Peça a Isenção das Taxas Moderadoras por Insuficiência Económica

8 de Junho, 2021 | por Cláudia Oliveira

Isenção Taxas Moderadoras

Se tem baixos rendimentos, pode ter direito à isenção do pagamento das taxas moderadoras no Serviço Nacional de Saúde. Descubra como deve fazer o pedido.

As taxas moderadoras são pagas pelos utentes quando acedem aos cuidados de saúde no Serviço Nacional de Saúde (SNS). Contudo, existem várias exceções contempladas na lei portuguesa que permitem a isenção, como é o caso dos agregados em insuficiência económica. Conheça a seguir quais os critérios exigidos para o agregado ser considerado em situação de insuficiência de económica e como deve ser feito o pedido de isenção.

Quem está em situação de insuficiência económica?

Um agregado familiar está em situação de insuficiência económica quando o rendimento mensal, dividido pelo número de pessoas a que cabe a direção do agregado familiar, não é superior a 1,5 vezes o Indexante dos Apoios Sociais (IAS). Neste caso, o agregado familiar não pode ter um rendimento mensal superior a 658,22 euros, que corresponde a 1,5 vezes o IAS (438,81 euros em 2021). Importa referir que este valor limite muda todos os anos por causa do IAS.

O agregado familiar é classificado desta forma:

  • Fazem parte do mesmo agregado familiar as pessoas incluídas na mesma declaração de IRS;
  • A direção do agregado familiar é atribuída às pessoas que sustentam o agregado (por exemplo, o pai ou a mãe de uma família).

Se tem dúvidas sobre se está ou não nesta situação de insuficiência económica, pode consultar os seus rendimentos que são considerados para a isenção junto das finanças. Entre na sua área pessoal do Portal das Finanças e procure por algo como “Insuficiência Económica Taxas Moderadoras”.

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Como se pode pedir a isenção das taxas moderadoras?

Em primeiro lugar, importa referir que, em muitas situações, a reavaliação das condições económicas para a isenção das taxas moderadoras realiza-se automaticamente em setembro de cada ano. Cabe à Autoridade Tributária e Aduaneira a responsabilidade dessa revisão. Contudo, se ocorreram alterações na composição do agregado familiar ou se o mesmo não esteve isento no ano transato, então esta reavaliação não é automática. Neste caso, é necessário pedir a isenção das taxas moderadoras online ou presencialmente:

PEDIR A ISENÇÃO DAS TAXAS MODERADORAS ONLINE

1) Aceda ao Portal do SNS na área de utente e faça login. Vai precisar de ter consigo a Chave Móvel Digital ou então o Cartão de Cidadão, os códigos PIN e o leitor de cartões (caso ainda não tenha nenhuma destas formas de autenticação, saiba aqui como pedir a Chave Móvel Digital);

2) No menu superior, selecione “Benefícios SNS” e depois “Isenção Taxas Moderadoras“:

Isenção Taxas Moderadoras

3) Preencha todos os dados do formulário e siga as instruções de preenchimento.

Depois de submeter o pedido, o mesmo será analisado num prazo de 10 dias úteis. Para saber se a isenção lhe foi atribuída, pode consultar novamente a mesma área no portal do SNS.

Se tiver dúvidas, recomendamos que assista ao vídeo tutorial da Agência para a Modernização Administrativa (AMA):

PEDIR A ISENÇÃO DAS TAXAS MODERADORAS PRESENCIALMENTE

Para pedir a isenção presencialmente, deve dirigir-se ao seu Centro de Saúde ou a um Espaço Cidadão que disponibilize este serviço. Leve consigo o seu Cartão de Cidadão (ou outro documento de identificação válido como o passaporte) e indique junto do serviço que pretende requerer a isenção das taxas moderadoras. Depois, o seu pedido será analisado num prazo de 10 dias úteis. Para saber se a isenção foi atribuída, deve dirigir-se novamente ao serviço onde fez o pedido.

NOTAS IMPORTANTES SOBRE A ISENÇÃO

Em primeiro lugar, o pedido de isenção pode ser feito em qualquer altura e não tem nenhum custo. Se a isenção for atribuída, então tenha em atenção que:

  1. Não precisa de ter nenhum comprovativo de isenção porque essa informação passar a estar automaticamente associada ao seu registo de utente;
  2. A renovação da isenção é automática. Ou seja, todos os anos é feita uma reavaliação automática com base nos rendimentos declarados às finanças.;
  3. Se a sua situação se alterar, precisa de entregar um novo requerimento.

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Isenção Taxas Moderadoras – O que mudou em 2020/2021?

Com o objetivo de reduzir os custos com a saúde, o Governo tem dispensado a cobrança das taxas moderadoras em alguns serviços do SNS. Esta é um medida que já estava contemplada no Orçamento de Estado de 2020 e que se estendeu a 2021. Esta medida do Governo refletiu-se na dispensa das taxas moderadoras nestas três situações:

  • Consultas realizadas nos cuidados de saúde primários (como no caso das Unidades de Saúde Familiar);
  • Meios complementares realizados nos cuidados de saúde primários;
  • Exames complementares de diagnóstico e terapêutica, prescritos pela rede de prestação de cuidados de saúde primários e realizados fora do SNS.

Por fim, importa referir que, para além do agregado familiar em insuficiência económica, existem outras situações com direito à isenção das taxas moderadoras, como é o caso dos desempregados. Saiba tudo aqui.

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Taxas Moderadoras: Descubra se está isento

10 de Dezembro, 2020 | por Cláudia Oliveira

Ao usufruir de cuidados médicos do Serviço Nacional de Saúde(SNS), pode ter que pagar taxas moderadoras. Saiba se é um dos casos que tem direito à isenção e conheça os cuidados médicos onde não é necessário qualquer pagamento.

As taxas moderadoras foram criadas com o objetivo de moderar a utilização dos serviços públicos de saúde. Devem ser pagas pelos utentes quando acedem a consultas nos Centros de Saúde, nos hospitais e serviços de urgência hospitalar e ainda quando se realizam exames complementares de diagnóstico e terapêutica.

Contudo, existem várias exceções contempladas na lei portuguesa. Conheça a seguir quais os critérios para ser isento e em que cuidados médicos não é exigido o pagamento destas taxas.

Quem está isento de pagar Taxas Moderadoras?

Tal como consta no Decreto de Lei nº113/2011, estão isentos do pagamento de Taxas Moderadoras os seguintes casos:

  • Grávidas e parturientes;
  • Menores;
  • Utentes com grau de incapacidade igual ou superior a 60% (sempre que recorram aos serviços de saúde, devem fazer-se acompanhar do atestado de incapacidade multiusos);
  • Utentes em situação de insuficiência económica, bem como os dependentes do respetivo agregado familiar;
  • Dadores de sangue.
  • Dadores vivos de células, tecidos e órgãos;
  • Bombeiros;
  • Doentes transplantados;
  • Os desempregados com inscrição válida no centro de emprego auferindo subsídio de desemprego igual ou inferior a 1,5 vezes o indexante de apoios sociais (IAS), que, em virtude de situação transitória ou de duração inferior a um ano, não podem comprovar a sua condição de insuficiência económica nos termos previstos no artigo 6.º, e o respetivo cônjuge e dependentes;
  • Jovens em processo de promoção e proteção, a ser acompanhados pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) ou pelo tribunal, que não tenham possibilidade de comprovar a sua condição de insuficiência económica (devem apresentar original da declaração emitida pela CPCJ ou pelo tribunal de família e menores);
  • Jovens que se encontrem a cumprir medida tutelar de internamento ou de guarda em centro educativo ou de guarda em instituição pública ou privada, que não possam comprovar a sua condição de insuficiência económica (devem apresentar original da declaração emitida pelo Tribunal de Família e Menores ou pela instituição responsável pelo acolhimento e guarda dos menores);
  • Jovens integrados em instituições de acolhimento por decisão judicial proferida em processo tutelar cível, aos quais não seja possível comprovar a sua condição de insuficiência económica (devem apresentar original da declaração emitida pelo tribunal cível que proferiu a decisão);
  • Requerentes de asilo e refugiados e respetivos cônjuges ou equiparados e descendentes diretos (devem apresentar declaração comprovativa de pedido de asilo ou de autorização de residência provisória).

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Que serviços estão isentos de Taxas Moderadoras?

Mesmo que não reúna os critérios necessários para isenção do pagamento das taxas moderadoras, saiba que existem alguns serviços e cuidados de saúde em que é dispensada a cobrança de taxas moderadoras (tal como consta no Decreto Lei nº113/2011): 

  • Consultas de planeamento familiar;
  • Consultas, sessões de hospital de dia, exames e tratamentos prescritos no âmbito de algumas doenças neurológicas degenerativas e desmielinizantes, distrofias musculares, tratamento da dor crónica, saúde mental, deficiências congénitas de fatores de coagulação, infeção pelo vírus da imunodeficiência humana/sida, diabetes, tratamento e seguimento da doença oncológica;
  • Primeira consulta de especialidade hospitalar, com referenciação pela rede de prestação de cuidados de saúde primários (por exemplo, pelo médico de família);
  • Cuidados de saúde na área da diálise, que incluem consultas de pré-diálise e diálise, bem como exames complementares de diagnóstico e os tratamentos prescritos nestas;
  • Cuidados de saúde respiratórios no domicílio. A situação pode ocorrer, por exemplo, quando a unidade de saúde cede um aparelho de aerossóis ou uma máscara de oxigénio para usar em casa. As consultas onde foram prescritos estes atos não estão isentas de taxas;
  • Consultas e atos complementares necessários para as dádivas de células, sangue, tecidos e órgãos;
  • Consultas e atos complementares de diagnóstico e terapêutica realizados no decurso de rastreios de base populacional (cancro da mama ou do colo do útero, por exemplo), rastreios de infeções VIH/sida, hepatites, tuberculose pulmonar e doenças sexualmente transmissíveis, de programas de diagnóstico precoce e de diagnóstico neonatal (no âmbito da profilaxia pré-exposição para o VIH), promovidos no âmbito dos programas de prevenção da Direção-Geral da Saúde;
  • Consultas no domicílio realizadas por iniciativa dos serviços e estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde;
  • Atendimentos urgentes a vítimas de violência doméstica e atos complementares decorrentes dos mesmos. A dispensa de pagamento ocorrerá se o utente se declarar vítima de maus tratos e apresentar lesões ou sintomas que o confirmem. É exigida a participação do crime às autoridades policiais;
  • Programas de tratamento de alcoólicos crónicos e toxicodependentes;
  • Consultas de apoio intensivo à cessação tabágica;
  • Programas de tomas de observação direta (por exemplo, alguns doentes com tuberculose têm de tomar os medicamentos na presença de um profissional de saúde, para se garantir que o tratamento é feito);
  • Vacinação prevista no Programa Nacional de Vacinação (a vacina da gripe sazonal é gratuita mas só para os grupos definidos a cada época pela norma da Direção-Geral da Saúde);
  • Atendimento no serviço de urgência no seguimento de referenciação por parte da rede de prestação de cuidados de saúde primários (centro de saúde), pelo centro de atendimento do Serviço Nacional de Saúde (SNS24) e pelo INEM e respetivos atos complementares prescritos, bem como admissão a internamento através da urgência;
  • Consultas e exames complementares de diagnóstico e terapêutica prescritos no âmbito da rede de prestação de cuidados de saúde primários (por exemplo, no centro de saúde);
  • Consultas, bem como atos complementares prescritos no decurso destas, no âmbito da prestação de cuidados pelas equipas específicas de cuidados paliativos.

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Leia também: Melhor Seguro de Saúde – Modalidades de Pagamento

Como fazer o Pedido de Isenção

A atribuição da isenção aos casos referidos não é feita de forma automática. Como tal, deve solicitar a isenção do pagamento das taxas moderadoras através de uma das seguintes formas:

  1. Portal do SNS (na Área do Cidadão);
  2. Contacto telefónico com o SNS: 808 24 24 24
  3. Presencialmente no seu Centro de Saúde.

Dependendo da situação onde se insere, o procedimento e a documentação necessária varia. Como tal, aconselhamos que consulte primeiro o Guia de Perguntas e Respostas da Administração Central do Sistema de Saúde, onde pode encontrar qual o procedimento para cada situação onde se prevê a isenção.

Deixamos a seguir exemplos de duas das situações mais comuns:

DESEMPREGADOS

Devem cumprir os seguintes requisitos:

  • Estejam inscritos no Centro de Emprego há pelo menos 12 meses ou menos;
  • O subsídio de desemprego não pode ultrapassar o valor de 1,5 do IAS (438,81 euros em 2020).

Para que possam obter a isenção, os desempregados têm de comprovar a sua situação de desemprego no centro de saúde, através do documento de registo de inscrição no centro de emprego.

INSUFICIÊNCIA ECONÓMICA

Neste caso, o agregado familiar não pode ter um rendimento mensal superior a 658,22 euros, que corresponde a 1,5 vezes o IAS (438,81 euros em 2020).

O pedido de isenção pode ser feito no Portal do SNS, na área de cidadão, através da entrega de um requerimento. Depois de entrar no portal, vá a “Contacto com Unidades de Saúde” e depois “Isenção Taxas Moderadoras”.

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Leia também: Covid-19 – Opte pelos Serviços Públicos Online

Isenção de Taxas Moderadoras – Já sabe se tem direito?

Agora que já conhece os critérios de isenção, informe-se e faça o seu pedido caso se insira numa das várias situações que explicámos. É importante salientar que não existe qualquer custo associado ao pedido de isenção de taxas moderadoras. Tal como se pode ler no Portal do SNS, pode realizar o pedido a qualquer momento, tendo avaliação (validado/recusado) no prazo de 10 dias úteis, contados da data do pedido.

Se tiver alguma dúvida, aconselhamos que consulte o Decreto-Lei nº113/2011, o Guia de Perguntas e Respostas da Administração Central do Sistema de Saúde e ainda a informação disponível no Portal do SNS.

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Leia também: Seguro e Plano de Saúde – Qual a diferença?

 


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6 Mitos sobre Seguros de Saúde

1 de Dezembro, 2020 | por Cláudia Oliveira

“O Seguro de Saúde é muito caro, é muito difícil aderir e não tem muitas coberturas!” – Mitos como este são muitas vezes utilizados pelos portugueses para justificarem a decisão em não aderir a um seguro de saúde. Mas será que são verdade?

Confuso sobre se deve ou não aderir a um Seguro de Saúde? Comece por desmistificar alguns dos mitos mais frequentes sobre Seguros de Saúde antes de tomar a sua decisão.

1- O Seguro de Saúde é muito caro

Este talvez seja o mito ou a crença mais frequente sobre o Seguro de Saúde. Se olharmos há uns anos atrás, talvez estes seguros fossem um pouco caros para a maioria dos portugueses. Mas atualmente, e com a oferta alargada das seguradoras, é possível ter um seguro com as coberturas base por apenas 10€ por mês, por exemplo.

Claro que o seguro pode atingir valores mais elevados mas tudo dependerá das coberturas. Depois também é importante comparar os limites de capital das coberturas. Por norma, cada seguradora define um limite por ano e por pessoa em algumas despesas específicas.

Uma das formas de conseguir poupar é evitar coberturas que não lhe interessam e que podem encarecer o seguro.

2- É muito complicado aderir a um Seguro de Saúde

Cada vez é preciso menos burocracia para aderir a um Seguro de Saúde. Basta fornecer os seus dados pessoais, preencher um inquérito médico e acordar a forma de pagamento.

O mais “trabalhoso” será mesmo a pesquisa das várias ofertas que existem e a decisão, não só pela seguradora, mas também pelas coberturas. Depois disso, o processo de adesão é muito simples. Aliás, atualmente pode fazê-lo online nos portais das seguradoras.

3- As coberturas são muito restritas

A oferta existente no mercado obrigou à evolução dos seguros de saúde. O leque de coberturas é cada vez mais alargado: hospitalização, pequena cirurgia em ambiente hospitalar, ambulatório, consultas em consultório ou ao domicílio, serviços de atendimento permanente, exames auxiliares de diagnóstico, tratamentos, medicamentos, parto, doenças graves, segunda opinião médica, estomatologia ou extensão de coberturas no estrangeiro.

Também já é possível encontrar seguros para quem procura sessões de terapia por doença mental e até medicinas alternativas onde se incluem, por exemplo, sessões de acupuntura.

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Leia também: Seguro de Saúde – Modalidades de Pagamento

4- O Seguro de Saúde não é personalizável

As seguradoras evoluíram no sentido de permitir aos clientes personalizarem o seguro de saúde com base nas suas reais necessidades. Por exemplo, se já tem filhos e não pensa voltar a ter, não fará sentido ter no seu seguro uma cobertura para partos, não é verdade? Para além disso, as necessidades de uma pessoa com 25 anos são diferentes de quem tem 50 anos. As segurados sabem disso e permitem essa personalização.

O importante é que tenha isto em consideração quando for escolher o seu seguro. As opções de personalização podem-lhe permitir pagar menos ao descartar algumas coberturas. Por outro lado, deve assegurar que escolhe um seguro que inclua as coberturas que considera serem as essenciais para si ou para a sua família.

5- A existência de uma doença pré-existente impossibilita a adesão ao seguro

Se tiver uma doença pré-existente à data da realização do contrato, pode na mesma aderir ao seguro. O que acontece é que usualmente há a exclusão dessas doenças do contrato. Para além disso, no contrato pode ainda constar um período de carência, não superior a um ano, para a cobertura de doenças pré-existentes.

Há ainda outras situações de exclusão como por exemplo: alcoolismo, consumo de drogas, interrupção voluntária de gravidez, entre outras. Tenha em atenção todas as exclusões!

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Leia também: Seguro de Saúde e Vida – O que pode agravar o prémio?

6- As despesas com o Seguro de Saúde não são dedutíveis no IRS

Ao utilizar o seguro de saúde também terá direito a deduções em sede de IRS. O código do IRS admite que 15% dos prémios pagos com seguros de saúde sejam deduzidos no IRS. No entanto, existe um limite para as deduções com despesas de saúde: 1.000€. Ou seja, não pode deduzir mais do que isto independentemente do que gastar.

A seguradora é a responsável por lhe enviar a declaração onde constam as despesas realizadas com os prémios. Depois, basta incluir o valor no anexo H do IRS.

Seguros de Saúde – Analise antes de decidir que não é uma boa opção!

Agora que já o ajudámos a desmistificar alguns mitos e a esclarecer algumas das dúvidas mais frequentes, não se esqueça de se informar antes de assumir que o Seguro de Saúde não é para si. Investir na saúde é sempre um dos melhores investimentos que pode fazer por si mas também pela sua família.

Por isso, deixamos-lhe um último conselho: peça uma simulação gratuita do melhor Seguro de Saúde para si e para a sua família. Para isso, só tem de preencher este formulário ✍. Depois, receberá uma proposta, sem qualquer compromisso. Lembre-se que o aconselhamento especializado pode fazer muita diferença no valor que vai pagar e nas coberturas a que terá direito.

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Leia também: 7 Dicas a ter em conta antes de escolher um Seguro de Saúde


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Orçamento do Estado 2021: As medidas que precisa conhecer

20 de Outubro, 2020 | por Cláudia Oliveira

Já conhece as medidas previstas na Proposta de Orçamento do Estado para o próximo ano? Para o ajudar, reunimos neste artigo as principais medidas com maior impacto ao nível de apoios sociais, impostos, saúde e educação.

A Proposta do Orçamento do Estado 2021 (OE2021) foi entregue no dia 12 de Outubro e reúne um conjunto alargado de novas medidas. Por isso, reunimos as principais medidas previstas que lhe poderão beneficiar em 2021. De salientar que, este ano, existem medidas especiais para tentar colmatar algumas das consequências provocadas pela pandemia.

 

EMPREGO E APOIO SOCIAL

De acordo com OE2021, há um novo apoio extraordinário aos rendimentos dos trabalhadores. O objetivo é “assegurar a continuidade dos rendimentos das pessoas em situação de desproteção económica causada pela pandemia”.

Tal como indicou o ministro das finanças, João Leitão, numa entrevista à SIC, “serão abrangidos pelo novo apoio os trabalhadores por conta de outrem, incluindo os do serviço doméstico e também os trabalhadores independentes que, a partir de 01 de janeiro de 2021, vejam o seu subsídio de desemprego terminar”. A prestação tem “como limite 501,16 euros, não podendo, em nenhum dos casos, o valor do apoio ser superior ao rendimento relevante médio mensal de 2019“. Ainda se pode ler que o apoio tem um limite mínimo de 50 euros, “com exceção das situações em que a perda de rendimentos do trabalho foi superior a 1 IAS, em que o limite mínimo do apoio é de 0,5 IAS”.

Relativamente ao subsídio de desemprego, está previsto o aumento dos atuais 438,81€ para um valor próximo de 505€. Já o aumento do salário mínimo, irá acontecer “em linha com o aumento médio dos últimos anos (mantendo-se a meta de 750€ em 2023)”.

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Leia também: COVID-19 – Ganhe um dinheiro extra a partir de casa

 

IMPOSTOS

No OE2021, é apresentada uma redução das taxas de retenção na fonte de IRS. Segundo a proposta, isso irá garantir às famílias portuguesas uma “liquidez adicional de 200 M€ durante o ano de 2021”.

Também se prevê reduzir a taxa de IVA da eletricidade mas “para consumos até 100 kWh (ou 150 kWh, no caso de famílias numerosas), permitindo às famílias poupar cerca de 150 M€ com consumos sustentáveis”.

Destaque também para a criação do IVAucher. Com esta mecanismo, o consumidor recebe o IVA das despesas em restaurantes, alojamentos e espaços culturais. Descubra no nosso artigo como irá funcionar esta medida.

Por fim, o IVA pago com atividades desportivas/ginásios vai passar a ser descontado parcialmente no IRS, em moldes semelhantes à dedução dos gastos em restaurantes, oficinas, cabeleireiros e veterinários.

 

SAÚDE

No setor da saúde, há uma medida muito importante para os portugueses: a dispensa do pagamento da taxas moderadores em exames complementares de diagnóstico e terapêutica prescritos no âmbito dos cuidados de saúde primários.

Para 2021, e perante a situação atual da pandemia, as máscaras de proteção respiratória, assim como o gel desinfetante, vão continuar sujeitos à taxa reduzida do IVA.

Haverá ainda um investimento de 90 milhões de euros para melhorias das instalações e equipamentos de centros de saúde e unidades de saúde familiar. Para além disso, há ainda o objetivo de contratar mais 4200 profissionais de saúde para hospitais e centros de saúde.

Por último, e muito importante, está previsto um reforço de 19M€ no Programa de Saúde Mental.

 

EDUCAÇÃO

Destaque para o aumento do número de vagas gratuitas nas creches. Mas esta medida só chega às crianças que frequentam a creche pública ou abrangida pelo sistema de cooperação e “cujo agregado familiar pertença ao 2.º escalão de rendimentos da comparticipação familiar”.

Para além disso, haverá também um investimento na contratação de funcionários nas escolas. Assim, a meta é contratar mais três mil assistentes escolares.

Na proposta consta ainda que se irá manter apoios como os passes sociais bem como a gratuitidade dos manuais escolares.

Orçamento do Estado para 2021 – Agora que já sabe algumas das medidas previstas, mantenha-se informado porque poderá poupar algum dinheiro para o ano.

A proposta do OE2021 ainda não foi aprovada e, por essa razão, algumas das medidas que exploramos podem não avançar. Por isso, é importante que acompanhe este processo e fique atento às novidades para 2021. Medidas como o IVAucher, isenção de taxas moderadoras e a redução da taxa do IVA na eletricidade, podem ajudá-lo a poupar significativamente.

Aconselhamos que consulte na íntegra o Orçamento do Estado para 2021 e conheça todas as medidas propostas. O Estado também disponibiliza as principais medidas no site oe2021.gov.pt.

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Leia também: IVAucher – Como vai funcionar a devolução do IVA ao consumidor


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Como ter uma saúde de ferro, gastando pouco

11 de Junho, 2016 | por CFinanceiro

Saúde é uma condição que todos os seres humanos almejam.

Ter saúde significa capacidade para realizar as tarefas diárias. A saúde da carteira também é importante, porque dá a possibilidade de comprar os tão necessários alimentos que precisamos para ter força.
Aposte numa alimentação saudável. Como já é mais do que sabido, evite comer alimentos prejudiciais, além de serem mais caros, prejudicam o seu corpo. Opte por uma alimentação mais à base de peixe do que de carne. Se não consegue abdicar desta última, saiba que as carnes brancas são as mais recomendadas. Não se esqueça de incluir, os cereais, os produtos hortícolas e a fruta. Se tiver um quintal, opte por ter árvores de frutos e uma pequena horta. Aposte nos produtos biológicos por sua conta. Já os doces e as chamadas comidas fast-food não acrescentam nada à sua alimentação que se quer saudável.
Para aliar a alimentação saudável à poupança, são necessárias também algumas regras, como por exemplo elaborar uma lista de compras antes de ir ao supermercado. Uma regra que deverá começar a cumprir. Hoje é sempre um bom dia para começar a escrever o que realmente precisa. Se fizer isto, e também um menu semanal ou mensal, irá dirigir-se apenas às secções que realmente precisa. Se junto à sua casa há um mercado de confiança, aproveite para comprar os produtos frescos, até porque a relação qualidade/preço costuma ser melhor nestes locais, face à dos supermercados. Antes de avançar com a compra, nas superfícies comerciais, certifique-se que as promoções são mesmo em conta, por vezes são enganosas.
Outra excelente forma para poupar na sua carteira, é evitar comer fora, até porque acaba por meter o pé na argola quando faz as suas escolhas. Evite este “pecado”. Por exemplo, se almoça fora de casa, aproveite para levar a já tão famosa marmita. Irá conseguir uma boa poupança no final do mês, ao mesmo tempo que estará a evitar mudar os hábitos de alimentação saudável.
Junte a uma boa alimentação, exercício físico. Diz quem sabe que bastam 30 minutos diários de atividade física para cuidar não só do corpo como da mente. Irá dar-lhe responsabilidade por uma alimentação saudável. De que vale querer ter um corpo saudável, se não tem preocupações com a alimentação? De nada, certamente… Até aqui poderá poupar dinheiro, uma vez que não terá de procurar um nutricionista. Pratique exercício físico na rua, assim não terá de gastar dinheiro em ginásios.
Vícios, como o tabaco e o álcool, também não abanam em nada a seu favor. Além do dinheiro que gasta, prejudica fortemente a sua saúde. Faça um compromisso consigo. Procure estipular datas. Numa semana faz o menu, na outra começa a realizar exercício e depois largue os vícios, para os quais tem de despender muito dinheiro. A saúde física e da carteira também depende destes fatores. Aproveite o dinheiro que poupa para gastar numas férias ou em algo que deseja há já muito tempo.
Parte das famílias portuguesas já tem seguros de saúde. A questão que se levanta é seguinte: será que precisa realmente de todos os benefícios que o seguro de saúde apresenta? Se seguir algumas das propostas que lhe temos deixado, certamente poderá ter um seguro de saúde ajustado às suas reais necessidades.
A juntar a esta lista de dicas, terá também as suas, que poderá partilhar nos comentários deste artigo. Praticar uma alimentação saudável poderá parecer cara à primeira vista, no entanto, o tempo acabará por dar razão, porque estará a evitar despesas desnecessárias.
Nas páginas dos Conselhos de Consultor fica ainda a saber quais os supermercados onde pode comprar mais barato, bem como outras dicas para poupar na alimentação.
Tenha uma saúde de ferro gastando pouco dinheiro. O importante é consciencializar-se das alterações que tem de fazer no seu dia-a-dia. A partir daí tudo se tornará mais simples.


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(Atualiazação)Tem de pedir as despesas de saúde em faturas separadas

21 de Maio, 2015 | por CFinanceiro

Os produtos e serviços de saúde que pagam IVA a 23% vão voltar a ser aceites como despesa de saúde desde que tenham sido adquiridos mediante receita médica. Esta medida consta de uma proposta de alteração apresentada pelos partidos da maioria e apresentar de entrar em vigor só nas próximas semanas vai permitir que sejam consideradas como dedutíveis as faturas emitidas a partir de janeiro.(Atualização)
Como sabe as despesas de saúde com IVA a 23% deixaram de ser dedutíveis, mesmo que prescritas, ao contrário do que acontecia até ao ano passado, em que os contribuintes podiam deduzir 10% dessas despesas de saúde, até ao limite de 65 euros, desde que tivessem receita médica. Passaram a ser dedutíveis apenas as despesas de saúde com IVA a 6%.
Ao comprar na farmácia um artigo com IVA à taxa (6%) e outro com a taxa (23%), “será tudo classificado como despesas gerais” na declaração de rendimentos, alerta o Fisco.
Leia também: Preciso pedir senhas do Portal das Finanças para os meus filhos?
Para “contornar” esta situação, o contribuinte ao pedir uma fatura na farmácia onde constem produtos sujeitos a 6% e a 23%, terá de pedir um recibo separado para cada taxa de IVA. Foi este o esclarecimento do Fisco, a um contribuinte que questionou a Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), a que o Diário Económico teve acesso.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos, Paulo Ralha, reagiu ao Correio da Manhã, dizendo que esta regra de separação das faturas “vai dar uma enorme confusão”, adiantando de seguida que ainda está à espera, por parte do Fisco, de “uma resposta cabal [sobre] como proceder”.


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