Está à procura de emprego? Estes 9 apoios podem ajudar

3 de Junho, 2021 | por Cláudia Oliveira

Apoio Emprego

Está desempregado e quer regressar à sua vida ativa? Conheça 9 diferentes apoios e programas do IEFP que podem ser uma boa solução nesta fase.

No sentido de contrariar as taxas de desemprego, o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) tem criado alguns apoios e programas para incentivar a inserção dos desempregados no mercado de trabalho. Existem várias medidas que vão desde os estágios até à criação do próprio emprego ou empresa. Apresentamos-lhe a seguir uma lista com os principais apoios do IEFP.

9 Apoios ao Emprego para quem está desempregado

1) CRIAÇÃO DO PRÓPRIO EMPREGO

O primeiro apoio disponível é destinado aos beneficiários das prestações de desemprego que pretendam criar o seu próprio emprego. Trata-se de uma medida no âmbito do Programa de Apoio ao Empreendedorismo e à Criação do Próprio Emprego, que consiste na atribuição de apoios a projetos de emprego. 

E quais são os apoios? Os beneficiários, para além de receberem o pagamento total ou parcial das prestações de desemprego, têm ainda a possibilidade de cumulação com a modalidade de crédito com garantia e bonificação da taxa de juro. Adicionalmente, podem ainda receber apoio técnico à criação e consolidação dos projetos a desenvolver. Contudo, os projetos de emprego têm de assegurar o emprego a tempo inteiro dos promotores subsidiados.

Consulte todas as condições e requisitos da Criação do Próprio Emprego.

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Leia também: 6 Dicas para alcançar o Sucesso Profissional em 2021

2) EMPREGO JOVEM ATIVO

Tal como indica o nome, este é um apoio destinado aos jovens entre os 18 e 29 anos. Neste caso, os jovens precisam de estar inscritos como desempregados no IEFP e devem estar numa das seguintes situações:

  1. Sem escolaridade obrigatória e em situação de desfavorecimento face ao mercado trabalho porque abandonaram a escola;
  2. Possuir uma qualificação de nível 6 ou superior do Quadro Nacional de Qualificações (QNQ). Ou seja, jovens com uma licenciatura ou mais.

Este apoio consiste na inserção dos jovens em contexto de trabalho, com o desenvolvimento de experiências práticas. Essas experiências desenvolvem-se no contexto de um projeto com uma duração de 6 meses, com um orientador e um plano de inserção.

Ao nível do apoio financeiro, existe uma bolsa mensal que varia consoante a situação do jovem. Assim:

  1. 70% do IAS* (307,17€) – para os jovens desfavorecidos em matéria de qualificações e empregabilidade;
  2. 1,3 IAS (570,45€) – para os jovens mais qualificados.

*Valor do IAS (Indexante dos Apoios Sociais) em 2021: 438,81€

Consulte todas as condições e requisitos do Emprego Jovem Ativo.

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Leia também: IRS Jovem: qual é o benefício deste regime no IRS?

3) CRIAÇÃO DE EMPRESAS

O apoio à Criação de Empresas é outra medida no âmbito do Programa de Apoio ao Empreendedorismo e à Criação do Próprio Emprego. Esta medida consiste na atribuição de apoios a projetos de criação de empresas de pequena dimensão com fins lucrativos, incluindo cooperativas. Esse apoio realiza-se através do acesso a linhas de crédito com garantia e bonificação da taxa de juro concedido por instituições bancárias. Este apoio é destinado aos desempregados numa destas situações:

  • Inscritos há 9 meses ou menos em situação de desemprego involuntário ou então há mais de 9 meses, independentemente do motivo de inscrição;
  • Jovens à procura do primeiro emprego com idade entre os 18 e os 35 anos, com o mínimo de ensino secundário completo;
  • Trabalhadores independentes com rendimento mensal inferior ao salário mínimo (no último ano de atividade).

Consulte todos requisitos e apoios financeiros da medida Criação de Empresas.

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Leia também: Com dificuldades em pagar a renda? Recorra ao regime excecional de apoio

4) PROGRAMA INVESTE JOVEM

O Investe Jovem, tal como o apoio anterior, também se destina à criação de empresas. Contudo, este programa destina-se apenas aos jovens desempregados com idade entre os 18 e os 30 anos. Os jovens devem elaborar uma ideia de negócio viável e garantir que têm formação adequada para o seu desenvolvimento.  Em termos práticos, o apoio acontece através de três vertentes: apoio financeiro ao investimento; apoio financeiro à criação do próprio emprego; apoio técnico na consolidação do projeto e reforço de competências.

Consulte todos requisitos e apoios financeiros do programa Investe Jovem.

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Leia também: Porta 65 Jovem: candidaturas abertas ao apoio ao arrendamento

5) EMPREGO INTERIOR MAIS

O Emprego Interior MAIS é uma das principais medidas do programa “Trabalhar no Interior” do Governo.  Este apoio financeiro é atribuído às pessoas que celebrem contratos de trabalho por conta de outrem ou criem o seu próprio emprego ou empresa no interior do país. Os beneficiários podem ser desempregados ou então empregados à procura de novo emprego, desde que seja no interior. Consideram-se territórios do interior os definidos na Portaria n.º 208/2017, de 13 de julho – Programa Nacional para a Coesão Territorial (PNCT). No total, são 165 municípios e 73 freguesias de outros 21 concelhos.

O valor do apoio tem o limite de 6 vezes o valor do Indexante dos Apoios Sociais (2.632,86€). O apoio pode ainda ser majorado em 20% por cada elemento do agregado familiar do destinatário que o acompanhe na mudança de residência para território do interior, até um limite de 3 vezes o valor do IAS (1.316,43€).

Consulte todos requisitos e condições do programa Emprego Interior Mais.

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Leia também: Quer viver no interior do país? Conheça os incentivos financeiros do Governo

6) CONTRATO EMPREGO INSERÇÃO

Esta medida destina-se à realização de trabalho socialmente necessário por parte de desempregados beneficiários de subsídio de desemprego ou de subsídio social de desemprego. Têm prioridade no acesso a este apoio os desempregados de longa duração, desempregados com idade igual ou superior a 45 anos, pessoas com deficiência, ex-reclusos e vítimas de violência doméstica.

O apoio financeiro consiste numa bolsa mensal no valor de 20% do IAS, apoio nas despesas de transporte, refeição ou subsídio de alimentação e seguro de acidentes.

Consulte todos os detalhes do Contrato Emprego Inserção.

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Leia também: 11 Conselhos de poupança para quem ganha pouco

7) CONTRATO EMPREGO INSERÇÃO +

Esta medida destina-se à realização de trabalho socialmente necessário por parte de beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI) e outros desempregados inscritos, não beneficiários de prestações sociais. Neste último caso, os não beneficiários de prestações sociais ou do RSI precisam de estar numa das seguintes situações:

  • Inscritos há pelo menos 12 meses;
  • Integrem família monoparental ou cujos cônjuges ou pessoas com quem vivam em união de facto se encontrem igualmente desempregados.

Tal como no apoio anterior, têm prioridade no acesso os desempregados de longa duração, desempregados com idade igual ou superior a 45 anos, pessoas com deficiência, ex-reclusos e vítimas de violência doméstica.

O apoio financeiro consiste numa bolsa de ocupação mensal no valor do IAS, apoio nas despesas de transporte, refeição ou subsídio de alimentação e seguro de acidentes.

Consulte todos os requisitos e condições do Contrato Emprego Inserção +.

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Leia também: RSI: quem tem direito a este apoio social?

8) ESTÁGIOS ATIVAR.PT

A medida Estágios ATIVAR.PT promove a inserção de jovens no mercado de trabalho através de estágios com duração de 9 meses. Os jovens devem ter idade entre 18 e 30 anos, com uma qualificação de nível 3, 4, 5, 6, 7 ou 8 do Quadro Nacional de Qualificações (QNQ). Também se incluem as pessoas entre os 30 e os 45 anos, desde que estejam desempregadas há mais de 12 meses e tenham obtido há menos de 3 anos uma qualificação de nível 3, 4, 5, 6, 7 ou 8 do QNQ. Para as pessoas com mais de 45 anos e desempregadas há mais de 12 meses, devem ser detentoras de uma qualificação de nível 2 ou 3 do QNQ e estar inscritas num Centro Qualifica ou então ter um nível 4, 5, 6, 7 ou 8 do QNQ.

A bolsa mensal de estágio tem o valor mínimo equivalente a 1 IAS (438,81 euros em 2021). Contudo, consoante as qualificações do candidato, pode ir até ao máximo de 2,4 IAS (1.053,14 euros em 2021). Para além disso, também se atribui o subsídio de alimentação (ou refeição) e o seguro de acidentes no trabalho.

Conheça todos os detalhes sobre os Estágios ATIVAR.PT.

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Leia também: 8 Formas de desenvolver competências

9) INCENTIVO À ACEITAÇÃO DE OFERTAS DE EMPREGO

Esta medida é destinada aos desempregados a receber prestações de desemprego que aceitem ofertas de emprego com uma remuneração inferior ao valor da prestação de desemprego que estão a receber. Os desempregados devem estar inscritos no IEFP há mais de 3 meses. Aos desempregados inscritos com 45 ou mais anos não é exigido o tempo mínimo de inscrição.

O apoio realiza-se através da atribuição de um montante mensal igual a:

  • 50 % do valor da prestação de desemprego durante os primeiros 6 meses do período de concessão, até ao limite máximo de 500€;
  • 25 % do valor da prestação de desemprego durante os 6 meses seguintes, até ao limite máximo de 250€.

Os beneficiários devem aceitar o emprego sugerido pelo IEFP ou então serem eles mesmos a conseguir a colocação pelos próprios meios.

Conheça todos os detalhes sobre o Incentivo à Aceitação de Ofertas de Emprego.

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Leia também: BEP: saiba como se candidatar aos empregos do Estado


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Covid-19: Ficou desempregado? Calcule o valor do Subsídio de Desemprego

14 de Dezembro, 2020 | por Cláudia Oliveira

Perdeu o seu emprego este ano por causa da pandemia ou por qualquer outro motivo? Então descubra se reúne as condições para receber o Subsídio de Desemprego e qual o valor mensal a que tem direito.

São vários os portugueses que enfrentam o desemprego por causa dos efeitos da pandemia nas empresas e nos vários estabelecimentos comerciais. A pensar nisso, reunimos as principais informações sobre o Subsídio de Desemprego para que saiba como o deve requerer junto do IEFP, qual o valor a que tem direito e quanto durará esse apoio financeiro.

É muito importante que saiba que existem prazos para fazer o seu requerimento, que começam a contar a partir do momento que fica oficialmente desempregado. Por isso, caso não cumpra esse prazo, será penalizado.

Quem tem direito?

De acordo com a informação disponibilizada pela Segurança Social, estas são as condições para a atribuição do subsídio:

  • Residir em território nacional;
  • Estar em situação de desemprego involuntário;
  • Ter capacidade e disponibilidade para trabalhar;
  • Estar inscrito para procura de emprego no centro de emprego da área de residência;
  • Ter o prazo de garantia exigido: 360 dias de trabalho por conta de outrem com registo de remunerações nos 24 meses anteriores à data do desemprego.

Contudo, este ano foi criada uma exceção: quem ficou desempregado entre os dias 19 de Março (início do estado de emergência) e o dia 30 de Junho (fim do estado de calamidade), conseguiu aceder a esta prestação social tendo apenas feito descontos durante 180 dias, ou seja, 6 meses.

Duração do Subsídio

A duração do subsídio de desemprego depende da idade do desempregado e do número de meses de contribuições para a Segurança Social.

Assim, de uma forma muito simples, quanto mais foram os meses de descontos, mais tempo durará o subsídio. Por exemplo: um desempregado que tenha 32 anos e 360 dias de descontos (o mínimo exigido), receberá o apoio durante 180 dias. Contudo, se tiver descontado mais de 2 anos, então a duração aumenta para 420 dias.

Existem duas tabelas oficiais que determinam a duração: uma que vigora desde 1 de abril de 2012 e outra que se aplica antes desta data. Deixamos a seguir as duas tabelas que deve consultar para saber qual a duração que se aplica ao seu caso:

Após 1 de Abril de 2012

Os prazos desta tabela são para aqueles que ficaram desempregados a partir de 1 de Abril de 2012 e que, a 31 de Março de 2012, não tinham prazo de garantia para aceder ao subsídio de desemprego.

Duração Subsídio de Desemprego

Antes de 1 de Abril de 2012

Esta tabela aplica-se aos trabalhadores que, a partir de Abril de 2012, fiquem pela primeira vez em situação de desemprego involuntário e que,a 31 de Março de 2012 já preenchiam os requisitos para a atribuição do subsídio de desemprego.

Duração Subsídio Desemprego

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Leia também: Tarifa Social de Eletricidade Alargada a mais Portugueses

Como calcular o subsídio?

O valor do subsídio corresponde a 65% da remuneração de referência. Entenda como consegue chegar ao montante mensal a que tem direito:

Cálculo do Subsídio de Desemprego

  1. Somar todas as remunerações declaradas à SS dos primeiros 12 meses dos últimos 14 (a contar do mês anterior ao da data de desemprego). Por exemplo, se ficou sem trabalho em Março de 2020, soma os rendimentos entre Janeiro e Dezembro de 2019.
  2. Ao valor anterior soma-se o valor dos subsídios de férias e de Natal declarados e devidos
    durante estes 12 meses (no máximo, um subsídio de férias e um subsídio de Natal).
  3. Divide-se o total da soma por 12 (R/12). Este valor é a remuneração de referência ilíquida.
  4. Multiplica-se o valor obtido por 0,65 e obtém-se o montante mensal do subsídio de desemprego.

Contudo, existem limites para o subsídio:

Limite mínimo

438,81 € (100% do IAS)

Limite máximo

1.097,03 € (2,5 x IAS) e não pode exceder 75% do valor líquido da remuneração de referência.

Simulador da DECO Proteste

Se preferir, ao invés de realizar os cálculos, pode recorrer ao Simulador de Subsídio da DECO Proteste. Dependendo do motivo do despedimento, vai precisar destes dados:

  1. Número de meses que descontou;
  2. Rendimento bruto (pessoal ou familiar);
  3. Informação da situação familiar: por exemplo, se tem filhos ao seu encargo ou se o seu cônjuge também está desempregado.

Calculadora Subsídio de Desemprego - DECO Proteste

Em que situações o montante pode ser majorado?

O montante diário do subsídio de desemprego é majorado em 10% quando, no mesmo agregado familiar, ambos os cônjuges estejam a receber subsídio de desemprego e tenham filhos (ou enteados, por exemplo) a seu cargo. Ou seja, cada um recebe mais 10% do que o valor obtido no cálculo do subsídio.

Este reforço da prestação aplica-se igualmente a famílias monoparentais. Porém, o desempregado não pode estar a receber pensão de alimentos decidida pelo tribunal.

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Leia também: Covid-19 – Ganhe um dinheiro extra a partir de casa

Como pedir o subsídio

O subsídio de desemprego deve ser pedido no prazo de 90 dias consecutivos a contar da data do desemprego, junto do Centro de Emprego. Caso não respeite esse prazo, os dias em atraso serão descontados no período de concessão das prestações de desemprego.

O IEFP disponibiliza um guia detalhado de como deve realizar a submissão do seu requerimento para o subsídio de desemprego no portal do IEFP online. Consulte-o aqui e siga o passo a passo.

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Leia também: Covid-19 – Opte pelos Serviços Públicos Online

Subsídio de Desemprego – O que muda em 2021?

Perante a atual contexto pandémico e as consequências na vida de vários portugueses, foi aprovado no Orçamento de Estado para 2021 (OE21) que os subsídios de desemprego que terminam no próximo ano, serão prolongados por mais seis meses.  Assim, se é um dos casos que iria ficar sem o apoio em 2021, pode “respirar” um pouco mais de alívio, pelo menos durante mais seis meses.

Para além do subsídio de desemprego, saiba que existem mais apoios para quem ficou sem emprego. Pode consultar aqui quais sãos os apoios e como os deve requerer.

Aconselhamos que consulte toda a informação detalhada sobre o Subsídio de Desemprego no Portal da Segurança Social e no Portal do IEFP.

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Leia também: OE201 – Corte dos serviços essenciais proibido no 1º semestre de 2021


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Orçamento do Estado 2021: As medidas que precisa conhecer

20 de Outubro, 2020 | por Cláudia Oliveira

Já conhece as medidas previstas na Proposta de Orçamento do Estado para o próximo ano? Para o ajudar, reunimos neste artigo as principais medidas com maior impacto ao nível de apoios sociais, impostos, saúde e educação.

A Proposta do Orçamento do Estado 2021 (OE2021) foi entregue no dia 12 de Outubro e reúne um conjunto alargado de novas medidas. Por isso, reunimos as principais medidas previstas que lhe poderão beneficiar em 2021. De salientar que, este ano, existem medidas especiais para tentar colmatar algumas das consequências provocadas pela pandemia.

 

EMPREGO E APOIO SOCIAL

De acordo com OE2021, há um novo apoio extraordinário aos rendimentos dos trabalhadores. O objetivo é “assegurar a continuidade dos rendimentos das pessoas em situação de desproteção económica causada pela pandemia”.

Tal como indicou o ministro das finanças, João Leitão, numa entrevista à SIC, “serão abrangidos pelo novo apoio os trabalhadores por conta de outrem, incluindo os do serviço doméstico e também os trabalhadores independentes que, a partir de 01 de janeiro de 2021, vejam o seu subsídio de desemprego terminar”. A prestação tem “como limite 501,16 euros, não podendo, em nenhum dos casos, o valor do apoio ser superior ao rendimento relevante médio mensal de 2019“. Ainda se pode ler que o apoio tem um limite mínimo de 50 euros, “com exceção das situações em que a perda de rendimentos do trabalho foi superior a 1 IAS, em que o limite mínimo do apoio é de 0,5 IAS”.

Relativamente ao subsídio de desemprego, está previsto o aumento dos atuais 438,81€ para um valor próximo de 505€. Já o aumento do salário mínimo, irá acontecer “em linha com o aumento médio dos últimos anos (mantendo-se a meta de 750€ em 2023)”.

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Leia também: COVID-19 – Ganhe um dinheiro extra a partir de casa

 

IMPOSTOS

No OE2021, é apresentada uma redução das taxas de retenção na fonte de IRS. Segundo a proposta, isso irá garantir às famílias portuguesas uma “liquidez adicional de 200 M€ durante o ano de 2021”.

Também se prevê reduzir a taxa de IVA da eletricidade mas “para consumos até 100 kWh (ou 150 kWh, no caso de famílias numerosas), permitindo às famílias poupar cerca de 150 M€ com consumos sustentáveis”.

Destaque também para a criação do IVAucher. Com esta mecanismo, o consumidor recebe o IVA das despesas em restaurantes, alojamentos e espaços culturais. Descubra no nosso artigo como irá funcionar esta medida.

Por fim, o IVA pago com atividades desportivas/ginásios vai passar a ser descontado parcialmente no IRS, em moldes semelhantes à dedução dos gastos em restaurantes, oficinas, cabeleireiros e veterinários.

 

SAÚDE

No setor da saúde, há uma medida muito importante para os portugueses: a dispensa do pagamento da taxas moderadores em exames complementares de diagnóstico e terapêutica prescritos no âmbito dos cuidados de saúde primários.

Para 2021, e perante a situação atual da pandemia, as máscaras de proteção respiratória, assim como o gel desinfetante, vão continuar sujeitos à taxa reduzida do IVA.

Haverá ainda um investimento de 90 milhões de euros para melhorias das instalações e equipamentos de centros de saúde e unidades de saúde familiar. Para além disso, há ainda o objetivo de contratar mais 4200 profissionais de saúde para hospitais e centros de saúde.

Por último, e muito importante, está previsto um reforço de 19M€ no Programa de Saúde Mental.

 

EDUCAÇÃO

Destaque para o aumento do número de vagas gratuitas nas creches. Mas esta medida só chega às crianças que frequentam a creche pública ou abrangida pelo sistema de cooperação e “cujo agregado familiar pertença ao 2.º escalão de rendimentos da comparticipação familiar”.

Para além disso, haverá também um investimento na contratação de funcionários nas escolas. Assim, a meta é contratar mais três mil assistentes escolares.

Na proposta consta ainda que se irá manter apoios como os passes sociais bem como a gratuitidade dos manuais escolares.

Orçamento do Estado para 2021 – Agora que já sabe algumas das medidas previstas, mantenha-se informado porque poderá poupar algum dinheiro para o ano.

A proposta do OE2021 ainda não foi aprovada e, por essa razão, algumas das medidas que exploramos podem não avançar. Por isso, é importante que acompanhe este processo e fique atento às novidades para 2021. Medidas como o IVAucher, isenção de taxas moderadoras e a redução da taxa do IVA na eletricidade, podem ajudá-lo a poupar significativamente.

Aconselhamos que consulte na íntegra o Orçamento do Estado para 2021 e conheça todas as medidas propostas. O Estado também disponibiliza as principais medidas no site oe2021.gov.pt.

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Leia também: IVAucher – Como vai funcionar a devolução do IVA ao consumidor


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Como ser um bom produtor de conteúdos freelancer

17 de Agosto, 2016 | por CFinanceiro

Como ser um bom produtor de conteúdos freelancer

A Internet é um mercado muito grande para quem quer trabalhar como freelancer, mas ainda não entendeu bem o que é ser freelancer? Nós explicamos! Freelancer é um profissional autónomo que auto emprega-se em diferentes empresas e, normalmente, é especialista numa determinada área. Um freelancer pode encontrar na Internet centenas de trabalhos de programação, de criação de websites, SEO (Search Engine Optimization), marketing, publicidade, produção de conteúdos, entre muitos outros. Neste artigo, vamos focar-nos de como pode tornar-se num bom produtor de conteúdos freelancer.

Algumas erros a evitar

Não pesquisar nem planear o conteúdo antes de começar a escrever.
É um erro muito comum na maioria dos produtores de conteúdos não fazerem corretamente uma pesquisa antes de começarem a escrever o artigo. As fontes que um produtor de conteúdos usa também é um fator muito importante a ter em conta, pois a fonte tem que se fiável.
Pensar que tem capacidades para escrever sobre tudo
Apesar de com pesquisa ser possível escrevermos conteúdo sobre qualquer tema, existe pessoas que não tem tanto jeito para certos temas. Por isso, o nosso conselho é forcar-nos nos temas que é realmente bom e não tentar escrever sobre tudo que lhe aparece.
Achar que é impossível descobrir se o artigo é copiado
Hoje em dia, é muito fácil descobrir se um artigo é plágio ou não. Através do próprio Google ou de ferramentas próprias para esse fim é muito fácil descobrir se um artigo é cópia de outro ou não.
Para o bem da sua reputação quanto produto de conteúdos freelancer nunca copie um artigo.
Ter pressa em terminar um trabalho
Como se costuma dizer a pressa é inimiga da perfeição. É muito comum um produto de conteúdos apressar o trabalho que tem entre mãos para conseguir aceitar rapidamente outros trabalhos. Contudo, não é uma boa opção, pois assim dificilmente conseguirá manter uma boa qualidade nos seus artigos.
Entregar um trabalho sem reler
Entregar trabalhos sem reler não é uma boa opção, visto que quando estamos a escrever facilmente escapam-se vírgulas e alguns erros ortográficos. Releia sempre o seu trabalho depois de finalizado e, se for possível, releia passado 1 hora, para descansar o cérebro um bocado, porque o seu cérebro já está mecanizado, quando acaba de escrever para aquele conteúdo, o que pode fazer que continue passar alguns erros.

Como ser um bom produtor de conteúdos freelancer

Organização e muita disciplina
É necessário muita organização e muita disciplina, porque ser freelancer, normalmente, é um trabalho sem grandes horários, o que para muita gente pode ser um quebra-cabeças por falta de disciplina.
A organização dos trabalhos que um freelancer aceita é muito importante, se não existir um bom planeamento é impossível cumprir os prazos acordados com os clientes.
Muita dedicação e concentração
Como todos os trabalhos é preciso muita dedicação e concentração quando está a escrever um artigo. A sua preocupação deve ser em entregar a melhor qualidade possível ao seu cliente. Só assim o cliente voltará a confiar em si para escrever mais artigos.
Uma boa pesquisa e um estudo aprofundado
Não chega ler um ou dois artigos do tema/assunto que tem que escrever, deve levar muito a sério a pesquisa e o estudo do tema que tem que escrever. Os bons produtores de conteúdos destacam-se neste ponto, pois normalmente conseguem ir mais além no artigo, o que os clientes gostam bastante.
Nunca desistir
Desistir é a palavra dos fracos e dos fracassados. Se realmente quiser vincar como um bom produtor de conteúdos freelancer nunca equacione desistir.


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As 10 profissões do futuro para nós!

17 de Agosto, 2016 | por CFinanceiro

As 10 profissões do futuro para nós!

Numa altura que toda a Europa se queixe de uma crise sem fim, de sanções e mais sanções, será boa ideia elegermos as 10 profissões do futuro, para nós! Além disso, pretendemos tirar algumas dúvidas para todos os jovens que ainda não decidiram o que vão seguir assim que terminarem o ensino secundário. A escolha do seu futuro é muito importante e é um passo gigante para a famosa vida dos adultos.

O mercado de trabalho está a mudar cada vez mais, de tal forma que as profissões que estavam no auge à uns anos já não são as mesmas que estão neste momento. E, espera-se que daqui a 10 anos as “melhores” profissões também não serão as mesmas de agora.

Neste artigo vai poder descobrir quais as melhores profissões, para um futuro próximo. As 10 profissões que vamos apresentar foram escolhidas com base no crescimento das áreas de atuação.
Vendas e Marketing
Até à bem pouco tempo, a área comercial era quase sempre garantida por uma equipa de profissionais não licenciada, no entanto cada vez mais as empresas apostam em profissionais devidamente licenciados.
O paradigma de quem vendia, vendia tudo, deixou de existir. Hoje em dia, com o aparecimento em massa das redes sociais, o marketing digital ganhou uma dimensão muito grande.
Hotelaria e Turismo
Mesmo com a crise, o turismo continua a crescer exponencialmente em várias zonas do nosso país e da Europa. Segundo estudos do INE (Instituto Nacional de Estatística), em 2015, o mercado hoteleiro cresceu cerca de 8%. Por isso, hotelaria e turismo poderá ser uma excelente aposta.
Cada vez mais, as pessoas marcam tudo online, no entanto continuam a valorizar a qualidade do atendimento.
Recursos Humanos
Todas as empresas ou quase todas necessitam de profissionais especializados em recursos humanos. Por isso, os anos avançam, mas os especialistas em recursos humanos continuam a ter um papel importantíssimo e ativo nas profissões do futuro.
Profissional de saúde (médicos, técnicos, enfermeiros, etc.)
A saúde é uma área de mercado imprescindível e muito importante, se calhar a mais importante. Todo o ser humano necessita que esta área continue com bons profissionais, boas instalações e boas condições para os pacientes serem recebidos da melhor maneira.
Cada vez mais nasce novos hospitais privados, ou seja, a saúde está cada vez mais em expansão, tendo ainda várias lacunas (falta de profissionais devidamente qualificados) em algumas áreas mais especializadas.
Investigador (Sectores de ponta)
Apesar da investigação ainda ser um sector com poucos profissionais, encontra-se em franca expansão. É complicado reter talentos nesta área profissional, pois a vida empresarial (e os salários mais atrativos) cativam mais os profissionais.
No entanto, áreas como a sustentabilidade ou engenharias ambientais e alimentares estão bem posicionadas e espera-se que nos próximos anos evoluam bastante.
Analista/gestor de créditos e risco
Muitas empresas enfrentam certas dificuldades financeiras e, para as conseguirem superar, necessitam de recorrer a créditos. Nada melhor que um profissional, devidamente formado, para estudar todos os riscos envolventes do negócio. O profissional deverá dominar as seguintes áreas: administração, economia, contabilidade e direito.
Professor freelancer
Com o crescimento das plataformas de ensino online, os professores freelancers serão uma crescente procura. Acredita-se que daqui a alguns anos os professores freelancers estarão muito na moda.
O mercado freelancer também continua em expansão, havendo cada vez mais profissionais neste regime, no entanto é preciso bons profissionais.
Engenheiro Informático
Os engenheiros informáticos, neste momento, têm grande procura no mercado de trabalho e espera-se que assim se mantenha. Com o crescimento das clouds, com o aparecimento dos carros autónomos e da realidade virtual, vai ser necessário mais profissionais nesta área.
Analista de informação e de segurança
A segurança é muito importante, por isso nada melhor que um especialista em análise de informação e segurança para a garantir. Estes profissionais devem ter uma formação muito rigorosa em sistemas e segurança para conseguirem cumprir com os seus deveres profissionais. A confidencialidade deste trabalho também deve ser tomada em conta.
Desenvolvedor de aplicações
O Android e o iOS vieram para ficar e rapidamente dominaram toda a indústria de smartphones. Existem milhares de aplicações espalhadas nas duas lojas (Google Play e Apple Store) e espera-se que nos próximos anos este número aumente exponencialmente.
Desenvolver aplicações para clientes ou para posterior venda poderá ser um mercado muito lucrativo.


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Saiba como acumular ordenado com subsídio de desemprego

26 de Julho, 2016 | por CFinanceiro

Saiba o que necessita para acumular subsídio de desemprego com salário. As regras para aceder a este apoio alargaram.

Já pode, por decisão do Governo, acumular subsídio de desemprego com salário mais baixo. Apesar da Medida Incentivo à Aceitação de Ofertas de Emprego já estar em vigor desde agosto de 2012, são poucos os desempregados que têm usufruído. Até dia 5 de novembro de 2014, apenas 319 desempregados acumularam o ordenado com subsídio de desemprego, de acordo com dados publicados no Diário Económico.
Conheça as regras que permitem, num período máximo de um ano, acumular as prestações de desemprego com um salário de trabalho a tempo inteiro.
Apoio
Primeiro, para receber este apoio é essencial que esteja desempregado e inscrito no Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEPP) há mais de três meses e que tenha direito a, pelo menos, mais três meses de subsídio de desemprego pela frente. Além disso, os beneficiários têm de aceitar uma oferta de emprego apresentada pelos serviços do IEFP ou que tenha sido conseguida por mérito próprio, com remuneração bruta inferior à prestação de desemprego que recebem. Na eventualidade de ter mais de 45 anos, deixa de ser exigido o cumprimento do tempo mínimo de inscrição (três meses).
Outra das regras é que o novo contrato de trabalho não seja celebrado com o empregador que deu origem à situação de desemprego. Por outro lado, a remuneração tem de ser, no mínimo, equivalente ao ordenado mínimo nacional e o contrato com duração mínima de três meses.
O apoio poderá durar até 12 meses, mas não pode ultrapassar o período de subsídio a que o desempregado ainda tem direito.
Até agora, apenas podiam beneficiar desta ajuda aqueles estivessem inscritos no IEFP há pelo menos seis meses e tivessem outros seis meses de subsídio pela frente.
Valor da ajuda
O apoio financeiro consiste na atribuição de um valor mensal igual a 50% da prestação de desemprego, durante os primeiros seis meses do período de concessão, até ao limite máximo de 500 euros. Nos seis meses seguintes, o apoio baixa para 25% do valor da prestação de desemprego, até ao limite de 250 euros. Este apoio tem a duração máxima de 12 meses, mas nunca pode ser superior ao tempo que falta para acabar o subsídio de desemprego.
Como pedir
Pode pedir este apoio no IEFP no prazo de 30 dias consecutivos, a contar da data do início efetivo da atividade objeto do contrato de trabalho. Deve apresentar o contrato de trabalho, que deve incluir obrigatoriamente a data de início de vigência, o período normal de trabalho, a duração e a retribuição mensal.
Prestações de desemprego
Se lhe for concedido o apoio, o pagamento das prestações de desemprego será suspenso pelos serviços da Segurança Social. O interregno terá lugar a partir do primeiro dia do contrato de trabalho. Porém, o subsídio poderá ser retomado se ficar involuntariamente desempregado e não tenha esgotado o período de concessão desta prestação social, de acordo com o regulamento específico desta medida.
Durante o período em que estiver ao abrigo da Medida Incentivo à Aceitação de Ofertas de Emprego, poderá ficar livre das obrigações típicas de quem está inscrito no Instituto do Emprego e Formação Profissional: apresentação quinzenal, aceitar emprego conveniente, trabalho socialmente necessário, formação profissional.


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Fique a saber como funciona o novo apoio social para desempregados

25 de Maio, 2016 | por CFinanceiro

Já conhece o novo apoio social para desempregados?

Todas as pessoas que se encontram desempregadas têm um novo apoio social à disposição. O novo apoio social para desempregados, trata-se de uma medida extraordinária de apoio aos desempregados de longa duração, que se dirige a todos quanto se encontram numa situação de desemprego involuntário e que já esgotaram os subsídios de desemprego e social de desemprego. Os dados revelam que pode receber-se, no máximo, até 335 euros.
A Segurança Social já se encontra a identificar as pessoas que reúnem os critérios exigidos para beneficiarem do novo apoio social para desempregados, criado no âmbito do Orçamento do Estado para 2016.
Para terem acesso a esta medida extraordinária de apoio, as pessoas precisam de estar numa situação de desemprego involuntário; terem capacidade e disponibilidade para o trabalho e estar com inscrição ativa no centro de emprego; terem esgotado o subsídio social de desemprego. Além disso é necessário que tenham decorrido 360 dias após a data da cessação do período de concessão do último subsídio social de desemprego. É ainda um requisito essencial que esse período de 360 dias seja completado a 31 de março de 2016 ou após esta data. Acrescenta-se ainda que não podem ter (nem o seu agregado familiar) património mobiliário no valor superior a 100.612,80 euros. Isto inclui entre outros ativos contas bancárias, ações, fundos de investimento. O rendimento mensal, por elemento do agregado familiar, não pode ser superior a 335,38 euros.
Para calcular o valor da prestação, segundo o artigo nº 80 da Lei n.º 7-A/2016, a prestação mensal a atribuir corresponde a 80% do montante recebido no último subsídio social de desemprego.
Relativamente a valores, e tendo em conta que valor máximo a atribuir no subsídio social de desemprego varia entre os 335,38 euros e os 419,22 euros, significa que, no máximo, os beneficiários irão receber nesta nova prestação um valor oscilará entre os 268,30 e os 335,38 euros. O apoio para desempregados de longa duração tem a duração de seis meses.
Os beneficiários elegíveis já estão a ser notificados, por escrito, pela Segurança Social. Os interessados nesta medida extraordinária têm de apresentar um requerimento junto dos serviços da Segurança Social da sua área de residência.
Há outra especificidade a cumprir: O requerimento tem de ser feito dentro de um período específico. Terá de ser no prazo máximo de 90 dias seguidos, a contar do dia seguinte ao termo do período de 360 dias da data de cessação da concessão do último subsídio social de desemprego.
A não entrega do requerimento no prazo referido determina a perda do direito à prestação social. Pode consultar e fazer download do documento aqui.


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