📹 ⏺️ Live sobre o Seguro Vida do Crédito à Habitação

27 de Dezembro, 2017 | por CFinanceiro

Live sobre o seguro vida do crédito à habitação onde foi dada resposta a várias duvidas colocadas antes e durante a live!

Faça já uma simulação para saber quanto pode poupar com a transferência do seguro vida do seu crédito! SIMULE JÁ!
Leia também: O que distingue as coberturas Invalidez Total e Permanente (ITP) Vs Invalidez Absoluta e Definitiva (IAD)
Criamos o grupo do Conselhos do Consultor no Facebook com o intuito de perceber as duvidas de quem acompanha o nosso blog e a nossa página para assim conseguir criar conteúdo que vá de encontro ás suas necessidades! https://www.facebook.com/groups/conselhosdoconsultor/
Adira e convide os seus amigos!


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IRS: Casa deixa de contar para o IRS se mudar crédito de banco

23 de Outubro, 2017 | por CFinanceiro

Se o seu crédito à habitação foi contraído até ao final de 2011 tem direito a dedução no IRS de 15% dos juros do crédito à habitação, com limite de 296 euros. Se o empréstimo for para outro banco perde essa dedução.
Até 2012, todo o valor pago nas prestações era dedutível (juros + amortização de capital), tendo nesse ano a situação sido alterada e passando apenas a contar o valor suportado com os juros.
Vem citada a resposta vinculativa da AT a um contribuinte que pediu este esclarecimento em vários meios de comunicação social:

“A verificar-se, à data [presente], uma transferência do crédito à habitação para uma outra entidade bancária, o que mais não corresponde que à celebração de um novo contrato de crédito, não poderá o sujeito passivo beneficiar do disposto no artigo 78.º E [dedução de encargos com imóveis] do Código do IRS, uma vez que o mesmo ocorrerá em data posterior ao legalmente estabelecido para o efeito”.

Antes, era possível abater 30% dos encargos com o crédito para compra de habitação própria e permanente até ao limite de 591 euros. Que podia ainda ser majorado em 10% em imóveis com uma classificação energética das classes A e A+. Atualmente é possível abater ao IRS 15% do montante gasto em juros com empréstimos para compra, construção ou beneficiação de imóveis até ao limite de 296 euros.
O Contas-Poupança coloca algumas dúvidas que a nós também faz sentido.

Se está a pensar transferir o seu crédito esta situação poderá de certa forma condicionar a decisão de transferir ou não o crédito habitação. Estamos a falar de cerca de 25 euros/Mês em situações em que consegue chegar ao limite de 296 euros. Deve fazer muito bem as contas ou então trabalhar com profissionais da área. Consultores Financeiros que ajudam a perceber todas as variáveis e a mostra lhe se compensa ou não transferir o seu crédito.
Salientamos ainda que nada garante que esta situação não venha a ser alterada em orçamentos de estado futuros.


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Sabe o que vai mudar no crédito à habitação em 2018?

18 de Julho, 2017 | por CFinanceiro

As novas regras do crédito à habitação definidas pelo  Decreto-Lei n.º 74-A/2017 que transpôs parcialmente a Diretiva n.º 2014/17/UE e que, na prática, criou um Novo Regime no Crédito à Habitação entrará em vigor a 1 de janeiro de 2018.
Nas novas regras do crédito à habitação são reforçados os direitos dos devedores e dos fiadores, entre as alterações está o facto de passarem a receber mais informações. São introduzidas também medidas que procuram impedir que o funcionário bancário responsável pela relação com o cliente seja remunerado pelo número de contratos que celebra.
Estas são algumas das novas regras do crédito à habitação:

Informação harmonizada

A prestação da informação pré-contratual será prestada através de um formato harmonizado a nível europeu, constando da Ficha de Informação Normalizada Europeia (FINE), que substitui a Ficha de Informação Normalizada (FIN). Neste documento, as instituições devem mencionar a informação pré-contratual de carácter geral, personalizada bem como todos os aspetos relativos ao dever de assistência ao consumidor.

Clientes terão um prazo de reflexão

Os clientes bancários terão um prazo de 30 dias para assinarem o contrato de crédito, de forma a compararem propostas e tomarem uma decisão informada. E mais: não podem aceitar a proposta do banco durante os primeiros sete dias, ou seja, terão um período de reflexão.

Fiador mais protegido

Muitas vezes são os fiadores a responder pelas responsabilidades de terceiros. A nova legislação reforça a proteção dos fiadores, já que passará a ser obrigatória a entrega de uma FINE e da minuta do contrato ao fiador. Também será obrigatório prestar ao fiador “as explicações adequadas, assegurando-lhe um período mínimo de reflexão igual ao previsto” para os titulares do crédito antes da celebração do contrato.

CRÉDITO HABITAÇÃO – UMA EQUIPA DE PROFISSIONAIS A TRABALHAR PARA SI!

Financiamento pode ter regras especiais

Em caso de negociação do crédito, o banco deve informar o cliente da possibilidade de regras especiais. Uma deles é que só seja constituído seguro de vida do consumidor e de outros intervenientes no contrato e seguro sobre o imóvel em reforço da garantia de hipoteca. Poderá ainda ficar expresso no contrato que “a venda executiva ou dação em cumprimento do imóvel na sequência de incumprimento do contrato de crédito, pelo mutuário, o exonera integralmente e extingue as respetivas obrigações no âmbito do contrato, independentemente do produto da venda executiva ou do valor atribuído ao imóvel para efeitos da dação em cumprimento ou negócio alternativo”.

Obrigatoriedades dos bancos

Os bancos devem assegurar que os seus trabalhadores têm “um nível adequado de conhecimentos e competências”. Devem dominar aspetos como as características dos produtos de crédito e dos serviços acessórios, a legislação aplicável ao setor, o processo de aquisição de imóveis, a avaliação das garantias habitualmente exigidas, o mercado de crédito hipotecário em Portugal etc.

Trabalhadores do banco sem interferências no crédito

A política de remuneração dos trabalhadores dos bancos envolvidos na concessão de crédito deve evitar conflitos de interesse. Por exemplo, “a remuneração, incluindo eventuais comissões, não depende (…) de qualquer aspeto relacionado com os pedidos de crédito aprovados ou contratos de crédito celebrados, designadamente do seu número ou percentagem mensal ou anual por trabalhador, montantes, tipo, taxa aplicável”.

Avaliar bem o perfil de risco do cliente

O dever de avaliação da solvabilidade do cliente é reforçado. “A avaliação de solvabilidade deve basear-se em informação necessária, suficiente e proporcional sobre os rendimentos e as despesas do consumidor e outras circunstâncias financeiras e económicas que lhe digam respeito”, explica a legislação.

Avaliações de imóveis independentes

A avaliação do imóvel deve ser efetuada através de perito avaliador independente registado na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e o consumidor pode requerer uma segunda avaliação. Se esta for da iniciativa do banco, não pode ser cobrado qualquer encargo aos clientes.


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Incumprimento do crédito bancário e o PERSI

10 de Maio, 2017 | por CFinanceiro

O crescendo do sobreendividamento e crédito malparado, e sequente aumento exponencial de declara- ções de insolvência pessoal, conduziram à criação de mecanismos legais que possibilitem a superação de situações de incumprimento dos contratos de crédito.
Preconizado pelo Decreto-lei n.º 227/2012, de 25 de Outubro, o PERSI – Procedimento Extrajudicial de Regularização de Situações de Incumprimento, tem por objectivo promover e agilizar a negociação directa entre o cliente bancário particular e a instituição de crédito credora, e consequente obtenção de um acordo inter partes para regularização da situação de mora no cumprimento de obrigações, com afastamento do recurso à via judicial. Excluem-se, porém, deste âmbito os contratos de locação financeira.
O processo de PERSI pode ser encetado quer pela instituição de crédito, quer pelo próprio cliente bancário. Mas enquanto o último tem a possiblidade de formular o pedido de início do procedimento junto da entidade credora, a esta cabe a responsabilidade e a obrigação de o fazer. Quer isto dizer que pode o cliente contactar a instituição e informar acerca da circunstância de incumprimento; ou a entidade credora, sem necessidade de pedido prévio, verificando a vicissitude de inadimplemento, dispõe de um prazo para contactar o cliente e iniciar o procedimento.
Em suma, a instituição credora encontra-se obrigada a integrar o cliente bancário no PERSI nas seguintes situações:

  • Após solicitação do cliente nesse sentido;
  • Assim que se verifique a circunstância de incumprimento no pagamento por parte de cliente que tenha previamente alertado para esse risco;
  • Sem aviso prévio do devedor, entre o 31º e o 60º dia após a verificação do atraso no pagamento (sem prejuízo da exigência de contactos prévios junto do cliente nos 15 dias posteriores ao vencimento da obrigação, para aferir das razões que estão na base da inadimplência).

Após início do PERSI, cabe à credora avaliar a situação irregular (se pontual ou duradoura) e a capacidade financeira do consumidor. Sobre este último impende a obrigação – no prazo de 10 dias após solicitação – de prestar toda a informação e entregar toda a documentação que lhe seja solicitada pela instituição de crédito.
Nos 30 dias posteriores ao início do procedimento a institui- ção credora informa acerca da inviabilidade da obtenção de DESTAQUES acordo, ou apresenta junto do cliente uma ou mais propostas para regularização da dívida, devendo este último, no prazo de 15 dias, manifestar a sua concordância ou discordância e/ou propor soluções alternativas. Encetam-se, assim, as negocia- ções entre as partes com vista a atingirem um entendimento extrajudicial e célere.
Caso a entidade credora conclua acerca da inviabilidade da reestruturação, deve informar o devedor disso mesmo, dandose por finalizado o procedimento. Neste caso, o cliente dispõe ainda de um prazo de 5 dias para solicitar a intervenção do Mediador do Crédito. Com a obtenção de acordo, o PERSI também se extingue automaticamente, cessando assim a situação de incumprimento.
Não obstante, existem várias outras causas para a extinção do procedimento, como seja por via da liquidação integral da dívida, mas também aquando da declaração de insolvência do devedor, da falta de colaboração do mesmo no âmbito do procedimento, e/ou da verificação de concretização de penhora ou arresto de bens do devedor a favor de terceiros. Ao longo de todo o procedimento a credora está impedida de:

  • Recorrer à via judicial para ressarcimento do crédito que se encontra a ser negociado, sem prejuízo do recurso a procedimentos cautelares;
  • Resolver o contrato de crédito;
  • Ceder o crédito ou transmitir a posição contratual a terceiros, com excepção da cedência para efeitos de titularização, ou cedência ou transmissão para outra instituição de crédito (que fica obrigada a prosseguir com o PERSI).

No que concerne com os custos que o PERSI implica para o cliente, não podem ser-lhe cobradas comissões pela renegociação; no entanto, poderão ficar a seu cargo encargos suportados pela credora perante terceiros, como sejam encargos se natureza fiscal, notariais ou outros, mediante apresentação das respectivas justificações documentais.
Almeja-se, desta forma, tutelar os interesses dos consumidores que se encontrem com graves dificuldades no cumprimento dos compromissos assumidos perante instituições de crédito, e desta feita travar a degradação económica e financeira.

 
 
 
 
Ana Souto e Silva
anasoutosilva@sociedadeadvogados.eu


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Prestação da casa volta a atingir novos mínimos

1 de Maio, 2017 | por CFinanceiro

Os maiores beneficiados são aquelas que optam pela Euribor a 12 meses, que é a mais usada nos novos créditos ao contrario do que acontecia em anos anteriores.
Se a taxa de juro do seu crédito à habitação, é revista em maio, o valor da prestação vai diminuir. A redução vai ser mais sentida nos empréstimos com indexantes de prazos mais alargados.
Mas vamos a números, verifique aqui as taxas e depois calcule no nosso simulador as nova prestação.
A taxa de juro de referência do Banco Central Europeu (BCE) continua fixada em 0% desde março do ano passado, o que mantém os indexantes utilizados nos créditos à habitação de taxa variável para terreno negativo.


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Deco acusa bancos de ilegalidades no crédito à habitação

21 de Abril, 2017 | por CFinanceiro

Deco explica que, os bancos estão a aplicar taxas de juro zero, em vez de negativas, o que significa uma vantagem para as instituições financeiras, mas também uma violação da lei e das recomendações do Banco de Portugal.
Com a Euribor negativa, os bancos deixaram de fazer as contas corretamente, para não ter de aplicar taxas de juro negativas aos contratos de crédito à habitação”, explica a Deco em comunicado.
Quando muitos portugueses celebraram contratos de crédito à habitação com taxa variável, assumiram o risco de vir a pagar, mais ou menos, consoante a variação do indexante de referência (a Euribor). Mas agora descobrem que o risco é limitado na descida, mas não na subida”.
A Deco exemplifica que no caso de uma média da Euribor em -0,33% e o spread contratado é 0,25%, a soma correta é -0,08% e não zero, como acontece. A associação classifica a alteração como uma “alteração unilateral do contrato, com a conivência do regulador”. “Além do mais, discriminam os consumidores, pois num contrato com um spread de 0,4%, a média negativa da Euribor é descontada na totalidade, resultando numa taxa de 0,07%”, acrescenta.
A associação de defesa do consumidor aponta, assim, o dedo não só aos bancos, mas também à entidade reguladora – o Banco de Portugal e ao Governo, por não apresentar soluções para o problema como uma bolsa de juros que descontasse na conta dos clientes quando a situação se invertesse.
Fonte: O Jornal Económico


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4 Motivos que levam os clientes a não transferir o Seguro Vida do Crédito Habitação

5 de Novembro, 2016 | por CFinanceiro

A maioria dos clientes de crédito habitação, não sabe que ao fazer o seguro vida do seu crédito habitação fora do banco, ou ao transferir o Seguro Vida, consegue poupanças que chegam aos 60%! Que se traduzem em milhares de euros de poupança no decorrer de todo o crédito!

Conheça os principais motivos que levam os clientes a não transferir o Seguro Vida do Crédito Habitação:
Pensam que não podem:(Video)
Grande parte dos Portugueses que tem crédito à habitação, desconhece que a lei alterou em 2009, este assunto tem sido abordado nos últimos meses em vários meios de comunicação social, com grande destaque por exemplo, no programa Contas-Poupança do Pedro Andérsson na SIC!

Medo do banco:
Hoje em dia quem transfere o seguro de vida do crédito habitação pode poupar muito dinheiro, milhares de Euros no total do contrato! Claro que os bancos não querem perder essa margem do negócio e muitas vezes “intimidam” os clientes menos informados com argumentos que chegam a ser desonestos! Muitas vezes os próprios gestores de clientes estão mal informados!
Inércia:(Video)
Outra das desculpas que ouvimos muitas vezes é que fazer o seguro fora do banco é um processo muito complicado. A maioria de nós é comodista. Sabemos que podemos poupar, mas porque não estamos devidamente informados, e sair das nossas rotinas para obter essa informação pode dar muito trabalho, é mais fácil criar objeções no nosso subconsciente para desculpar a nossa decisão de nada fazer!
Deverá tomar uma decisão devidamente informado! Claro que o ideal era aparecer feito, ter a poupança de milhares de euros, sem ter de se mexer do sofá, estamos de acordo isso era fantástico! Mas as coisas não funcionam dessa forma.
O processo, é muito simples! Basicamente é solicitar uma simulação, assinar uma proposta e enviar uma carta! Uma trabalheira, não é?
Não fazem bem as contas:(Video)
Outra desculpa que ouvimos muitas vezes é que vai subir o spread. Isso está escrito onde? Quanto vai subir? Isso representa quanto em Euros na mensalidade? Essas são as perguntas que deve fazer quando lhe dizem no banco que vai subir o spread, mas a maioria fica apenas por “Vai subir o spread”!
Sabia que a penalização média ronda os 0,2%? E sabe quanto isso representa em euros num crédito de 100.000€ a 30 anos? Cerca de 9€!


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Portugal: paga-se o mesmo pelo seguro e juros na prestação da casa

11 de Agosto, 2016 | por CFinanceiro

Portugal: paga-se o mesmo pelo seguro e juros na prestação da casa

Quando pede um empréstimo para comprar uma casa, a subscrição dos seguros de vida e multi-riscos é obrigatório. Neste momento, 3,9 milhões de portugueses, que correspondem a 45,8% da população do continente, já possuem o seguro habitação. Contudo, como os valores atuais da Euribor estão nos mínimos, o valor que é pago em juros pelo financiamento é o mesmo que o encargo gasto com os seguros.

Segundo o INE – Instituto Nacional de Estatísticas – o valor médio da prestação do crédito à habitação esteve nos 238 euros, em Abril, onde apenas 49€ são indicativos dos juros, ou seja, cerca de 20,6% do total da prestação.

O Jornal de Negócios afirma mesmo que o valor pago pelos juros do empréstimo à habitação nunca foi esteve tão baixo em Portugal. O valor do seguro de vida considera devedores de 35 anos e, normalmente, o prémio vai sofrendo agravamento com o avançar da idade. Já no multi-riscos é considerado o valor total em dívida do financiamento e, depois, o valor é ajustado de acordo com a descida do capital em dívida.

O que protegem os seguros obrigatórios no crédito à habitação?

O seguro de vida é muito importante, pois assegura o pagamento de parte, ou até mesmo na sua totalidade, do financiamento em casa de morte ou incapacidade permanente de um dos devedores. Já o multi-riscos é um seguro que diz respeito à proteção do imóvel. Em Abril de 2016, segundo o estudo “Basef Seguros da Marktest” o seguro habitação tinha 3.918 mil possuidores. Este valor corresponde a 45,8% da população do continente, com mais de 15 anos de idade.
Apesar de todas oscilações que existem neste mercado, a idade e a ocupação são as variáveis que têm maior influência no processo. Além disso, a classe social também é importante, embora o género e a região não serem grandes diferenças assinaláveis.
Os indivíduos entre os 35 e 54 anos de idade, são o grupo da população do país, onde a subscrição do seguro habitação está acima da média. Este grupo é constituído, na sua grande maioria, por quadros médios e superiores e técnicos especializados/pequenos proprietários.


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Como obter o crédito à habitação mais barato

29 de Maio, 2016 | por CFinanceiro

Como obter o crédito à habitação mais barato

Se à uns anos atrás o crédito habitação era muito frequente e mais fácil de se obter, hoje em dia, com a crise financeira que entrou em 2007, tornou-se muito mais complicado de se conseguir um (bom) crédito de habitação. No entanto, não é impossível e por isso vamos deixar algumas dicas com esse propósito.
Neste momento o arrendamento de habitação é o mais fácil, no entanto é possível encontrar bons créditos de habitação, visto que comprar uma casa logo a pronto é muito complicado para a maioria das famílias portuguesas.
É necessário informar-se muito bem de todas as condições antes de pedir um crédito de habitação. É por aqui que deve começar se está interessado em começar a poupar logo de início. A altura que se compra casa também deve ser tomada em conta, pois tanto existe épocas altas como baixas no mercado imobiliário. É muito perspicaz esperar por uma baixa no valor dos imobiliários ou por melhores condições de créditos por parte das entidades competentes – neste caso os bancos.

5 Dicas para obter um crédito à habitação mais barato

Vamos deixar 4 dicas para conseguir obter um crédito à habitação mais barato e com as melhores condições possíveis.
Converse com o seu banco
Sente-se à mesa com o seu banco e converse, tentando perceber as melhores opções e condições do mercado. Normalmente, quando se compra créditos a bancos onde já se tem contas ou onde já se pediu um crédito anteriormente, existem vantagens associadas. Por isso, explore esta dica até ao limite.
Fatores como o prazo de pagamento, entrada inicial, euribor, entre outros devem também ser discutidos com a entidade competente. Por exemplo, se possível tente pedir um crédito de habitação compreendido entre 10 e 15 anos, pois os créditos acime de 20 anos são para os bancos terem grandes rentabilidades.
A importância dos spreads
O spread é a diferença do preço de compra com o de venda, pois quando o banco empresta o dinheiro, existe uma taxa que cobra pelo empréstimo. Agora que já sabe o que é o spread, na hora de obter um crédito de habitação deverá comparar os spreads pois o mercado é muito oscilante. Um bom conselho nesta categoria é perder algum tempo a estudar os spreads porque, normalmente, eles variam muito de banco para banco.
É o spread é um dos fatores que vai influenciar a prestação mensal que vai ter que pagar ao banco.
Simuladores online
Com o avanço da tecnologia e com a Internet disponível quase para todo o mundo, é uma grande dica simular várias vezes créditos de habitação. É rápido, fiável e consegue obter bons resultados, consoante os parâmetros que pretende.
Também é uma ótima ferramenta para comparar tanto os vários fatores do crédito como o spread.
A importância da escolha do seguro de vida
Ao ser aceite um crédito de habitação, terá que fazer um seguro de vida, caso ainda não tenha. No entanto, este tipo de seguros são apelativos e existem boas ofertas no mercado. Por isso, procure um bom seguro de vida, com boas condições e com um valor apelativo. Desta forma, está a poupar no seu crédito de habitação.
Não precisa de ter o seguro de vida na mesma entidade (banco) do que o crédito de habitação.
Recorra a especialistas
Acima de tudo é preciso estar informado das condições de várias instituições financeiras. Esse é o primeiro passo para começar a poupar logo desde início, o que se torna fácil se recorrer aos serviços de especialistas.

Já conseguirei obter um bom crédito de habitação?

Se seguir os nossos conselhos e for cuidado relativamente a outros factores, estamos confiantes que conseguirá obter um bom crédito à habitação mais barato. Por exemplo, o valor residual é um valor importante e que deve estudar bem. Este consiste em deixar uma parte do capital do crédito para o fim do prazo (entre 10% e 30% normalmente). Assim, beneficia de prestações mais baixas ao longo do empréstimo.
Outro factor como amortizar também deve ser tomado em conta e, sempre que possível, deve amortizar o crédito. Normalmente, existem duas boas alturas para amortizar, na altura do Natal ou das férias, por intermédio dos subsídios que recebe. Ao amortizar o crédito vai reduzir o prazo e os juros do empréstimo.
Além dos bancos, poderá tentar obter um imobiliário por leilões e/ou retomas. Nos leilões terá uma excelente oportunidade para conseguir imóveis muito abaixo do preço de mercado e, nas retomas, com o aumento da crise, muitos imóveis foram perdidos pelos portugueses, conseguirá também ótimos negócios.


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O que é o LTV(Loan-To-Value)?

16 de Maio, 2016 | por CFinanceiro

O que é o LTV  (sigla de Loan-To-Value?

No crédito à habitação, o LTV ou também conhecido por rácio financiamento/garantia relaciona o montante do empréstimo(financiamento) com o valor do imóvel(garantia). Quase sempre, os bancos preferem rácios inferiores a 100%, porque significa que os seus clientes dão uma “entrada” e, em caso de dificuldade financeira, esforçar-se-ão para não entrar em incumprimento para não perderem esse dinheiro. Além disso, em caso de incumprimento, os bancos têm uma maior probabilidade de recuperar o seu investimento através da venda da habitação hipotecada.


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Top5 Spread Mínimo Crédito Habitação

16 de Maio, 2016 | por CFinanceiro

Antes de mais, alertamos para o facto de o spread mínimo, não ser obrigatoriamente o melhor spread.

É preciso depois analisar todos os produtos que bonificam o spread base, para chegarmos ao spread mínimo. Analisemos por exemplo, quais as condições necessárias para obter um dos spreads mínimos, da nossa tabela:
LTV de 50%;
Seguros de vida e multirriscos;
Domiciliação de ordenado igual ou superior a 2.500€;

Constituição/reforço de PPR com um valor mínimo de 1.500€/ano.

Com estas condições este spread deixa de ser tão mais vantajoso, como parecia à partida!
Segue a nossa tabela(Atualizada 16/05/2016) Top5 de Spread Mínimo para Crédito Habitação:

Banco LTV Spread Mín. Spread Máx.
Bankinter 80% 1,25% 4,20%
ABanca 80% 1,25% 4,25%
Santander Totta 85% 1,50% 4,20%
Deutsche Bank 80% 1,50% 5%
Crédito Agrícola 80% 1,65% 3%

É importante que analise muito bem as condições que lhe são propostas, o spread mínimo no fim do contrato pode lhe sair “caro”.  Por exemplo, os seguros vida contratados através do banco, normalmente são mais caros, podem chegar a ser 60% mais caros, no final do contrato isso representa milhares de euros.  Acontece também muitas vezes o seguro vida ter coberturas diferentes nos variados bancos. Logo se a cobertura é mais baixa, o preço também é, mas estamos a comparar coisas diferentes. Nestas situações peça as simulações com as mesmas coberturas! Consegue quase sempre passar para a melhor cobertura e mesmo assim ficar a pagar menos pelo seu seguro vida.
Por estes e outros motivos aconselhamos que procure profissionais da área que procuram e aconselham a melhor solução para si!
Caso encontrem melhores ofertas do que as apresentamos no nosso Top5, avise-nos! Desde já agradecemos!
É  possível a existência de erros e/ou omissões, pelo que qualquer decisão é da responsabilidade de cada um e deverá ser feita com o maior dos cuidados, nomeadamente consultando directamente a entidade bancária a que se refere o produto escolhido.


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Que tipo de amortização tem no seu crédito?

9 de Maio, 2016 | por Frederico Henriques

Neste artigo vamos dar relevância a uma ferramenta que é utilizada nos créditos e que tem o nome de amortização.

Por Amortização podemos considerar o seguinte: redução da dívida, ou seja, amortizar é pagar uma parte da dívida para que ela reduza de tamanho até a sua eliminação. Mas em todas as dívidas existe outra parte que se chama juros, portanto para amortizar uma dívida é necessário que o pagamento seja maior que os juros cobrados no período. Desta forma podemos concluir o seguinte:
Amortização = Pagamento – Juros
Ou seja, o valor amortizado é o que sobra do pagamento depois de retirados os juros. Por exemplo, se uma dívida inicial de 1000 acumulou 40 de juros após um mês e foi feito um pagamento de 90, então a amortização foi de 50 (= 90 – 40).
Em Portugal o sistema mais utilizado é Amortização Constante, vamos analisar os vários sistemas:
Quando estamos perante uma dívida, quer ela seja um empréstimo ou um financiamento, existem diversas formas possíveis para fazer o pagamento dessa dívida, essas formas de pagamento são também conhecidas como sistemas de amortização:
• Tabela SAC – Esta tabela também é conhecida como Sistema de Amortização Constante, ou Método Hamburguês, e é caracterizada pelos pagamentos mensais decrescentes, que traduzem uma amortização constante;
• Tabela Price – Este sistema também é chamado de Sistema de Prestações Fixas, ou Sistema Francês, e é caracterizado por pagamentos mensais iguais, que se traduz numa amortização crescente;
• Sistema Americano – É caracterizado por pagamentos mensais equivalentes aos juros, não havendo amortizações mensais e prevendo a amortização total da dívida inicial em um único pagamento ao final de um período estipulado (em meses ou anos);
• Pagamento Único – Ao final de um período estipulado, será realizado um único pagamento, correspondendo à amortização total da dívida inicial acrescida dos juros.
Os dois primeiros são os mais utilizados. Em todos os casos, o cálculo obedece aos princípios dos juros compostos (1) e os juros só incidem sobre o saldo devedor, que corresponde a:
Saldo Devedor = Dívida Inicial – Amortizações Pagas
No exemplo que foi referido na introdução, o saldo devedor passa a ser de 950 (= 1000 – 50). Mas se a taxa de juros permanecer constante, no próximo mês os juros serão apenas de 38 (= 950 * 40/1000). Se por outro lado for efectuado um novo pagamento de 90, então a amortização agora será de 52 (= 90 – 38) e o saldo devedor passará para 898 (= 950 – 52), e assim sucessivamente.
(1) – Nos juros compostos, a cada período que passa é acrescido um valor de juros proporcional ao valor já acumulado, ou seja, a taxa de juros incide sobre o valor acumulado, que aumenta a cada período. Desta forma, o valor dos juros acrescentados a cada período é sempre crescente.


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Prestação da casa volta a descer em maio

3 de Maio, 2016 | por CFinanceiro

Prestação da casa volta a baixar, boas notícias para quem tem um crédito à habitação, com contratos a serem revistos em maio.

Para quem tem a  Euribor a 12 meses indexada à prestação da casa, é a primeira vez que se vai sentir as descidas registadas no último ano, refletido o valor negativo, o que até agora ainda não tinha acontecido.
Poupanças em causa nos contratos a 12 meses?
Segundo os cálculos do jornal online, a prestação mensal cai 2,7% o que, para um exemplo de um crédito no valor de 100 mil euros, a 30 anos, e com um ‘spread’ de 1%, reflete-se numa poupança mensal de 8,79 euros, com a prestação a fixar-se nos 321,18 euros.
Euribor a 12 meses tinha pouca expressão no total do crédito à habitação em Portugal – uma realidade que está a mudar com muitos bancos a utilizarem a Euribor a 12 meses como referência para os novos empréstimos para a compra de casa, devido às taxas negativas.
Nos prazos mais curtos, a redução na prestação será menor. Quem optou pela taxa a seis meses verá o valor da prestação cair 2,2% no próximo mês, o que para o cenário considerado se reflete numa poupança mensal de 7,22 euros, com a prestação da casa a fixar-se nos 315,34 euros
Já nos empréstimos indexados à Euribor a três meses, escreve o Diário Económico, a poupança esperada será de 4,65 euros por mês, com a nova prestação baixar para os 310,33 euros (menos 1,5% face à última revisão).
Fonte: Idealista


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Método para poupar 30% no Crédito Habitação

11 de Abril, 2016 | por CFinanceiro

Método para poupar 30% no crédito HABITAÇÃO
 
Introdução:
A finalidade deste método é incutir nas pessoas hábitos diários de poupança em gastos supérfluos e desnecessários, ajudando a desenvolver capacidade de acumular património, que vai ser usado para abater no crédito à habitação. Bem aplicado este método pode produzir poupanças de até 30% do valor total em dívida.
Funcionamento:
Disponibilizamos grátis um ficheiro(Descarregue Aqui!), onde pode simular a sua poupança e consequente amortização no crédito à habitação.
Seguem os passos:
1º – Fazer uma análise pessoal aos seus gastos diários em coisas banais e supérfluas.  No ficheiro(Descarregue Aqui!) já tem algumas ideias de poupança, mas pode sempre acrescentar as suas se não estiverem discriminadas.
2º – Introduzir os valores das poupanças correspondentes a esses gastos no ficheiro disponibilizado(Descarregue Aqui!).
3º – Basta depois colocar o número de prestações que lhe faltam, até finalizar o empréstimo, o valor ainda em divida, a TAN, escolha o tipo de taxa de juro, adicione também o período em que pretende amortizar os valores poupados. Recomendamos pelo menos Trimestral(3).
Outra das vantagens deste método é que o valor das poupanças dos meses anteriores é usado para fazer amortizações no crédito e desta forma a poupança é ainda maior!
Após algumas simulações verá como é fácil atingir o objetivo proposto pelo método de poupança de 30% no crédito à habitação.
Outro desafio é apresentar este método a pessoas amigas e fazerem simulações em conjunto. PARTILHE!seta


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Bankinter arranca com spreads desde 1,5%

5 de Abril, 2016 | por CFinanceiro

Bankinter estreia-se com “spreads” baixos no crédito habitação

Bankinter vai apostar no crédito habitação. Chega com “spreads” baixos, mas mais alto do que o que pratica em Espanha.
“Spreads muito competitivos, desde 1,5%*”, conforme se pode ler no site do Bankinter. E reflecte também a tão aguardada “taxa negativa” como podemos verificar:
“* TAEG de 2,143%. Exemplo para um financiamento de €150.000,00, à Taxa Anual Nominal (TAN) variável de 1,492% (resultante do indexante – média aritmética simples das cotações diárias da Euribor a 12 meses do mês de Fevereiro de 2016, aplicável no mês de Março de 2016, na Base 360 dias, arredondada à milésima, de -0,008% acrescido do Spread de 1,500%), pelo prazo de 30 anos equivalente a 360 prestações de valor estimado de €517,10, que poderá variar em função da cotação do indexante e da manutenção dos produtos e serviços contratados no Bankinter: Seguro Multiriscos, Seguro de Vida (exemplo para um Cliente com 30 anos) e domiciliação de um ordenado. Pressupõe garantia de hipoteca do imóvel financiado com relação financiamento/garantia de 70%.”
Embora a lei que obriga os bancos aplicar as “taxas negativas”, ainda não foi a votação. As taxas euribor indexadas aos créditos que neste momento estão “todas” negativas, como pode verificar AQUI!


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Bancos vão ser obrigados a aplicar taxas negativas nos créditos

31 de Março, 2016 | por CFinanceiro

Está em cima da mesa aprovação de uma lei que obriga os bancos a aplicarem taxas negativas nos créditos. A medida deverá entrar em vigor já no próximo mês.

O banco apenas cobra o chamado spread que é a margem de lucro do banco. Se o spread for muito baixo, a taxa negativa pode até anular o custo do cliente em relação ao banco. Mas, até agora, nunca poderá ficar abaixo de 0%.
Com a futura iniciativa do Governo, o banco será obrigado a descontar a taxa negativa ao spread e, no limite, se a taxa negativa superar o valor do spread o banco será forçado a aplicar um valor negativo aos empréstimos.
É um cenário mais provável para os créditos à habitação mais antigos e com spreads baixos, inferiores a 1%.
Nesses casos, a taxa negativa pode não só anular o spread, como o poderá superar e o cliente que hoje praticamente apenas amortiza o capital em dívida passa a ter uma ajuda acrescida do banco para pagar o empréstimo.
A ideia já mereceu a crítica da Associação Portuguesa de Bancos, ontem ouvida no Parlamento, uma vez que os bancos obrigados a refletir as taxas negativas nos créditos. Não poderão fazer o mesmo nos depósitos, uma vez que o banco de Portugal impede a aplicação de taxas negativas nos depósitos bancários.
A medida já tinha sido proposta pelo ps no ano passado, acabando chumbada pela maioria PSD/CDS.
Agora, a iniciativa partiu do Bloco de Esquerda e já conta com o apoio do PS e do PCP, tendo já sido votada na generalidade. A iniciativa avança em breve e deverá entrar em vigor no prazo de 1 mês.
Fonte: TVI24


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Crédito à habitação para deficientes – Regras

12 de Dezembro, 2015 | por CFinanceiro

Crédito à habitação para deficientes – Desde do dia 1 de janeiro de 2015, as pessoas com deficiência passam beneficiar de um regime mais vantajoso no crédito à habitação.

A Lei nº64/2014, que regulamenta este novo regime, do crédito à habitação para deficientes.

1. O que muda?

Até agora as pessoas portadoras de uma deficiência (com um grau de incapacidade total ou superior a 60%) quando precisavam de fazer um crédito à habitação podiam aceder às mesmas condições que beneficiam os trabalhadores de instituições de crédito, o que lhes dava acesso à possibilidade de comprarem ou construírem uma casa com condições de financiamento mais vantajosas. No entanto, o regime que ainda se encontra em vigor (ver o Decreto-lei nº 43/76 e o Decreto-lei nº 230/80) tem várias limitações. Por um lado, e segundo uma crítica apontada pela Deco, exige que os consumidores com deficiência cumpram os mesmos requisitos aplicados aos trabalhadores do setor financeiro, sem atender às suas especificidades. Além disso, e segundo a mesma associação, quando a deficiência é adquirida quando já há um empréstimo contratado, nem sempre é fácil mudar para o regime bonificado. Com o novo regime, esta situação altera-se. O diploma prevê uma maior facilidade na migração do crédito do regime geral para o regime de concessão de crédito bonificado à habitação a pessoa com deficiência. “Quando após a data da assinatura de um contrato de crédito à habitação (…) o mutuário tenha adquirido um grau de incapacidade nos termos previstos na alínea a) do artigo 3º, é-lhe necessariamente realizada a migração do crédito à habitação para o presente regime”, refere o artigo 6º do novo diploma.
Também a contratação de um seguro de vida deixa de ser obrigatória. Recorde-se que as instituições financeiras exigem aos clientes a contratação de dois seguros para concederem um empréstimo à habitação: um seguro de vida e um seguro multirriscos. No entanto, as pessoas com deficiência, devido às suas especificidades, enfrentam muitas dificuldades para conseguirem encontrar seguradoras que estejam disponíveis para celebrar um seguro de vida. Para contornar estas limitações, a nova lei diz mesmo: “A contratação de seguro de vida de acesso às condições previstas no crédito à habitação às pessoas com deficiência não é obrigatória”. Já no que diz respeito às condições de financiamento, o diploma refere que os créditos que sejam concedidos ao abrigo deste regime vão beneficiar de uma bonificação que corresponde à diferença entre a taxa de referência para o cálculo de bonificações (TRCB) – ou da taxa de juro contratual quando esta for inferior à TRCB – e 65% da taxa mínima aplicável às operações principais de refinanciamento do BCE. Recorde-se que o pagamento desta bonificação é assumido pelo Estado.
 

2. Quais são as condições necessárias para a aceder ao novo regime?

Para poderem aceder ao novo regime de crédito à habitação, as pessoas terão de cumprir com vários requisitos. A saber:
– Ter um grau de incapacidade total ou superior a 60%;
– Ter mais de 18 anos;
– O valor máximo do empréstimo a conceder não pode exceder os 190 mil euros, sendo que o rácio financeiro de garantia é de 90%;
– O prazo máximo do empréstimo é de 50 anos. No entanto, este prazo está dependente da idade máxima do cliente no final do contrato. Recorde-se que esta é uma variável que é definida pelo próprio banco.
– O empréstimo não pode ser utilizado para a “aquisição de fogo da propriedade de ascendentes ou descendentes do interessado”;
– O mutuário não pode vender o imóvel adquirido ao abrigo deste regime no prazo de cinco anos após a data de celebração do respetivo contrato de empréstimo. Caso esta situação aconteça, “o mutuário fica obrigado ao pagamento dos montantes das bonificações de que beneficiou, acrescido de 10%”. No entanto, existem algumas situações que escapam a estas penalizações. É, por exemplo, o caso dos mutuários que vendam a casa antes do período de cinco anos por motivos de desemprego, morte do titular, alteração da dimensão do agregado familiar ou mobilidade profissional.
 

3. Quais os documentos necessários?

Para poder aceder a este novo regime os cidadãos portadores de deficiência terão obrigatoriamente de apresentar, além dos documentos exigidos pelas instituições de crédito, um atestado médico “de incapacidade multiúso, comprovativo do grau de incapacidade de pessoa com deficiência”. Além disso, é condição obrigatória que os cidadãos apresentem a última nota demonstrativa “de liquidação disponível do imposto sobre o rendimento das pessoas singulares, ou no caso de dispensa da sua apresentação, de outros elementos oficiais emitidos pelo respetivo serviço de finanças”, explica o diploma que regulamenta o novo regime. Além disso, terão ainda de apresentar uma declaração, sob o compromisso de honra, em como não são titulares de outro empréstimo em qualquer regime de crédito bonificado.
Fonte: Saldopositivo.cgd.pt


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Histórico – Euribor seis meses em valores negativos na média mensal

1 de Dezembro, 2015 | por CFinanceiro

Euribor seis meses em valores negativos na média mensal, pela primeira vez, depois de a taxa a três meses já ter descido para terreno negativo em maio.

A Euribor seis meses fixou-se em -0,014%, já a Euribor três meses fixou-se -0,086%.
Relacionado: Todas a taxas atualizadas
Mais de metade dos contratos de crédito à habitação são indexados à taxa Euribor seis meses, tal irá significar uma redução da prestação mensal, com impacto imediato para aquelas cujas prestações tenham o valor atualizado já em dezembro.
Com as taxas Euribor em valores negativos, coloca-se a questão de saber como é que os bancos calculam as prestações nos contratos com os clientes.
O Banco de Portugal, já no inicio deste ano, publicou uma carta-circular onde explica a sua posição sobre a legislação em vigor: “não podem ser introduzidos limites à variação do indexante que impeçam a plena produção dos efeitos decorrentes da aplicação” .
A Deco disse recentemente à Lusa que, até ao momento, recebeu apenas uma queixa de um cliente bancário e que a situação foi prontamente resolvida pelo banco em causa.
No entanto, afirmou, na mesma altura, que continuará vigilante, sobretudo porque a grande maioria dos créditos à habitação está indexada à Euribor seis meses, que só em novembro desceu para valores negativos na média mensal, que é usada para calcular a prestação do crédito a habitação.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de mais de 50 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário. Em Portugal, a Caixa Geral de Depósitos faz parte deste painel.


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Calculadora de Taxa de Esforço