde 10.12.2009) – Artigo 4º

3 – Sempre que a celebração do contrato de crédito à habitação se encontre subordinada às condições de contratação de um seguro de vida, a instituição de crédito deve, na fase pré-contratual: (…) Declarar que os interessados têm o direito de optar pela contratação de seguro de vida junto da empresa de seguros da sua preferência; (…) Por outro lado, a seguradora está obrigada a fazer depender o cálculo do valor do prémio do seguro em função do montante em dívida do crédito.
PEÇA JÁ UMA SIMULAÇÃO GRÁTIS E SEM COMPROMISSO


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Portugal: paga-se o mesmo pelo seguro e juros na prestação da casa

11 de Agosto, 2016 | por CFinanceiro

Portugal: paga-se o mesmo pelo seguro e juros na prestação da casa

Quando pede um empréstimo para comprar uma casa, a subscrição dos seguros de vida e multi-riscos é obrigatório. Neste momento, 3,9 milhões de portugueses, que correspondem a 45,8% da população do continente, já possuem o seguro habitação. Contudo, como os valores atuais da Euribor estão nos mínimos, o valor que é pago em juros pelo financiamento é o mesmo que o encargo gasto com os seguros.

Segundo o INE – Instituto Nacional de Estatísticas – o valor médio da prestação do crédito à habitação esteve nos 238 euros, em Abril, onde apenas 49€ são indicativos dos juros, ou seja, cerca de 20,6% do total da prestação.

O Jornal de Negócios afirma mesmo que o valor pago pelos juros do empréstimo à habitação nunca foi esteve tão baixo em Portugal. O valor do seguro de vida considera devedores de 35 anos e, normalmente, o prémio vai sofrendo agravamento com o avançar da idade. Já no multi-riscos é considerado o valor total em dívida do financiamento e, depois, o valor é ajustado de acordo com a descida do capital em dívida.

O que protegem os seguros obrigatórios no crédito à habitação?

O seguro de vida é muito importante, pois assegura o pagamento de parte, ou até mesmo na sua totalidade, do financiamento em casa de morte ou incapacidade permanente de um dos devedores. Já o multi-riscos é um seguro que diz respeito à proteção do imóvel. Em Abril de 2016, segundo o estudo “Basef Seguros da Marktest” o seguro habitação tinha 3.918 mil possuidores. Este valor corresponde a 45,8% da população do continente, com mais de 15 anos de idade.
Apesar de todas oscilações que existem neste mercado, a idade e a ocupação são as variáveis que têm maior influência no processo. Além disso, a classe social também é importante, embora o género e a região não serem grandes diferenças assinaláveis.
Os indivíduos entre os 35 e 54 anos de idade, são o grupo da população do país, onde a subscrição do seguro habitação está acima da média. Este grupo é constituído, na sua grande maioria, por quadros médios e superiores e técnicos especializados/pequenos proprietários.


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Seguro Vida Misto: Paga lhe em morte e em vida

13 de Julho, 2016 | por CFinanceiro

O seguro vida Misto é o mais completo dos seguros vida, pois oferece o pagamento de um capital seguro aos beneficiários, em caso de morte antes do vencimento do contrato, ou caso nada suceda (a Pessoa Segura chega viva ao fim do seguro), paga ao próprio segurado, que geralmente se faz coincidir com a data da reforma.
O seguro vida mais conhecido dos portugueses, é o que está associado ao crédito habitação. Mas há vários tipos de seguro vida.
Voltando ao seguro vida misto, esta modalidade de Seguro é a forma ideal de proteger a pessoa ao longo de todo o seu ciclo de vida já que durante um período de tempo protege a família caso se produza o risco de morte ou invalidez e se a data de vencimento coincidir com a Reforma o segurado recebe um importante capital ou renda no momento em que se reformar e o seu rendimento do trabalho diminui.
Já há várias seguradoras que começam apostar neste tipo de produto, acreditamos que é um produto com muito futuro derivado das suas características. São várias as características que diferenciam os produtos existentes no mercado neste momento, desde a forma como calculam o valor em caso de morte como o valor em caso de vida. Quero obter mais informações!
 


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Como transferir o seguro de vida do meu crédito passo-a-passo

27 de Junho, 2016 | por CFinanceiro

Com o intuito de ajudar quem não sabe como transferir o seguro vida do seu crédito habitação e assim poupar milhares de euros, criamos este artigo para simplificar o processo.

1º Passo

Para transferir o seguro vida primeiro deve Solicitar simulação para o seu caso!

2º Passo

Verificar na escritura do crédito as condições negociadas com o banco na altura em que fez o crédito, as quais devem estar descriminadas na mesma, normalmente estão no documento complementar. Situações normais verificadas em escritura:

– Indica que tem de ter um seguro vida com o banco como beneficiário irrevogável mas não “obriga” a ter o seguro com a companhia do banco. Ou seja não tem qualquer penalização no spread por fazer o seguro “fora”;

– Indica que tem de ter um determinado numero de produtos subscritos com o banco de vários que lhe dão a escolher(PPRSegurosCartões,…). Neste caso pode subscrever um produto que ainda não tenha com o banco em troca pelo seguro. No caso de ao transferir o seguro vida ficar sem os produtos suficientes subscritos terá uma penalização que em muitas situações(depende das idades das pessoas seguras) compensa significativamente para alem de depois não precisar de ter nenhum dos outros produtos subscritos visto que já sofre a penalização;

– Indica que terá uma determinada penalização no spread.

3º Passo

Verifique antes de transferir o seguro vida que tipo de coberturas tem no seu seguro. ITP Vs IAD que distingue estas 2 coberturas no seguro vida do seu crédito? Deverá ter recebido na altura em que fez o crédito a apólice do seguro onde indica as coberturas ou então questione o seu banco sobre a cobertura.

4º Passo

Comparar as simulações e a poupança por transferir o seguro vida. Tenha em atenção alguns fatores que podem agravar o valor do prémio como profissão, doença, peso, tensão arterial, se fuma ou não. São informações que devem ser dadas não só à nova seguradora como à atual caso não transfira o seguro. Se não o fizer na altura de ativar o seguro a seguradora pudesse recusar a pagar por não lhe ter sido comunicado estas situações seja na altura em que fez o seguro como no decorrer do mesmo!

5º Passo

Avançar com a melhor proposta!

6º Passo

Pedido de cancelamento enviado à Seguradora com pré-aviso de 30 dias (na generalidade dos casos, a verificar nas Condições Gerais). A transferência do seguro vida associado ao crédito habitação é simples!

7º Passo

Comunicar ao seu banco que vai transferir o seguro vida, cancelar a apólice vigente e envio, em simultâneo, da cópia das Condições Particulares da nova apólice subscrita. Não esquecer o cancelamento do débito direto da apólice anterior, caso contrário o prémio poderá continuar a ser cobrado por parte da Seguradora. Considerar como data de início da nova apólice, a data imediatamente subsequente à data de cancelamento do seguro anterior. As comunicações efetuadas, quer à Seguradora no pedido de cancelamento do seguro, quer à Entidade Bancária, na comunicação daquele pedido, deverão ser efetuadas preferencialmente por escrito e enviadas por carta registada com aviso de receção. Se a comunicação for feita pessoalmente, solicitar prova de receção.


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Seguro Vida – Dec. Lei nº 222/2009

20 de Abril, 2016 | por Frederico Henriques

Dec. Lei nº 222/2009

É prática recorrente no nosso país, as instituições de crédito exigirem, como condição da concessão de crédito à habitação, a contratação, em paralelo, por quem solicite este crédito, de um contrato de seguro de vida que garanta àquelas o pagamento das importâncias devidas em caso de morte e ou invalidez do devedor.
É legítima a preocupação das instituições de crédito em obter a celebração de tais seguros, que se destinam a assegurar o pagamento do seu crédito em circunstâncias extremas, de grave infortúnio e de pôr em causa a capacidade do pagamento das mesmas pelas famílias atingidas.
Torna-se, então, necessário assegurar que as instituições de crédito não imponham aos seus clientes contratos de seguros de vida associados ao crédito à habitação de condições que vão além do que justificaria o pagamento do crédito hipotecário concedido, isto é o seguro de vida ter uma cobertura ITP ou IAD.
O regime consagrado no Dec. Lei nº 222/2009 não prejudica a liberdade das instituições de crédito e das empresas de seguros.de proporem ao consumidor a celebração de outros contratos e a liberdade do consumidor de optar por soluções distintas das consagradas no presente decreto-lei, e susceptíveis de proteger as famílias contra infortúnios para além da cobertura mínima objecto do presente decreto-lei.
Foram ouvidos o Banco de Portugal e o Instituto de Seguros de Portugal.
Foi promovida a consulta ao Conselho Nacional do Consumo. Foram ouvidos, a título facultativo, a União Geral de Consumidores, a Associação Portuguesa de Consumidores dos Media, a Federação Nacional das Cooperativas de Consumidores, a Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor, a Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional e a Associação Portuguesa de Bancos.
Assim:
Nos termos da alínea a) do nº 1 do artigo 198.º da Constituição, o Governo decreta o seguinte:
Artigo 1.º
Objecto
O presente decreto-lei estabelece medidas de protecção do consumidor na celebração de contratos de seguro de vida associados ao crédito à habitação.
Artigo 2.º
Âmbito de aplicação e objectivos
1 – O presente decreto-lei aplica-se aos contratos de seguro de vida cuja contratação tenha por objectivo o reforço de garantia dos contratos de crédito à habitação, quer resultem de uma imposição das instituições de crédito como condição necessária à celebração destes últimos contratos quer resultem de uma opção do consumidor.
2 – O presente decreto-lei tem como objectivo estabelecer medidas que visam proteger o consumidor de crédito à habitação na sua relação com a instituição de crédito e com a empresa de seguros, assegurando uma maior transparência no processo de formação desses contratos, uma maior adequação dos mesmos à finalidade de garantia do empréstimo e o reforço da informação ao consumidor.
Artigo 3.º
União de contratos
1 – Sem prejuízo do disposto no artigo 4.º do Decreto-Lei nº 171/2008, de 26 de Agosto, e na alínea d) do nº 3 do artigo 4.º do presente decreto-lei, sempre que exista uma união entre o contrato de seguro de vida e o contrato de crédito à habitação, a validade e a eficácia daquele contrato depende da validade e eficácia deste.
2 – Considera-se que existe união de contratos se ambos os contratos constituírem objectivamente uma unidade económica, designadamente se o contrato de seguro de vida for proposto pela instituição de crédito ou, no caso de o contrato de seguro de vida ser proposto por terceiro, se a seguradora tiver recorrido à instituição de crédito para preparar ou celebrar o contrato de seguro de vida ou se o contrato de seguro de vida estiver expressamente mencionado no contrato de concessão de crédito à habitação ou, ainda, se a instituição de crédito fizer depender a celebração do contrato de crédito à habitação da celebração de um contrato de seguro de vida.
3 – O disposto no presente artigo não prejudica a possibilidade de o tomador do seguro optar por um contrato de seguro com cobertura de dano morte superveniente
à cessação do contrato de crédito, em benefício de pessoa distinta do credor hipotecário, nem a possibilidade de o prazo do contrato de seguro ser inferior ao do contrato de crédito.
Artigo 4.º
Deveres de informação
1 – Aos deveres de informação a que está obrigada a empresa de seguros, nessa qualidade, e a instituição de crédito, nessa qualidade e ainda nas de mediador de seguros e de tomador de um seguro de grupo, estabelecidos no Decreto-Lei nº 144/2006, de 31 de Julho, e no regime jurídico do contrato de seguro, aprovado pelo Decreto-Lei nº 72/2008, de 16 de Abril, acrescem os deveres de informação específicos enunciados nos números seguintes.
2 – Cabe à instituição de crédito que se disponha a conceder crédito à habitação prestar aos interessados, na fase pré-contratual, todos os esclarecimentos exigíveis e os por estes solicitados sobre o contrato de seguro de vida cuja celebração lhes proponha ou aconselhe, nomeadamente a informação relativa às exclusões do contrato de seguro, com relevo para as doenças e patologias pré-existentes, à existência de períodos de carência, às consequências e implicações jurídicas da existência destas duas condições contratuais, às regras inerentes ao pagamento dos prémios de seguro e à obrigatoriedade de vinculação contratual à anuidade do contrato, salvo justa causa, nos termos do regime jurídico do contrato de seguro.
3 – Sempre que a celebração do contrato de crédito à habitação se encontre subordinada à condição de contratação de um seguro de vida, a instituição de crédito deve, na fase pré-contratual:
1. a) Declarar que a celebração do contrato de crédito à habitação se encontra subordinada à condição de contratação de um seguro de vida;
2. b) Esclarecer que, em caso de sinistro que se encontre abrangido pela cobertura da apólice de seguro contratada, o capital seguro é pago à instituição de crédito para antecipação total ou parcial da amortização do empréstimo;
3. c) Fornecer uma descrição das coberturas e demais requisitos mínimos a que um seguro de vida deve obedecer, de modo a ser aceite pela instituição de crédito;
4. d) Declarar que os interessados têm o direito de optar pela contratação de seguro de vida junto da empresa de seguros da sua preferência, ou de dar em garantia um ou mais seguros de vida de que já sejam titulares, desde que respeitem os requisitos mínimos a que se refere a alínea anterior;
5. e) Informar os interessados sobre o direito de, na vigência dos contratos, transferirem o empréstimo para outra instituição de crédito usando como garantia o mesmo contrato de seguro de vida, de acordo com o disposto no artigo 4.º do Decreto-Lei nº 171/2008, de 26 de Agosto, ou de celebrarem novo contrato de seguro de vida em substituição do primeiro em garantia do mesmo crédito à habitação, e
6. f) Incluir o valor dos prémios de seguro que propõe na simulação dos custos associados à subscrição do crédito à habitação, considerando-os no cálculo da respectiva taxa anual efectiva.
4 – Havendo celebração do contrato de seguro, as instituições de crédito devem incluir o valor dos prémios de seguro entre os custos associados ao crédito à habitação, considerando-os no cálculo da respectiva taxa anual efectiva.
5 – Sem prejuízo de outras obrigações aplicáveis ou a fixar pelo regulador sectorial, quando os mutuários optem pela contratação do seguro proposto pela instituição de crédito, esta deve, na fase pré-contratual, fornecer uma cópia do contrato de seguro de vida e indicar ainda:
1. a) A identificação da seguradora;
2. b) A identificação e designação comercial do produto;
3. c) A forma de actualização do contrato;
4. d) O valor global do prémio e a periodicidade de pagamento do prémio;
5. e) Outros custos de contratação, designadamente custos administrativos.
6 – O conteúdo integral do contrato de seguro de vida, ou, no caso dos seguros de grupo, a informação prevista no artigo 78.º do regime jurídico do contrato de seguro, deve constar de documento entregue juntamente com o contrato de crédito à habitação aos mutuários que optem pela contratação do seguro apresentado pela instituição de crédito, resultando clara a ligação entre ambos os contratos.
7 – Os requisitos de informação estabelecidos no presente artigo devem constar da ficha normalizada de informação para o crédito à habitação ou em documento autónomo.
8 – Incumbe à instituição de crédito a prova do cumprimento do disposto nos números anteriores.
Artigo 5.º
Conteúdo mínimo das propostas de contrato de seguro de vida associadas ao crédito à habitação
1 – Quando a oferta do crédito à habitação se encontre subordinada à condição de contratação de um seguro de vida ou quando pretenda propor aos interessados a contratação, ainda que facultativa, de um seguro de vida, deve a instituição de crédito propor a contratação de um seguro de vida com o conteúdo mínimo estabelecido nos números seguintes.
2 – O contrato de seguro de vida a que se refere o número anterior não pode produzir efeitos em data anterior ao início de produção de efeitos do contrato de crédito à habitação e, salvo em caso de sinistro, cessa os seus efeitos na data de cessação do contrato de crédito à habitação, quer esta ocorra na data prevista quer resulte de amortização antecipada do empréstimo, sendo proibidas as cláusulas de penalização por resolução antecipada do contrato de seguro de vida em situações de amortização antecipada do contrato de crédito.
3 – O disposto no número anterior não se aplica em caso de cessação do contrato de crédito à habitação por mudança do regime de crédito ou por transferência do empréstimo para outra instituição de crédito, havendo declaração expressa do mutuário de que pretende usar o mesmo seguro de vida como garantia das obrigações para si decorrentes do novo contrato de crédito à habitação, conforme o disposto no artigo 4.º do regime jurídico do contrato de seguro.
4 – O contrato de seguro de vida tem um capital seguro igual ao capital em dívida ao abrigo do contrato de crédito à habitação, ao longo de toda a sua vigência.
5 – Em caso de pluralidade de mutuários, o contrato de seguro de vida pode determinar a antecipação total da amortização do empréstimo na eventualidade de morte ou invalidez de um deles ou a amortização antecipada da percentagem do
montante em dívida por sinistro a acordar livremente pelas partes para cada um dos mutuários em caso de morte ou invalidez de qualquer deles.
6 – Na situação referida no número anterior, está vedado à instituição de crédito e à seguradora exigir a celebração de um contrato de seguro de vida por cada um dos mutuários, excepto na parte em que aqueles contratos não desonerem por inteiro os segurados da dívida do contrato de crédito.
Artigo 6.º
Celebração e regime de outros contratos de seguro de vida
1 – O disposto no artigo anterior não prejudica a faculdade de a instituição de crédito propor quaisquer outros contratos de seguro de vida ao mutuário de crédito à habitação, aos quais é aplicável o previsto nos números seguintes.
2 – A opção do mutuário pela contratação de quaisquer outros contratos de seguro de vida, a que se refere o número anterior, em detrimento ou em acréscimo do subordinado ao regime constante do artigo anterior, deve constar de declaração assinada pelo mutuário.
3 – A opção do mutuário pela contratação de um seguro em que não haja identidade entre o capital seguro e o montante em dívida ao abrigo do contrato de crédito à habitação obriga à estipulação, no contrato de seguro, de um regime de determinação dos beneficiários subsidiários, no caso de o montante do capital seguro ser superior ao do capital mutuado.
Artigo 7.º
Alteração do montante em dívida
1 – A instituição de crédito deve informar a empresa de seguros em tempo útil acerca da evolução do montante em dívida ao abrigo do contrato de crédito à habitação, devendo a empresa de seguros proceder de imediato à correspondente actualização do capital seguro, com efeitos reportados à data de cada alteração do montante em dívida ao abrigo do contrato de crédito à habitação, creditando ou restituindo ao segurado as quantias entretanto pagas no âmbito do contrato de seguro.
2 – O disposto no número anterior aplica-se quer o contrato de seguro tenha sido celebrado através da instituição de crédito quer tenha sido celebrado com uma companhia de seguros escolhida pelo consumidor.
3 – As seguradoras devem comunicar às instituições de crédito as alterações realizadas pelo consumidor aos contratos de seguro de vida utilizados como garantia do crédito à habitação.
Artigo 8.º
Cálculo dos prémios
1 – Os prémios do seguro são adequados e proporcionados aos riscos a cobrir e calculados no respeito dos princípios da técnica seguradora, tomando em consideração a evolução do capital seguro.
2 – A empresa de seguros deve fazer reflectir no cálculo dos prémios todas as actualizações ao capital seguro, com efeitos reportados à data de cada uma das actualizações do capital.
Artigo 9.º
Incumprimento
1 – O incumprimento dos deveres de informação e de esclarecimento da instituição de crédito estabelecidos no presente decreto-lei faz incorrer a instituição em responsabilidade civil, nos termos gerais.
2 – O incumprimento do dever de propor o seguro de vida com o conteúdo mínimo estabelecido no presente decreto-lei torna inoponíveis ao mutuário, pela instituição de crédito ou pela empresa de seguros com quem aquele haja contratado o seguro de vida associado ao crédito à habitação, quaisquer cláusulas contratuais incompatíveis com aquele conteúdo mínimo.
3 – O incumprimento do dever de fazer reflectir no cálculo dos prémios todas as actualizações ao capital seguro, com efeitos reportados à data de cada uma das actualizações do capital seguro, por motivo imputável à empresa de seguros, faz incorrer esta empresa em responsabilidade civil, nos termos gerais, e confere ao mutuário os direitos de, a qualquer momento, exigir a sua correcção e de resolver o contrato de seguro, caso se trate de seguro individual, ou do vínculo resultante da sua adesão a um contrato de seguro de grupo.
4 – Quando o incumprimento previsto no número anterior for imputável à instituição de crédito é aplicável o previsto no nº 1.
5 – O disposto nos números anteriores não prejudica a aplicação dos regimes sancionatórios aplicáveis às empresas de seguros, nessa qualidade, e às instituições de crédito, nessa qualidade e na de mediador de seguros.
Artigo 10.º
Alteração ao Decreto-Lei nº 349/98, de 11 de Novembro
O artigo 23.º do Decreto-Lei nº 349/98, de 11 de Novembro, alterado pelos Decretos-Leis nºs 137-B/99, de 22 de Abril, 320/2000, de 15 de Dezembro, 231/2002, de 2 de Novembro, 305/2003, de 9 de Dezembro, e 107/2007, de 10 de Abril, e pela Lei nº 60-A/2005, de 30 de Dezembro, passa a ter a seguinte redacção:
«Artigo 23.º
[…]
1 – …
2 – Em reforço da garantia prevista no número anterior, pode ser constituído seguro de vida do mutuário e cônjuge ou outras garantias consideradas adequadas ao risco do empréstimo pela instituição de crédito mutuante.
3 – …
4 – …»
Artigo 11.º
Sanções
Sem prejuízo do disposto no artigo 9.º, ao incumprimento das obrigações das instituições de crédito e das empresas de seguros previstas no presente decreto-lei aplica-se o regime sancionatório previsto, respectivamente, no Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras e no Decreto-Lei nº 94-B/98, de 17 de Abril.
Artigo 12.º
Entrada em vigor
O presente decreto-lei entra em vigor 90 dias após a data da sua publicação.
Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 25 de Junho de 2009. – José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa – Fernando Teixeira dos Santos – Alberto Bernardes Costa – Manuel António Gomes de Almeida de Pinho.
Promulgado em 31 de Agosto de 2009.
Publique-se.
O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.
Referendado em 1 de Setembro de 2009.
O Primeiro-Ministro, José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa.
Rectificado pela Declaração de Rectificação nº 77/2009, de 12-10, in DR, 1 Série, nº 200, de 10-10-2009.


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Crédito à habitação para deficientes – Regras

12 de Dezembro, 2015 | por CFinanceiro

Crédito à habitação para deficientes – Desde do dia 1 de janeiro de 2015, as pessoas com deficiência passam beneficiar de um regime mais vantajoso no crédito à habitação.

A Lei nº64/2014, que regulamenta este novo regime, do crédito à habitação para deficientes.

1. O que muda?

Até agora as pessoas portadoras de uma deficiência (com um grau de incapacidade total ou superior a 60%) quando precisavam de fazer um crédito à habitação podiam aceder às mesmas condições que beneficiam os trabalhadores de instituições de crédito, o que lhes dava acesso à possibilidade de comprarem ou construírem uma casa com condições de financiamento mais vantajosas. No entanto, o regime que ainda se encontra em vigor (ver o Decreto-lei nº 43/76 e o Decreto-lei nº 230/80) tem várias limitações. Por um lado, e segundo uma crítica apontada pela Deco, exige que os consumidores com deficiência cumpram os mesmos requisitos aplicados aos trabalhadores do setor financeiro, sem atender às suas especificidades. Além disso, e segundo a mesma associação, quando a deficiência é adquirida quando já há um empréstimo contratado, nem sempre é fácil mudar para o regime bonificado. Com o novo regime, esta situação altera-se. O diploma prevê uma maior facilidade na migração do crédito do regime geral para o regime de concessão de crédito bonificado à habitação a pessoa com deficiência. “Quando após a data da assinatura de um contrato de crédito à habitação (…) o mutuário tenha adquirido um grau de incapacidade nos termos previstos na alínea a) do artigo 3º, é-lhe necessariamente realizada a migração do crédito à habitação para o presente regime”, refere o artigo 6º do novo diploma.
Também a contratação de um seguro de vida deixa de ser obrigatória. Recorde-se que as instituições financeiras exigem aos clientes a contratação de dois seguros para concederem um empréstimo à habitação: um seguro de vida e um seguro multirriscos. No entanto, as pessoas com deficiência, devido às suas especificidades, enfrentam muitas dificuldades para conseguirem encontrar seguradoras que estejam disponíveis para celebrar um seguro de vida. Para contornar estas limitações, a nova lei diz mesmo: “A contratação de seguro de vida de acesso às condições previstas no crédito à habitação às pessoas com deficiência não é obrigatória”. Já no que diz respeito às condições de financiamento, o diploma refere que os créditos que sejam concedidos ao abrigo deste regime vão beneficiar de uma bonificação que corresponde à diferença entre a taxa de referência para o cálculo de bonificações (TRCB) – ou da taxa de juro contratual quando esta for inferior à TRCB – e 65% da taxa mínima aplicável às operações principais de refinanciamento do BCE. Recorde-se que o pagamento desta bonificação é assumido pelo Estado.
 

2. Quais são as condições necessárias para a aceder ao novo regime?

Para poderem aceder ao novo regime de crédito à habitação, as pessoas terão de cumprir com vários requisitos. A saber:
– Ter um grau de incapacidade total ou superior a 60%;
– Ter mais de 18 anos;
– O valor máximo do empréstimo a conceder não pode exceder os 190 mil euros, sendo que o rácio financeiro de garantia é de 90%;
– O prazo máximo do empréstimo é de 50 anos. No entanto, este prazo está dependente da idade máxima do cliente no final do contrato. Recorde-se que esta é uma variável que é definida pelo próprio banco.
– O empréstimo não pode ser utilizado para a “aquisição de fogo da propriedade de ascendentes ou descendentes do interessado”;
– O mutuário não pode vender o imóvel adquirido ao abrigo deste regime no prazo de cinco anos após a data de celebração do respetivo contrato de empréstimo. Caso esta situação aconteça, “o mutuário fica obrigado ao pagamento dos montantes das bonificações de que beneficiou, acrescido de 10%”. No entanto, existem algumas situações que escapam a estas penalizações. É, por exemplo, o caso dos mutuários que vendam a casa antes do período de cinco anos por motivos de desemprego, morte do titular, alteração da dimensão do agregado familiar ou mobilidade profissional.
 

3. Quais os documentos necessários?

Para poder aceder a este novo regime os cidadãos portadores de deficiência terão obrigatoriamente de apresentar, além dos documentos exigidos pelas instituições de crédito, um atestado médico “de incapacidade multiúso, comprovativo do grau de incapacidade de pessoa com deficiência”. Além disso, é condição obrigatória que os cidadãos apresentem a última nota demonstrativa “de liquidação disponível do imposto sobre o rendimento das pessoas singulares, ou no caso de dispensa da sua apresentação, de outros elementos oficiais emitidos pelo respetivo serviço de finanças”, explica o diploma que regulamenta o novo regime. Além disso, terão ainda de apresentar uma declaração, sob o compromisso de honra, em como não são titulares de outro empréstimo em qualquer regime de crédito bonificado.
Fonte: Saldopositivo.cgd.pt


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7 Dicas para Poupar nos Seguros

20 de Novembro, 2015 | por Frederico Henriques

Poupar nos seguros é possível, mesmo que sejam apenas alguns euros mensalmente.

Hoje em dia uma das palavras que mais anda na cabeça das pessoas, é a palavra poupança. Poupar nos seguros é uma das várias formas de reduzir o orçamento mensal.
Os seguros são hoje em dia um produto, obrigatório, em algumas situações.
Qualquer família tem hoje em dia um seguro Automóvel, de vida, para a casa e de saúde.
Devemos ter em atenção as nossas necessidades, para não termos custos desnecessários.
Se, por um lado, é inevitável ter um seguro automóvel caso tenha carro, por outro, num seguro de saúde, pode estar a pagar por coberturas desadequadas às suas necessidades e desta forma estarmos a meter dinheiro pela janela fora.
Ficam aqui algumas dicas para conseguir poupar nos seguros o máximo possível.
 
1. Avaliar as necessidades – Tal como já foi referido, este é o primeiro passo. Deve efectivamente avaliar o que pretende em termos de coberturas e depois contratar de acordo com as necessidades identificadas. Imaginando o seguro de vida associado ao crédito à habitação: se o seu objectivo é apenas garantir que a casa fique paga numa situação de morte ou invalidez, optar pela actualização do prémio ao capital em dívida pode ser mais vantajoso. Isto porque o prémio do seguro vai descendo à medida que vai pagando o empréstimo.
 
2. Cartões de crédito com seguro – A maioria dos cartões de crédito têm benefícios associados à sua utilização, entre os quais está a possibilidade de ficar coberto por um seguro de viagem caso pague a sua viagem com o cartão de crédito ou mesmo caso faça uma compra na internet e seja burlado, o seguro do cartão devolve lhe a totalidade ou pelo menos parte do dinheiro. Deve apenas ter atenção às coberturas e verificar se são suficientes para si e assim poupar nos seguros de viagem.
 
3. Mediadores – Procurar um mediador também lhe pode permitir poupar nos seguros. Por norma, consegue preços mais competitivos em relação ao balcão.Tem ainda a vantagem de estar a falar com um especialista que apenas lhe vai indicar as coberturas efectivamente necessárias, e desta forma não está a perder dinheiro com coberturas que não se adequam a si.
 
4. Atenção à duplicação – Muitas vezes, sem saber, há pessoas que têm mais do que um seguro com as mesmas coberturas. Acaba por estar a pagar duas vezes sem necessidade, uma vez que as indemnizações não acumulam e assim está a pagar duas vezes e só vai receber uma vez.
 
5. Consolidação – Muitas seguradoras oferecem descontos caso compre um pacote de produtos. Ter o seguro de vida, carro, saúde ou casa contratados na mesma seguradora pode ficar bem mais barato do que ter espalhado por várias companhias. Analise bem esta situação e veja se ao ter todos os seus seguros na mesma companhia não vai poupar alguns euros
 
6. Low Cost – As seguradoras ‘online’ ou por ‘telefone’ apresentam, por norma, preços mais competitivos dos que as companhias tradicionais. São estruturas empresariais mais leves e desta forma conseguem oferecer preços mais baixos. Tenha atenção às coberturas.
 
7. Promoções – Aproveite as campanhas de desconto de algumas seguradoras. Por vezes, as poupanças face aos preços normais são consideráveis. Pode ainda obter descontos por ser sócio de algum clube, ou ter algum cartão de descontos.Pode ainda verificar se existe alguma parceria com ou algum protocolo da sua empresa com seguradoras que lhe permitirá reduzir o custo dos seus seguros.


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