Vender a casa com Crédito Habitação por pagar? Saiba o que fazer

30 de Março, 2021 | por Cláudia Oliveira

Distrate Hipoteca

Quer vender um imóvel mas ainda tem o Crédito à Habitação sobre o mesmo? Nós explicamos-lhe o que deve fazer para terminar o contrato do crédito.

Comprar um imóvel através de Crédito à Habitação e, mais tarde, decidir vendê-lo é uma situação muito frequente. Neste caso, é apenas necessário garantir que a propriedade do imóvel passe para o comprador e se extinga a dívida. Nesses casos, o dinheiro para realizar o pagamento integral da dívida vai ser obtido através da venda do imóvel. Para rescindir o contrato referente ao crédito, vai precisar de uma documento chamado Distrate de Hipoteca. Explicamos-lhe a seguir em que consiste e como o deve solicitar.

Como extinguir o Crédito à Habitação

Para dar seguimento à venda do imóvel e extinguir a sua dívida, vai precisar de pedir o distrate de hipoteca. Segundo o Banco de Portugal, o Distrate de Hipoteca é um “documento emitido pelo credor (instituição de crédito), quando a dívida relativa ao crédito à habitação garantido por hipoteca ou a outro crédito hipotecário se encontra totalmente paga pelo mutuário, permitindo o cancelamento do registo de hipoteca no Registo Predial”. Ou seja, é um documento que prova a dissolução do contrato de crédito à habitação.

No caso do cliente querer vender o imóvel mas o crédito à habitação ainda não se encontrar liquidado, então a propriedade do mesmo terá de passar para o comprador e deve-se extinguir a dívida. É então nesta fase que se tem que efetuar também o distrate de hipoteca. Depois, é necessário que o cliente vá a uma conservatória do registo predial para proceder ao cancelamento do registo de hipoteca. Isto é necessário pois, todos os créditos habitação exigem uma hipoteca sobre o imóvel, que funciona como garantia real para a instituição bancária.

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Leia também: Tudo sobre Crédito Habitação (em vídeo)

Como pedir um distrate

Como o pedido de distrate deve ser feito aquando da nova hipoteca, então a obrigação do registo do cancelamento da sua hipoteca fica do lado do advogado/solicitador responsável pela nova escritura. Assim, cabe à pessoa que celebrou o contrato de compra e venda com financiamento bancário registar em 10 dias o novo proprietário, a nova hipoteca e o cancelamento da hipoteca anterior.

Contudo, se o distrate da hipoteca for necessário porque se pagou o crédito na totalidade, então cabe ao proprietário tratar do distrate.

Relembramos que, desde o dia 1 de janeiro de 2021, as instituições bancárias não podem cobrar comissões pela emissão de declaração que comprove a extinção da dívida relativa ao crédito à habitação (distrate).

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Leia também: Amortizar o Crédito Habitação: prazos, valores e procedimentos


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Como pagar o crédito habitação em menos de metade do prazo

16 de Fevereiro, 2021 | por Cláudia Oliveira

pagar o crédito habitação

Gostava de saber como pode pagar o Crédito Habitação em menos de metade do prazo? 🏠 Nós ajudamos!

Este é o método que o José Pereira fundador do Conselhos do Consultor usa para pagar o crédito habitação em menos de metade do prazo. Ao fim de meses a prometer no programa “Os 3 Consultores”, aqui está o vídeo que ajuda amortizar o crédito habitação!

Só tem que assistir ao vídeo no canal de youtube onde explicamos o método a utilizar. Se ficar com alguma dúvida, diga-nos nos comentários ou envie-nos uma mensagem!

 

Quem quiser receber o ficheiro que serve de base para os cálculos de amortizar o crédito habitação, basta descarregar neste link.

Para obter ajuda no crédito habitação e/ou nos seguros vida basta preencher o seguinte formulário para ter através dos nossos parceiros as melhores condições do mercado e sem custos para si!
Crédito Habitação: http://bit.ly/CreditoHabitacao
Seguro Vida: http://bit.ly/SEGUROVIDACH


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Covid-19: é boa altura para Transferir o Crédito Habitação?

22 de Janeiro, 2021 | por Cláudia Oliveira

Transferir Crédito Habitação

Com o novo confinamento, chegam também muitas incertezas quanto ao futuro. Por essa razão, esta pode ser a melhor altura para transferir o seu Crédito Habitação e aproveitar que as condições estão mais favoráveis.

Se tem um Crédito Habitação e acha que esta altura de incerteza não é muito favorável para grandes mudanças, saiba que pode estar enganado relativamente ao seu crédito. Neste momento, com os bancos a baixar os spreads e com os valores negativos da Euribor, transferir o Crédito Habitação não só é uma opção válida, como devia ser obrigatória para quem quer poupar.

Explicamos a seguir porque é que neste momento, em plena pandemia, deve transferir o seu crédito.

Porque deve transferir o seu Crédito Habitação nesta altura?

Para o ajudar a perceber na prática porque é que esta pode ser a altura ideal para transferir o seu Crédito Habitação, reunimos as principais razões que justificam essa afirmação:

  1. Spreads mais baixos: tem-se verificado uma descida do spread abaixo de 1%. Se o seu spread é significativamente superior, então significa que está a perder uma oportunidade de poupar;
  2. Euribor com mínimos históricos: os valores negativos que se têm verificado da Euribor influenciam positivamente os juros que tem que pagar do seu crédito. Consulte aqui as taxas da Euribor atuais a 1, 3, 6 e 12 meses;
  3. Transferência sem qualquer custo: existem cada vez mais bancos que suportam parte ou a totalidade dos custos da transferência do crédito com o objetivo de atrair mais clientes;
  4. Desemprego ou Layoff pode não ser um entrave: por causa da pandemia, muitas pessoas ficaram sem trabalho e outras em regime de layoff. Contudo, isso não significa que não seja possível transferir o crédito. Aliás, se é um dos portugueses que está nessa situação, então deve mesmo tentar procurar melhores condições para o seu crédito e assim reduzir a sua despesa. Contudo, tenha apenas em mente que o banco irá avaliar o risco de incumprimento do pagamento do crédito, como já é habitual noutras situações;
  5. Por último, e tendo em conta as previsões da crise económica, existe um grande probabilidade das condições anteriores se alterarem no futuro. Com a previsão de uma crise económica nacional, é espectável que as condições como as taxas de juro se alterem.

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Leia também: Tudo sobre Crédito Habitação (em vídeo)

Quanto se pode poupar na Transferência do Crédito Habitação?

Para responder a esta questão, vamos usar um caso real de alguém que nos contactou para o ajudar na transferência do seu Crédito Habitação.

A pessoa em causa tinha uma prestação de 375€ mensais com um spread de 1,85%. A dívida total era de 123.000€.

Pagava ainda de seguro de vida 39,06€/mês na cobertura mais fraca do mercado – Invalidez Absoluta e Definitiva.

Com a nossa ajuda, conseguiu reduzir o spread para 1,1% e passou a ter uma prestação de 332€ mensais. E o que significa isto em termos de poupança? Ora, fazendo as contas, percebemos que isso resulta numa poupança de 43€/mês multiplicado por 408 meses. Ou seja, vai conseguir poupar 17.544€ até o Crédito Habitação terminar.

Alem disso, fez os seguros fora do banco na melhor cobertura de mercado, Invalidez Total e Permanente 60%, e ficou a pagar 28,92€/mês, traduzindo-se numa poupança base de 4.137,12€, face ao que tinha anteriormente, sem ter em conta a evolução dos prémios ao longo da idade, que faz ainda aumentar substancialmente este valor.

Mas não ficamos por aqui. A pessoa em causa também pagava um conjunto de despesas associadas: 5,50€ de mensalidade no banco, 1,15€ de custos do Cartão de Crédito (mensalidade + anuidade) e ainda 3,02€ de processamento da mensalidade. Ao transferir o crédito, conseguimos baixar essas despesas para 3,50€ por mês. Ou seja, uma poupança total de 2.517,36€ no final do novo contrato.

Assim, no total, conseguimos uma poupança de 24.198,48€ para essa pessoa.

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Leia também: Pouparam 47.916€ por Transferirem o Crédito Habitação

Quer saber quanto pode poupar no seu caso?

Antes de tomar a decisão final de transferir o seu Crédito Habitação, é preciso analisar e comparar as diferentes opções do mercado e perceber então quanto é que pode poupar.

Para o ajudarmos a encontrar a melhor solução, só tem que preencher este formulário 📝. Não tem qualquer custo! Graças à nossa rede de parceiros, conseguimos garantir uma proposta de transferência totalmente adaptada ao seu caso. Para além disso, mesmo depois de encontrar a melhor opção, há todo um conjunto de procedimentos burocráticos que lhe podem roubar muito tempo (e paciência). Conte connosco para o ajudar em todo o processo!

Transferir o Crédito Habitação – Não espere pelo fim da pandemia!

Tendo em conta as previsões sobre a situação económica nacional, esperar pelo fim da pandemia para transferir o seu Crédito Habitação pode não ser a melhor opção. Existe uma grande probabilidade das condições se tornarem menos favoráveis, levando ao aumento das taxas de juro.

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Leia também: Transferências de Crédito Habitação – Todas as Dúvidas


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Crédito Habitação: o que muda com os diferentes regimes de casamento?

12 de Janeiro, 2021 | por Cláudia Oliveira

Regimes Casamento Crédito Habitação

Casar e comprar casa através de um Crédito Habitação é uma prática comum entre os casais portugueses. Contudo, saiba que, mediante o regime de bens do casamento, podem haver diferentes implicações no Crédito Habitação.

Segundo o ditado popular “quem casa, quer casa”. Esta é a realidade de muitos casais portugueses que, casados ou em união de facto, recorrem a um Crédito Habitação para comprarem um imóvel. Porém, na hora de recorrer a um empréstimo, os regimes do casamento podem afetar de forma diferenciada as finanças do casal. O mesmo acontece em caso de divórcio em que, dependendo do regime de bens, as consequências no Crédito Habitação podem ser bem diferentes. 

Como se definem os Regimes de Bens do Casamento?

A definição do regime de bens acontece antes do casamento por convenção antenupcial, um contrato entre os noivos, onde constará a informação relativa à partilha ou separação de bens, conforme o regime. A realização do documento deve ser num cartório notarial, mediante escritura pública, ou numa conservatória do registo civil.

Código Civil português estabelece três regimes de bens: comunhão de adquiridos (artigo 1721.º), comunhão geral (artigo 1732.º) e separação de bens (artigo 1735.º):

1.COMUNHÃO DE ADQUIRIDOS

No regime de bens de comunhão de adquiridos, existem tanto bens comuns do casal, como bens próprios dos cônjuges. Ou seja, todos os bens existentes antes do casamento são bens próprios de cada um dos cônjuges. Por outro lado, todos os bens que o casal adquirir após o casamento, passam então a ser dos dois.

Porém, há duas situações importantes a esclarecer. Se receber bens resultantes de herança ou doação após o casamento, então nesse caso são bens próprios e não comuns ao casal. O mesmo acontece se, por exemplo, vender um imóvel que já era seu antes do casamento. Neste caso, o dinheiro da venda é também considerado um bem próprio.

2. COMUNHÃO GERAL DE BENS

Na comunhão geral, em princípio, todos os bens presentes e futuros dos cônjuges pertencem ao casal. Ou seja, ambos têm direito sobre os bens que já têm no presente e os que vão adquirir no futuro.

Porém, no caso de existirem filhos de relações anteriores, então não é possível adotar este regime de casamento no sentido de salvaguardar o direito sucessório dos descendentes.

3. SEPARAÇÃO DE BENS

Neste regime de casamento, e tal como indica o nome, há a divisão dos bens. Ou seja, não existem bens comuns do casal, mas sim bens próprios de cada um dos cônjuges.

E se existirem bens adquiridos em conjunto? Bem, neste caso os bens pertencem a ambos os cônjuges. Aplica-se aqui o regime de compropriedade em que, na falta de indicação do contrário, se presume que os direitos de cada cônjuge relativamente aos bens são quantitativamente iguais. É o que pode acontecer na compra da casa, por exemplo. Se na respetiva escritura constarem os dois cônjuges como proprietários sem referência ao esforço financeiro de cada um, ambos são considerados comproprietário na mesma proporção.

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Leia também: 5 Dicas para preparar as suas finanças para o Crédito Habitação

E se o casal não quiser nenhum destes regimes?

A lei civil não restringe a escolha dos noivos a estes três regimes. Assim, o casal pode adotar um regime de bens diferente e adaptado dentro dos limites legais.

E se o casal não escolher nenhum regime? Neste caso, aplica-se, por defeito, a comunhão de adquiridos.

E se o casal não quiser casar? Bem, neste caso, ao fim de dois a viverem juntos, trata-se de uma União de Facto. Contudo, deve ser a Junta de Freguesia da região de residência a provar essa situação. Apesar de não terem um regime de bens definido como num casamento, é possível aplicar alguns direitos sobre os bens. Ou seja, os bens comprados pelos dois devem ser divididos segundo o regime da compropriedade. O casal pode celebrar um contrato de coabitação ou de combinação prévia para assim se salvaguardarem de conflitos futuros em caso de divórcio.

Na hora de contrair o Crédito Habitação, qual é a implicação do regime de casamento?

Entenda o que pode diferir consoante o regime de casamento no momento de contrair um Crédito Habitação:

  • Comunhão de Adquiridos: neste caso, ambos os cônjuges devem ser proponentes do empréstimo. Assim, ambos se tornam proprietários da casa.
  • Comunhão Geral de Bens: aqui aplica-se a mesma situação do que regime anterior. Ou seja, ambos são titulares do crédito e proprietários da casa.
  • Separação de Bens: neste regime o casal pode decidir livremente se o crédito habitação será pedido por apenas um dos cônjuges ou se ambos se tornam titulares e partilham então o património.
  • União de Facto: atualmente já não é obrigatório que ambos sejam titulares do crédito. Assim, o casal pode decidir livremente se quer comprar a casa e contrair o crédito em conjunto.

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Leia também: O que tem de saber antes de pedir um Crédito Habitação

Como é que o regime de casamento pode afetar a Transferência do Crédito Habitação?

Se o casal comprou a casa e contraiu o empréstimo após o casamento, então, no caso de transferência do Crédito Habitação, não há qualquer alteração. Ou seja, desde que não se mexa no contrato inicial, mantêm-se a propriedade da casa e a titularidade do crédito.

Há contudo uma situação diferente que importa clarificar. O que acontece quando um dos cônjuges, que já tinha contraído Crédito Habitação enquanto solteiro, quer transferir o empréstimo para outro banco depois de casar? Nesse caso, se o regime de casamento for de comunhão de bens, então o outro cônjuge terá de se associar ao crédito e terão de definir as questões relativas à propriedade do imóvel. Contudo, se o regime de casamento for de separação de bens, então depois o casal deve decidir se ambos querem ou não ser proprietários do imóvel e proponentes do empréstimo.

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Leia também: Transferências de Crédito Habitação – Todas as Dúvidas

O que acontece ao Crédito Habitação em caso de divórcio?

Este é uma das situações que mais suscita dúvidas. Os efeitos de um divórcio no Crédito Habitação também vão variar consoante o regime de casamento. De uma forma resumida, se o casal contraiu o crédito em conjunto então, no caso de divórcio, existem duas opções: 

  1. Um dos cônjuges fica com a casa e assume sozinho o Crédito Habitação: essa decisão implica a alteração da titularidade do empréstimo e uma análise de risco por parte da entidade bancária;
  2. Vende-se a casa: com o valor da transação, liquida-se a dívida e partilha-se o valor restante.

Se o titular do crédito for só um dos cônjuges, então nesse caso a responsabilidade da dívida continua a ser apenas desse mesmo cônjuge, tal como a proriedade da casa.

Por ser um tema sensível e que levanta muitas questões, incluindo o procedimento junto da entidade bancária,  aconselhamos que assista ao nosso episódio dos 3 Consultores onde explicamos o que acontece aos créditos, incluindo o Crédito Habitação, em situação de divórcio:

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Leia também: E quando há um divórcio, o que se faz com a casa?

Regimes de Casamento e Crédito Habitação – escolha o regime de bens a pensar no futuro!

É importante que o casal tenha uma visão mais prática do casamento. Ou seja, para além do lado afetivo, devem ter em conta o lado patrimonial. Ao existir um regime de bens bem definido, reduz-se a probabilidade de conflitos futuros na vida financeira do casal. Isto é especialmente importante quando se fala na compra de um imóvel com recurso a crédito pois, na maioria dos casos, é o maior passo financeiro na vida do casal.

Aconselhamos que leia na íntegra o Código Civil com a legislação em vigor sobre os regimes de bens de casamento.

Se precisar de ajudar para encontrar o Crédito Habitação adequado ao seu caso e tratar de todas as questões burocráticas, não hesite em falar connosco. Basta preencher este formulário 📝

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Leia também: Tudo sobre Crédito Habitação (em vídeo)


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5 Dicas para preparar as suas Finanças Pessoais para o Crédito Habitação

17 de Dezembro, 2020 | por Cláudia Oliveira

Decidiu que vai adquirir um casa e precisa de um Crédito Habitação? Então prepare primeiro as suas finanças pessoais para essa despesa e só depois avance.

Adquirir uma casa é o objetivo de muitos portugueses. Porém, a grande maioria precisa de recorrer a um Crédito Habitação para o conseguir fazer. Não há nada de errado em contrair esse empréstimo contudo, deve primeiro garantir que prepara as suas finanças para essa dívida. Dessa forma, não só evita que os bancos lhe recusem o crédito, como ainda garante a sua estabilidade financeira.

A pensar nisso, reunimos algumas dicas que deve seguir para preparar as suas finanças pessoais para o Crédito Habitação.

1. Calcule e Reduza a Taxa de Esforço

Para além de ser “obrigatório” para avaliar a sua situação financeira, saiba que esse cálculo também é feito pelas instituições bancárias antes de decidirem se aprovam ou não o crédito. Ou seja, os bancos vão confrontar os seus rendimentos mensais com as dívidas que tem por pagar. Assim, conseguem perceber o estado das suas finanças e se tem “margem” para conseguir suportar uma dívida tão avultada como o Crédito Habitação.

Comece por calcular a sua Taxa de Esforço antes mesmo de fazer o seu pedido de crédito. Através do nosso artigo, Aprenda a Calcular a sua Taxa de Esforço e utilize a nossa Calculadora de Taxa de Esforço gratuita para o ajudar. A calculadora vai ajudá-lo a perceber, não só o impacto de todas as despesas atuais, como também lhe dá um valor máximo recomendado que pode assumir para o novo crédito.

Calculadora Taxa Esforço

Mediante os resultados, consegue então perceber o quão fácil ou difícil será para si pagar a prestação do Crédito Habitação. Se tiver disponibilidade financeira, tente reduzir a sua taxa de esforço. Considere liquidar algumas dívidas com outros créditos e até reduzir algumas despesas fixas.

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Veja também: As Diferentes Taxas de Esforço

2. Tenha um Bom Historial de Crédito

Tem pagamentos em atraso do Cartão de Crédito? Liquidou os Créditos Pessoais na totalidade e sem falhas no pagamento? As respostas a questões como estas vão definir o seu historial de crédito. Para os analistas de risco do banco, é importante perceber e analisar o historial do candidato ao crédito.

Para além disso, é importante que evite contrair créditos próximo da altura que vai pedir o Crédito Habitação. Muitos pedidos recentes podem ser um alerta para o banco de que está numa situação instável e desesperado para ter um crédito.

Por outro lado, tenha em mente que um bom historial pode até ser melhor do que não ter qualquer historial. Isto porque, neste caso, há evidências de que é um cliente que merece a confiança dos bancos.

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Leia também: Mapa de Responsabilidades de Crédito do Banco de Portugal

3. Garanta Estabilidade Profissional e Financeira

Garanta que tem uma vida profissional e financeira estável. Esse fator é bom para os dois lados: para si e para os bancos. Quanto mais estável for, maior a probabilidade de lhe concederem o crédito. Ter um rendimento mensal e um vínculo laboral é algo importante. Claro que, cada caso, é um caso. Porém, numa situação de desemprego e sem outras garantias de pagamento (por exemplo um fiador), dificilmente o crédito é aprovado. Para além disso, será mesmo a melhor opção adquirir um crédito habitação numa situação financeira e profissional instável? Pondere sobre o assunto.

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Leia também: Euribor – Tudo o que deve saber

4. Tenha um Montante Disponível para a entrada (e não só)

Consegue dar uma boa entrada para a casa que quer adquirir? Se sim, então faça-o. Assim, terá de pedir menos dinheiro ao banco, pagará menos juros e poderá ter acesso a melhores condições para o seu empréstimo.

Caso não tenha qualquer valor para dar de entrada, não se esqueça que as entidades bancárias só financiam parte do valor do imóvel. O financiamento a 100% só acontece em situações pontuais, como na compra de um imóvel do próprio banco. Nos restantes casos, o financiamento fica na ordem dos 80 a 90%. Por isso, certifique-se que poupa algum dinheiro para dar, no mínimo, uma entrada de 10% do valor do imóvel.

Depois, não se esqueça também que tem de assumir outras despesas obrigatórias, como por exemplo a escritura.

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Leia também: O que tem que saber antes de pedir um Crédito Habitação

5. Escolha um Crédito Habitação adequado ao seu caso

São vários os fatores que deve ter em consideração na hora de escolher o tipo de crédito habitação e a instituição bancária. Quando estiver a escolher e a analisar as diferentes opções, não se esqueça destes pontos:

  • Taxa Fixa ou Variável;
  • TAEG / MTIC;
  • Euribor;
  • Seguros associados;
  • Despesas cobradas pelo banco.

Muitos destes fatores são complicados de perceber para a maioria dos portugueses. Mesmo para quem percebe um pouco, é difícil saber escolher a melhor opção e até negociar com o banco. Para além disso, todo o processo é bastante burocrático e demorado. O nosso conselho é que opte por recorrer à ajuda de intermediários. Por terem mais conhecimento e experiência sobre o assunto, também têm maior poder negocial junto dos bancos. Assim, para além de conseguir garantir que escolhe a melhor opção para o seu caso, ainda poupa muito tempo e dinheiro.

Preencha este formulário 📝 e fale connosco (é gratuito). Temos um vasta rede de parceiros prontos para o ajudar a encontrar o melhor Crédito Habitação para o seu caso.

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Leia também: As Vantagens da Intermediação de Crédito

Crédito Habitação – Prepare-se e peça ajuda!

As boas escolhas de hoje, são as boas escolhas de amanhã. Pedir um Crédito Habitação é talvez o maior passo que vai dar na sua vida financeira. Por essa razão, deve ser dado de forma muito ponderada e com a certeza de que pode assumir esse compromisso. Não hesite em pedir ajuda para fazer a escolha mais segura e vantajosa para si ou para a sua família.

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Leia também: Tudo sobre Crédito Habitação (em vídeo)


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Comissão de processamento da prestação do crédito habitação. Paga?

27 de Outubro, 2020 | por CFinanceiro

Comissão de processamento da prestação do crédito habitação

Deco recolhe assinaturas para acabar com a comissão de processamento da prestação do crédito habitação para todos os contratos de crédito!

As alterações legislativas às comissões bancárias, aprovadas pelo Parlamento, aplicam-se apenas a contratos de crédito celebrados a partir de 1 de janeiro de 2021. De fora, ficam centenas de milhares de consumidores com créditos em vigor. Se considera esta situação injusta, assine a carta aberta da DECO para acabar com a comissão de processamento da prestação do crédito habitação para todos os contratos de crédito!

Na carta aberta podemos ler o seguinte:

Pondo isto em números, bastará considerarmos um consumidor com um crédito para compra de casa que tenha, à data de entrada da nova legislação, ainda pela frente 30 anos de empréstimo. Se pagar de comissão mensal de processamento da prestação um valor idêntico ao da média atual praticada no mercado (2,65€) e se este valor aumentar ao longo dos anos a uma taxa média idêntica à que aconteceu nos últimos 5 anos (8,8% ao ano), no final do contrato, este consumidor terá pago 4.176€ a mais pelo seu crédito do que outro consumidor que tenha contratado, nas mesmas condições e prazo, mas após a entrada em vigor da lei.

Segundo as nossas estimativas, e considerando os cerca de 13 milhões de contratos de crédito atualmente em vigor, as instituições de crédito irão poder continuar a cobrar 285 milhões de euros por ano numa comissão que passa a estar proibida legalmente. E, como vimos, esta desigualdade poderá arrastar-se ao longo de muitos anos, devido à extensa duração dos contratos, principalmente no caso do crédito à habitação.

 

A maioria dos portugueses que tem um crédito paga todos os meses ao banco uma comissão de processamento da respetiva prestação, o que representa um encargo adicional anual de € 31,80, em média. Depois de pedir um empréstimo ao banco para comprar casa, carro ou qualquer outro bem, além de pagar uma prestação mensal e respetivos juros, na maioria dos bancos ainda paga uma comissão por efetuar esse pagamento. Ou seja, a maioria dos bancos entendem que podem cobrar um valor adicional de cada vez que o cliente cumpre o contrato. Apesar de estar a cumprir com os deveres do contrato, tem de pagar…para poder pagar.
Em resumo, a comissão de processamento do crédito não serve, para nada. Trata-se de uma violação da legislação: as instituições financeiras não podem cobrar comissões sem um serviço associado. Porém, uma vez que legislação não clarifica o que se entende por “serviço efetivamente prestado”, os bancos aplicam as comissões que querem.

Nós já assinamos e você?


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Transferências de Crédito Habitação – Todas as dúvidas

26 de Outubro, 2020 | por CFinanceiro

Transferências de Crédito Habitação

No 21º programa dos 3 Consultores aqui do Conselhos do Consultor, discutimos sobre as transferências de crédito habitação. Durante o dia surgiram variadas questões que foram respondidas em direto. Demos vários exemplos sempre com o objetivo de esclarecer quem nos acompanham.

Recebemos diariamente dezenas de dúvidas sobre as transferências de crédito habitação. Dos variados tipos de transferência e suporte de custos, taxa fixa ou variável, se estou em construção e se posso ou não transferir o crédito durante o período de construção, alguns dos temas que foram mais falados.

As principais notas e considerações do programa em jeito de resumo:

  • durante o período de construção pode-se transferir o crédito, não tenho propriamente que ter a casa pronta e licença de utilização. Tem que ter a licença de construção valida.
  • existe muito interesse de clientes que semanalmente nos vão contactando em transferir o crédito de taxa variável para taxa fixa;
  • os bancos suportam os custos nas transferências, exceto quando vem de taxa fixa para variável, existem exceções que assinalamos;
  • houve algumas questões que colocaram que não tinham diretamente a ver com transferência de crédito, e que prontamente foram esclarecidas, tais como condições de credito para habitação de investimento, a cobrança da comissão de processamento e a noticia que se tem falado esta taxa acabar no inicio do ano;

Lembramos que as pessoas que não respondemos em direto, serão mais tarde contactados para a resposta dada pelo Conselhos do Consultor.

Agradecemos o contante apoio e felicitações que temos recebido pela positiva sobre os nossos programas, prometemos procurar ser cada vez mais esclarecedores e contribuir para o melhor!

Não se esqueçam, atenção aos pormenores…e sempre seguros fora do banco!!!

Próxima semana contamos novamente convosco!

Agradecemos o constante apoio e felicitações que temos recebido pela positiva sobre os nossos programas, prometemos procurar ser cada vez mais esclarecedores e contribuir para o melhor! Basta preencher o formulário para ter através dos nossos parceiros as melhores condições do mercado e sem custos para si!

Não se esqueçam, atenção aos pormenores….

🎵 Se preferir pode ouvir em podcast – Transferências de Crédito Habitação – Todas as dúvidas Os 3 Consultores #21

Próxima semana contamos novamente convosco! Receba notificação no messenger sempre que começamos um novo direto https://bit.ly/2Z7uMNM

Pode ver este ou outros programa onde já falamos de moratórias, euribor, taeg, ppr, poupar, investir…


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Vender a Casa: Sabe calcular as mais-valias?

21 de Outubro, 2020 | por Cláudia Oliveira

Vendeu uma casa recentemente ou pensa vender? Sabe o que são as mais-valias? Descubra no nosso artigo.

Se já vendeu a sua casa ou está a pensar fazê-lo, saiba que o lucro que vai obter dessa venda pode não ser todo para si. Ou seja, esses ganhos devem ser tributados em sede de IRS – as chamadas “mais-valias de imóveis”. Mas sabe como as calcular? Sabia que há casos em que pode pagar menos ou até nem pagar? Conheça neste artigo tudo o que precisa de saber para não ser surpreendido.

O que são as Mais-Valias?

Como se pode ler em Diário da República, “consideram-se mais-valias os ganhos obtidos mediante transmissão onerosa”. Ou seja, as mais-valias são o lucro que obteve com a venda de um determinado ativo.

Como se trata do lucro, é então a diferença entre o valor pelo qual vendeu o ativo e o valor pelo qual o comprou. Lembre-se que nem sempre a diferença pode ser positiva. No caso de ser negativa, classifcam-se como “menos-valias”.

Esse “ativo” vendido, tanto pode ser um bem físico como produtos financeiros (por exemplo, ações). Neste caso em concreto, falamos aqui de bens imóveis (bem físico).

Como Calcular

Para calcular as mais-valias, deve aplicar a seguinte fórmula:

Valor da venda – (Valor da aquisição x Coeficiente de desvalorização da moeda) – Encargos com aquisição e venda – Encargos com valorização

Por isso, para fazer este cálculo precisa dos seguintes dados:

  • Valor de Aquisição
  • Ano de Aquisição
  • Valor da Venda
  • Ano da Venda
  • Encargos com Aquisição e Venda: incluem-se aqui, por exemplo, o Imposto Municipal sobre Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT), escritura, pedido de certificado energético e até a comissão paga à imobiliária, se existir;
  • Encargos com Valorização: são os gastos que teve para fazer melhorias na casa, como por exemplo as obras (desde que tenham sido realizadas nos últimos 12 anos).

*Importante: estes encargos devem estar comprovados por faturas porque podem ser exigidas.

Mas vejamos na prática como se realiza este cálculo. Deixamos aqui um exemplo disponibilizado pelo Montepio:

Valor de aquisição: 100 000 euros
Ano de aquisição: 2000
Valor de venda: 160 000 euros
Ano de venda: 2018
Despesas com venda e aquisição: 500 euros
Encargos com valorização: 5 000 euros

Mais-valias: 160 000 euros – (100 000 euros x 1,41*) – 5 000 euros – 500 euros = 13 500 euros

* Foi aplicado o coeficiente de desvalorização da moeda de 2000 (ano de aquisição do imóvel vendido) da tabela aplicável aos bens vendidos em 2018 (ano de venda).

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Veja também: Análise de Processos de Crédito Habitação – Os 3 Consultores

Qual é a percentagem que é tributada?

Sobre o valor das mais-valias imóveis recai uma tributação no IRS correspondente a 50% do lucro obtido. Por exemplo, se as mais-valias imóveis forem de 20 mil euros, só serão tributados 10 mil euros.

Importa saber que as mais-valias são englobadas com os restantes rendimentos (por exemplo, o seu salário) e não é possível tributar as mais-valias isoladamente. Por isso, todos os rendimentos são depois tributados às taxas gerais do IRS. Para declarar a venda da casa, deve preencher os anexos G ou G1 da declaração.

É sempre obrigado a pagar?

Existem algumas exceções que lhe permitem não pagar:

SE REINVESTIR

Se investir o lucro obtido numa casa destinada à sua habitação permanente (deve ser a sua morada fiscal), então fica isento de pagar o imposto sobre as mais-valias. Porém, a isenção depende do tempo que separar a compra da nova casa e a venda da antiga.

Ou seja, se vender a casa primeiro, tem 36 meses para comprar outra e reinvestir o lucro. Tal como indica a DECO, “até lá, a tributação da mais-valia fica suspensa, uma vez que o proprietário comunica às Finanças, através do anexo G, a intenção de aplicar a mais-valia”.

Depois de comprar a nova casa, então o fisco irá apurar o lucro obtido. Porém, deve assegurar que a nova casa é oficialmente a sua morada fiscal até 48 meses após vender a casa antiga.

Mas e se comprar primeiro a casa nova e depois vender a antiga? Neste caso pode vender a antiga nos 24 meses seguintes e comunicar ao Fisco que o dinheiro obtido com a venda foi canalizado para o imóvel que havia comprado.

SE AQUIRIU O IMÓVEL ANTES DE 1989

Neste caso, como foi o ano em que entrou em vigor o Código de IRS, então a venda fica isenta de imposto. Contudo, a operação tem na mesma de ser declarada no Anexo G1, que é referente às mais-valias não tributadas.

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Veja também: Há uma guerra de spreads no Crédito Habitação? – Os 3 Consultores

Calcular as mais-valias: Já sabe como deve calcular e declarar?

Agora que já sabe o que são as mais-valias e como as deve calcular e declarar, não se esqueça de contar como este ponto no decorrer de todo o processo de venda e compra.

Lembre-se de que, se a venda da casa gerar prejuízo, então tratam-se aqui de “menos-valias”. Neste caso, a fórmula para calcular é a mesma  e deve de igual forma declarar através do anexo G da declaração de IRS.

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Veja também: Crédito Habitação – Uma equipa de profissionais a trabalhar para si!


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Análise de Processos de Crédito Habitação em Direto – Os 3 Consultores

20 de Outubro, 2020 | por CFinanceiro

crédito habitação em direto

No 20º programa dos 3 Consultores aqui do Conselhos do Consultor, o desafio foi enorme e com um sucesso inesperado, com os nossos espectadores no fim a pedir para dar continuidade já na próxima semana. Fizemos análise de crédito habitação em direto, um desafio enorme a que o Carlos Silva e o Edilberto Costa corresponderam brilhantemente!

 

As principais notas e considerações do programa em jeito de resumo:

. durante o dia foi criada uma forma de as primeiras 5 pessoas que fornecessem os elementos por nos pedidos para analise, essas mesmas situações foram discutidas em direto e apresentadas soluções pelos nossos consultores residentes;

. na analise feita voltamos a referenciar alguns aspetos fundamentais para que tenha um bom credito habitação, concretamente sempre com seguros fora do banco;

Viu o nosso 19º programa – Há uma guerra de spreads no crédito habitação?

. ter um spread mais alto não implica pagar mais na conta final ao fim do mês;

. o ponto alto do desafio de ontem foi ao recebermos na hora mais 5 pedidos de credito, onde de forma praticamente instantânea mediante a pretensão das pessoas, apresentamos as melhores soluções;

Parece que vamos ter de repetir 😊!!!

Iremos responder a todos os que preencheram e que não foi possível discutir em direto.

Agradecemos o contante apoio e felicitações que temos recebido pela positiva sobre os nossos programas, prometemos procurar ser cada vez mais esclarecedores e contribuir para o melhor! Basta preencher o formulário para ter através dos nossos parceiros as melhores condições do mercado e sem custos para si!

Não se esqueçam, atenção aos pormenores….

🎵 Se preferir pode ouvir em podcast – Análise de processos de crédito habitação em direto – Os 3 Consultores #20

Próxima semana contamos novamente convosco! Receba notificação no messenger sempre que começamos um novo direto https://bit.ly/2Z7uMNM

Pode ver este ou outros programa onde já falamos de moratórias, euribor, taeg, ppr, poupar, investir…


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Há uma Guerra de Spreads no Crédito Habitação? – Os 3 Consultores

12 de Outubro, 2020 | por CFinanceiro

Guerra dos Spreads

No 19º programa dos 3 Consultores aqui do Conselhos do Consultor, abordamos um tema, entre outros, que tem sido muito falado na comunicação social, a guerra dos spreads entre bancos no crédito habitação.

Afinal existe ou não uma “Guerra” dos Spreads?

As principais notas e considerações do programa em jeito de resumo:

. abordou se as 2 principais notícias do dia sobre as moratórias, onde constatou-se que existe 727 mil créditos em moratória, dos quais 43% são crédito habitação;

. existem 10.184 reclamações feitas no primeiro semestre no Banco de Portugal, um aumento de 27% em relação ao mesmo período de 2019.

SOBRE O TEMA PRINCIPAL:

. não existe guerra dos spreads, existe sim uma campanha publicitaria muito forte para captar clientes;

. uma “guerra” bem maior, prende se com garantir os seguros feitos fora do banco;

Viu o nosso 20º programa – Análise de Processos de Crédito Habitação em Direto

. não há promoções ou surpresas, a divulgação que tem surgido sobre isso, implica que para ter esses spreads tao baixos que tanto publicitam, existe contrapartidas bem mais caras;

. ter um spread mais alto não implica pagar mais, pois existe outras despesas associadas que podem e devem ser contabilizadas, tais como o seguro de vida ser feito fora do banco, onde muitas vezes com um spread mais alto paga menos no fim do mês;

. os exemplos dados pelos consultores residentes do programa, num exemplo de um crédito de 150.000€ a 40 anos, só o facto de ter o seguro fora e sem esses spreads baixos especulativos, implica uma poupança de 24.000€…. (para refletir claramente)

. quem tem spreads até relativamente considerados baixos, mas tem os seguros no banco, deve rever as ofertas que o mercado tem com seguros fora do banco, vai haver surpresas. Basta preencher o formulário para ter através dos nossos parceiros as melhores condições do mercado e sem custos para si!

Atenção aos pormenores…

🎵 Se preferir pode ouvir em podcast – Há uma guerra de spreads no Crédito Habitação? Os 3 Consultores #19

Próxima semana contamos novamente convosco! Receba notificação no messenger sempre que começamos um novo direto https://bit.ly/2Z7uMNM

Próxima semana contamos novamente consigo! Pode ver este ou outro programa onde já falamos de moratórias, euribor, taeg, ppr, poupar,…


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Euribor Agosto – Euribor revista este mês faz prestação da casa descer

4 de Agosto, 2020 | por CFinanceiro

euribor agosto

Euribor Agosto – Se faz a revisão da euribor do seu crédito este mês vai sentir a descida.

Em julho a Euribor baixou ligeiramente em todos os períodos, a 1,3,6 e 12 meses, estes dois últimos os mais usados atualmente no credito habitação, contrariamente ao que aconteceu em Abril e Maio passado. Desde Marco que a subida era clara, ainda que em territórios negativos, e que foi quebrado esse pequeno ciclo já em junho e agora em julho. Poderá quem sabe ser um sinal de estabilidade na demonstração de que os bancos estão com capacidade e liquidez para financiar as famílias e as empresas, situação que pairou na dúvida, com o aparecimento do Covid-19. Com esta descida, mantem se ainda mais a ideia que, com a ajuda do BCE, as taxas poderão manter se abaixo de 0% até 2025.

Pode fazer o cálculo exato da revisão da Euribor em agosto no seu crédito com o nosso simulador. Depois de saber a taxa Euribor, precisa de saber os seguintes dados:

  • Spread do crédito;
  • Valor ainda em divida;
  • Número de meses que ainda faltam para terminar o crédito.

Abre o nosso simulador de alteração do spread.
Coloca o valor em divida e adiciona a taxa Euribor que pode verificar na nossa tabela. E depois só tem de colocar o numero de meses que falta terminar o seu crédito. Nos campos de taxa de spread coloca nos dois o valor do seu spread. O principal propósito deste simulador é calcular a poupança caso baixe o seu spread. Estamos a preparar um apenas para calcular a revisão de Euribor, no próximo mês já deverá estar pronto!

CÁLCULOS PARA TODOS OS CONTRATOS REVISTOS EM AGOSTO

Cenário: Empréstimo no valor de 100 mil euros, por um prazo de 30 anos, e com um spread de 1%

Euribor a 3 meses – A prestação vai descer cerca de 1%, contrariando a tendência de Abril e Maio, e dando seguimento ao que já aconteceu em Junho deste ano. Serão menos 3,01 euros que desce o valor da prestação para os 301,65 euros durante os próximos três meses, ou seja, o valor da Euribor mais baixo neste prazo de que há memoria, contudo infelizmente o menos utilizado atualmente em Crédito Habitação nos contratos mais recentes.

Euribor a 6 meses – Neste caso a redução será mais expressiva. Relativamente ao mês anterior, a redução será de 5,51 euros. Considerando o mesmo cenário, o valor da prestação passa a ser de 305,99 euros nos próximos 6 meses, em vez de 311,50 euros, caso a taxa se mantivesse inalterada! Ainda que ligeira a redução, já tem um impacto grande na mensalidade.

Euribor a 12 meses – Os empréstimos mais recentes dos últimos 3 anos estão indexados a esta taxa e se tiverem revisão este mês, também verão a prestação reduzida, num valor algo semelhante a Euribor demonstrada anteriormente. A descida no mesmo raciocínio de valor e prazo será de 5,95 euros, passando a ter uma prestação de 308,98 euros durante os 12 meses seguintes, em vez de 314,93 euros que estava a pagar ate junho.


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Moratórias prolongadas até março de 2021

4 de Junho, 2020 | por CFinanceiro

Moratórias prolongadas

Moratórias prolongadas por mais seis meses. Governo aprova hoje alterações ao regime da moratória pública, com inclusão de mais contratos: educação e emigrantes.

Para já, o que está em cima da mesa (e pode haver mudanças até ao anúncio) aponta para uma extensão da moratória por mais seis meses, de forma automática, até final do primeiro trimestre do próximo ano. Só o cliente poderá recusar o prolongamento da moratória, devendo manifestar a sua oposição até dia 20 de setembro.

Mas haverá mais novidades, nomeadamente com a inclusão de outros tipos de contratos de crédito que até agora o regime público não abrangia. Por exemplo, os emigrantes também o poderão fazer, algo que só a moratória privada (da Associação Portuguesa dos Bancos) o permitia, tal como avançou o ECO em primeira mão. Ainda na habitação, a moratória pública vai incluir contratos de locação financeira de imóveis destinados à habitação (quem adquire casa em leasing).

Adicionalmente, também entram agora créditos ao consumo, mas apenas aqueles que têm como finalidade a educação, incluindo formação académica e profissional.

No total, foram já concedidas 514,75 mil moratórias ao abrigo do regime público e privado. Cerca de dois terços foram concedidos ao abrigo do regime público: mais de 345 mil contratos. Quase 170 mil contratos estão abrangidos por moratórias privadas, incluindo o regime criado pela APB.

Fonte: ECO

Leia Também: Moratória – Isto é o que o banco tem de lhe mostrar


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Euribor revista este mês faz prestação da casa aumentar

2 de Junho, 2020 | por CFinanceiro

euribor junho

Euribor junho – Se faz a revisão da euribor do seu crédito este mês vai sentir a subida.

Euribor junho, a 3 e 6 meses, são os indexantes mais penalizados, tal como aconteceu na revisão das taxas de juro dos empréstimos da casa em maio passado. Subidas que resultam de uma escalada da Euribor, que vem em crescente desde março. Agravou com a pandemia do Covid-19, devido às dúvidas sobre a capacidade dos bancos em garantir o financiamento às famílias e empresas no atual contexto de crise. Ainda assim, a expetativa do mercado mantêm-se no sentido de que os juros continuem abaixo de 0%. Pelo menos até março de 2025 com ajuda das politicas do BCE.

Para fazer o calculo exato da revisão da euribor em junho no seu crédito com o nosso simulador. Depois de saber a taxa Euribor, precisa de saber os seguintes dados:

  • Spread do crédito;
  • Valor ainda em divida;
  • Numero de meses que ainda faltam para terminar o crédito.

Abre o nosso simulador de alteração do spread.
Coloca o valor em divida e adiciona a taxa euribor que pode verificar na nossa tabela. E depois só tem de colocar o numero de meses que falta terminar o seu crédito. Nos campos de taxa de spread coloca nos dois o valor do seu spread. O principal propósito deste simulador é calcular a poupança caso baixe o seu spread. Estamos a preparar um apenas para calcular a revisão de euribor, no próximo mês já deverá estar pronto!

Cálculos para todos os contratos revistos em junho

Cenário: Empréstimo no valor de 100 mil euros, por um prazo de 30 anos, e com um spread de 1%

Euribor a 3 meses – A prestação vai subir 2%, trata-se do maior aumento desde a revisão feita em junho de 2011, em pleno pico da crise financeira em Portugal. Serão mais 6,11 euros que elevarão o valor da prestação para os 309,3 euros durante os próximos três meses, ou seja, a fasquia mais elevada dos últimos quatro anos.

Euribor a 6 meses – Os empréstimos da casa que estejam associados a este indexante com a revisão da euribor em junho, o agravamento dos encargos será ainda maior. Face a última revisão efetuada em dezembro, o acréscimo é de 2,85%. Considerando o mesmo cenário, o valor da prestação aumenta 8,72 euros, para se fixar ao longo dos próximos seis meses nos 315,11 euros.

Euribor a 12 meses – Os empréstimos da casa associados a este indexante representam uma pequena fatia do total dos empréstimos da casa em Portugal — também veem os encargos mensais subir. Mas o aumento será o mais curto entre os empréstimos de taxa variável revistos neste mês de junho. A subida será de 0,8%, com o valor da prestação a aumentar 2,41 euros, para se fixar nos 317,93 euros ao longo do próximo ano, tendo em conta o exemplo simulado.

Reveja o seu spread, principalmente se for igual ou superior a 1,2%. Poupe milhares de euros, conheça através dos nossos parceiros as melhores condições do mercado e sem custos para si!!

O artigo “Euribor junho – Se faz a revisão da euribor do seu crédito este mês vai sentir a subida” foi lhe útil? Deixe o seu cometário!


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Prestação da casa sofre a maior subida desde a última crise

3 de Maio, 2020 | por CFinanceiro

Este mês a minha prestação da casa vai fazer a revisão da Euribor, o que vai acontecer?

Os efeitos da pandemia já não se fazem sentir apenas na saúde direta de todos nos. Já mostra sinais de contaminação na prestação da casa.

Em maio muitas famílias, cuja revisão da Euribor seja feita neste mês, já irão ver refletidas as subidas na prestação. Subida essa como já não acontecia desde a última crise financeira de 2011.

Ainda que sejam valores pequenos, a subida maior será para os contratos de crédito habitação que tem Euribor a 3 meses e a 6 meses. As taxas mais usados nos créditos concedidos até 2016. Quem tem Euribor indexada a 12 Meses, que são os contratos mais recentes e em menor número, nem notarão praticamente mexidas.

A título de exemplo generalizado, nos vários prazos da Euribor e mais vulgarmente por nos utilizado para mostrar números, um credito de 100.000€ a 30 anos, a prestação ira variar entre os 6,11€ e os 7,62€, para quem tem Euribor a 3 e a 6 meses.

Tal como esperado, as economias mais vulneráveis, e que tem sofrido muito com o Covid19, casos por exemplo da nossa vizinha Espanha, passando por Itália e nos próprios em Portugal, podem muito provavelmente ser sujeitas a ter que pagar mais para obter financiamento e liquidez, e então se formos bombardeados pela tao ultima conhecida descida de Rating, então não haja duvidas, os indexantes dos créditos subirão, e que terão impacto mais direto em quem tem prestação de credito habitação.

Infelizmente mercado a funcionar em modo recessivo, devido a pandemia, e que mensalmente nos vai custar mais dinheiro.

Podemos considerar que são pequenos sinais e pequenas subidas por agora, e nesta fase de facto são, mas pode ser um sinal para o que ai vem.

No meio disto tudo, existe a quase certeza deixada pelo Banco Central Europeu, que a Euribor manter-se-á em territórios negativos (abaixo de 0%) ate meados desta década que agora começou.

Verifique quanto vai passar a pagar pela prestação da casa com ajuda do nosso simulador!

Basta colocar o valor em divida e adicionar a taxa euribor que pode verificar na nossa tabela. E depois só tem de colocar a numero de meses que falta terminar o seu crédito. Não necessita mexer no campo Taxa de Spread pretendida, serve apenas para se quiser calcular a poupança caso baixo o seu spread por exemplo! Mas se precisar de mais ajuda basta verificar o nosso artigo Taxa Euribor do meu crédito renova este mês, quanto vou passar a pagar?

Já que estamos a falar de crédito habitação, sabe qual é o seu spread? Se for igual ou superior a 1,2% está na hora de mudar e poupar milhares de euros, troque sem qualquer custo!


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Suspensão até setembro do pagamento de créditos à habitação

26 de Março, 2020 | por CFinanceiro

Suspensão até setembro do pagamento de créditos à habitação e de créditos de empresas aprovada pelo governo, para famílias e empresas com quebra de rendimentos pela crise provocada pelo surto de covid-19

Nos créditos à habitação, a suspensão dos pagamentos é válida para créditos de habitação própria permanente.

Leia Também: Suspensão do crédito da casa (Como funciona e para quem)

Segue o comunicado:

O Conselho de Ministros aprovou hoje um novo conjunto de medidas extraordinárias de resposta à situação epidemiológica do novo Coronavírus – COVID 19:

1. Foi aprovado o decreto-lei que estabelece uma medida excecional e temporária de proteção dos postos de trabalho, através de medidas como a redução temporária do período normal de trabalho ou suspensão de contrato de trabalho, no âmbito da pandemia da doença COVID-19.
O atual cenário da crise epidemiológica e o Estado de Emergência obriga a um reforço das medidas já adotadas pelo Governo, garantindo a sua flexibilidade procedimental para que possam ser rapidamente operacionalizadas.
De forma a apoiar a manutenção dos postos de trabalho e a evitar despedimentos por razões económicas, o diploma prevê que tenham acesso a este regime:
– As empresas ou estabelecimentos cujo encerramento total ou parcial tenha sido decretado por decisão das autoridades políticas ou de saúde
– As empresas que experienciem uma paragem total ou parcial da sua atividade que resulte da interrupção das cadeias de abastecimento globais, ou a suspensão ou cancelamento de encomendas
– A queda acentuada de, pelo menos 40% da faturação, por referência ao mês anterior ou período homólogo
O diploma aprovado estipula que durante o período de redução ou suspensão, bem como nos 60 dias seguintes à sua aplicação, o empregador não pode cessar contratos de trabalho, através de despedimento coletivo ou por extinção do posto de trabalho, relativamente aos trabalhadores abrangidos pelas medidas de apoio.
2. Foi aprovado um decreto-lei que estabelece medidas excecionais de apoio e proteção de famílias, empresas e demais entidades da economia social, para assegurar o reforço da sua tesouraria e liquidez, atenuando os efeitos da redução da atividade económica.
Uma vez que o sistema financeiro tem um especial dever de participação neste esforço conjunto pela sua função essencial de financiamento da economia, é aprovada uma moratória de 6 meses, até 30 de setembro de 2020, que prevê a proibição da revogação das linhas de crédito contratadas, a prorrogação ou suspensão dos créditos até fim deste período, de forma a garantir a continuidade do financiamento às famílias e empresas e a prevenir eventuais incumprimentos
3. Foi aprovada uma proposta de lei, a submeter à apreciação da Assembleia da República, que cria um regime excecional e temporário de mora no pagamento de rendas – habitacionais e não habitacionais – e habilita o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) a conceder empréstimos para pagamento de renda aos arrendatários que tenham sofrido quebras de rendimentos.
4. Foi aprovado o decreto-lei que cria um regime excecional e temporário de faltas justificadas motivadas por assistência à família, reforçando as medidas já tomadas, para melhorar a sua adequação à realidade, e passando a acautelar as situações em que se verifica a necessidade de assistência a parente na linha reta ascendente que se encontre a cargo do trabalhador e que frequente equipamentos sociais cuja atividade seja suspensa.
Fica estabelecido o funcionamento durante o período de interrupção letiva da rede de estabelecimento de ensino que promove o acolhimento dos filhos ou outros dependentes a cargo dos profissionais de saúde, dos serviços de ação social, das forças e serviços de segurança e de socorro, incluindo os bombeiros voluntários, e das forças armadas, os trabalhadores dos serviços públicos essenciais, cuja mobilização para o serviço ou prontidão obste a que prestem assistência aos mesmos.
5. Foi aprovado o decreto-lei que visa facilitar e fomentar a utilização de instrumentos de pagamento eletrónicos, como os pagamentos baseados em cartão, em detrimento de meios de pagamento tradicionais, como as moedas e as notas.
Para este efeito, o diploma estabelece a suspensão de comissões fixas, por operação, em operações de pagamento, e que os beneficiários que disponibilizem terminais de pagamento automáticos não podem recusar ou limitar a aceitação de cartões para pagamento de quaisquer bens ou serviços, independentemente do valor da operação.
6. Foi aprovada uma proposta de lei, a submeter à apreciação da Assembleia da República, que estabelece regime excecional, aplicável até 30 de junho de 2020, de cumprimento das medidas previstas nos Programas de Ajustamento Municipal (PAM), para os municípios que estão no Fundo de Apoio Municipal, isentando-os das restrições quando se trate da realização com despesas de apoio social a munícipes afetados pela COVID-19, aquisição de equipamento médico e outras despesas associadas ao combate aos efeitos da pandemia da COVID-19.
Com vista à ampliação da prestação do apoio às suas populações, por parte de todas as autarquias, também o endividamento que resultar destas despesas não será considerado para aferir o cumprimento dos limites ao endividamento por parte das autarquias.
7. Foi aprovado o decreto-lei que estabelece medidas excecionais e temporárias no âmbito cultural e artístico, em especial quanto aos espetáculos não realizados, entre os dias 28 de fevereiro de 2020 e até 90 dias úteis após o término do estado de emergência.
Face à pandemia COVID 19, e com vista a evitar a transmissão do vírus, o Governo tomou medidas que passaram, nomeadamente, pelo encerramento de instalações e estabelecimentos onde se desenvolvem atividades culturais e artísticas. Importa, por isso, assegurar uma proteção especial aos agentes culturais envolvidos na realização destes espetáculos, bem como garantir os direitos dos consumidores.
8. Foi aprovado o decreto-lei que altera as regras gerais de aplicação dos fundos europeus estruturais e de investimento, de forma a permitir a antecipação dos pedidos de pagamento, no que diz respeito a saldos.

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O que tem de saber antes de pedir um crédito habitação

4 de Março, 2020 | por CFinanceiro

Artigo Patrocinado

Explorar um simulador de crédito habitação é uma boa forma de começar a perceber que tipo de informações precisa de ter para avançar com um pedido de crédito habitação. Mas antes de fazê-lo, há algumas decisões que tem de tomar.

Quanto vou dar de entrada?

As entidades financeiras só financiam parte do valor do imóvel, que, de acordo com o Banco de Portugal, não deve ir além dos 90%. A menos que esteja a pensar comprar uma casa detida pela própria instituição de crédito, porque nesse caso o valor do empréstimo já pode chegar aos 100%. Noutros casos, conte com uma entrada que represente pelo menos 10% do valor da casa. Se tiver mais capital disponível e puder dar uma entrada maior, melhor, porque isso significa que o valor em dívida será menor, pagará menos juros e conseguirá condições mais vantajosas para o seu empréstimo.

Leia Também: Taxas Euribor 1M, 3M, 6M, 12M(Atualizadas)

Em quantos anos quero pagar o empréstimo?

O senso comum diz que quanto maior for o prazo do empréstimo melhor, porque assim a prestação será mais baixa. Mas quanto mais longo for o empréstimo, mais juros vai pagar, o que significa que quanto maior for o prazo mais vai pagar pelo empréstimo.

O Banco de Portugal recomenda que os novos contratos de crédito habitação não excedam os 40 anos, e que nos próximos anos o prazo máximo se aproxime dos 30 anos.  Mas embora haja no mercado várias opções com a duração máxima de 40 anos, pondere bem a questão da duração do empréstimo e pense se pagar um pouco mais por mês não é preferível a ter de pagar mais no total pelo empréstimo.

Quanto posso pagar de prestação?

Mesmo que esteja disposto a pagar mais, tenha em conta que as boas práticas recomendadas pelo Banco de Portugal estabelecem um limite de 40% de Taxa de Esforço. Quer isto dizer que as despesas com créditos não devem representar mensalmente mais do que 40% do seu rendimento familiar. Tendo isso em mente, faça uma análise realista de quanto pode pagar de prestação, porque esse é um excelente indicador para ter em conta quando definir o intervalo de preço de compra em que a sua casa tem de estar.

Quais são os melhores indicadores para comparar diferentes propostas de Crédito Habitação?

Muitos responderão “spread” a esta questão, mas é importante clarificar que o spread é apenas um custo entre muitos outros do Crédito Habitação, pelo que a proposta com menor spread não é necessariamente aquela em que vai pagar menos pelo seu empréstimo. Se quer identificar a proposta mais vantajosa, olhe antes para a TAEG e o MTIC.

A TAEG engloba as comissões cobradas pelo Banco, os juros, as despesas legais com os impostos e com o registo da hipoteca e os custos dos seguros associados ao empréstimo (o seguro do imóvel e o seguro de vida), pelo quanto menor for a TAEG menores são os custos do empréstimo. Por seu lado, o MTIC tem em conta, para além do valor de crédito concedido, todos os custos associados, nomeadamente juros, comissões bancárias, impostos e outros encargos, apresentado o valor total que irá pagar durante todo o período do empréstimo.

Depois de ponderar bem todas estas questões, avance então para o simulador de crédito habitação com a confiança de poder tomar decisões mais informadas e escolher a melhor solução.


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3 Conselhos antes de amortizar o crédito habitação

24 de Novembro, 2019 | por CFinanceiro

Amortizar o crédito habitação deve ser uma prioridade para a maioria de nós! Há quem lhe chame a divida de uma vida!

Amortizar o crédito habitação é sempre uma preocupação para quem o tem ou pretende vir a ter. Estamos por isso a preparar uma nova ferramenta com base no Método para Poupar 30% no Crédito Habitação. Vai ajudar a definir qual a melhor estratégia de amortização para si!

É muito importante perceber que pode haver outras prioridades que devem ser postas em prática antes de amortizar o crédito habitação. Sejam essas prioridades para obter maior poupança ou para dar segurança no caso de acontecer algo como por exemplo um desemprego.

Leia também: Como pouparam 40.000€ por transferir o Crédito habitação

Parece nos importante por em prática os seguintes conselhos antes de pensar amortizar o seu crédito habitação:

Fazer um fundo de emergência no valor de 6x os seus custos mensais(créditos, alimentação, agua, luz,…) numa poupança líquida fácil de mobilizar.

Atenção a este conselho, muitos de nós esquecemos que a qualquer momento alguma coisa pode correr menos bem na nossa vida. Mas tem um fundo de emergência, caso aconteça algo que não lhe permita receber os seus rendimentos mensais? Um desemprego por exemplo. Quantos meses conseguirá manter as suas contas em dia caso o rendimento mensal deixe de entrar na sua conta?

O seguro morreu de velho, se tiver um fundo de emergência pode poupar muitas complicações na sua vida!

Amortizar primeiro todos outros créditos que tenha com juros mais altos.

Este conselho é uma questão matemática. Pagar primeiro os créditos mais caros, ou seja, os que cobram mais juros. E assim libertar ainda mais liquidez para o fundo de emergência e para amortizar o crédito habitação.

Mudar o crédito habitação de banco caso tenha um spread superior a 1,2% e seguros para as melhores condições possíveis. Pode poupar até 60% no seguro vida do seu crédito habitação.

Conseguir poupar para amortizar o crédito habitação pode e deve começar no próprio crédito habitação. Deve procurar as melhores condições de mercado para o crédito e para os seguros associados. Pode o fazer através dos nossos parceiros sem qualquer custo para si fruto na nossa parceria, cómodo e grátis!

Com estes conselhos vai conseguir pagar a sua casa mais rápido do que pensa! Vamos voltar a este assunto muito em breve com uma ferramenta que o vai ajudar a perceber o melhor caminho para amortizar o seu crédito


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Seguro de vida, todas as respostas

19 de Novembro, 2019 | por CFinanceiro

1- Posso trocar o meu seguro vida do banco?

A resposta é simples, … SIM pode transferir o seguro de vida do crédito habitação durante a vigência do contrato, e nós estamos aqui para o ajudar nesse processo.

Por comodidade ou por falta de informação, durante anos, grande parte dos consumidores optou por subscrever o seguro de vida do crédito habitação directamente no balcão do banco onde contratou o crédito. Não deixa de ser interessante como se criou a ideia junto da maioria dos devedores, de que o Banco não lhes permite alterar o seguro contratualizado para outra companhia. Se acha que é assim, então este artigo aplica-se especialmente a si.

Todas as entidades bancárias apresentam aos seus clientes que pretendam contratar um crédito à habitação, a obrigatoriedade de subscrever um seguro de vida.

Para proteger os direitos dos consumidores nesta matéria, o Decreto-Lei n.º 222/2009 veio trazer importantes alterações no que diz respeito à celebração dos contratos de seguro de vida associados ao crédito à habitação. A entidade que regula os seguros é a ASF(Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões)

Além de permitir aos clientes a escolha da seguradora que lhe apresentar condições mais favoráveis, outra  novidade que este decreto definiu, foi a possibilidade de transferência do seguro de vida do crédito habitação durante a vigência do contrato, isto é, a escolha da seguradora pode ocorrer mesmo após o início do processo de crédito. Ou seja, o credor está impedido de colocar entraves à mudança do seguro vida, desde que o novo seguro a contratar cumpra os requisitos estabelecidos contratualmente com o Banco.

Deve também ter em atenção o tempo legal acordado para a denúncia do contrato, nem todas as seguradoras exigem o mesmo prazo, mas normalmente devem ser avisadas com pelo menos 30 dias antes da renovação.

Para proteger os interesses próprios, os bancos dão bonificações no spread do crédito habitação, se os clientes contratarem o seguro de vida que lhes interessa. Desta forma, podemos estar a pagar muito mais por um seguro de vida do que realmente é necessário. A questão que se coloca, é se essa bonificação do spread justifica o custo abusivo da contratação do seguro vida no banco. Se está no grupo de pessoas que tem esta dúvida peça-nos aqui uma simulação e veja se mesmo assim ainda tem poupança.

2- O banco vai-me penalizar no spread?

Esta questão deve ser analisada aquando da transferência de seguro ligada ao crédito à habitação e depende de banco para banco. São cada vez menos os bancos que penalizam os seus clientes quando tentam efetuar alterações ao empréstimo.

Aquando da negociação das condições a aplicar ao crédito deverá sempre solicitar as mesmas com os seguros feitos fora da entidade bancária dado que ficam mais vantajosos.

Para contratos já existentes e para verificar se a mudança do seguro implica alterações no spread deve consultar a escritura e documentos complementares pois lá contém toda a informação. Caso não possua estes documentos pode sempre falar com o gestor de conta que dará as devidas informações.

Havendo aumento de spread isto não implica que não compensa mudar o seguro. Tem sim que saber qual a percentagem de aumento e melhor ainda saber para quanto passará a prestação com esse aumento de spread. Depois de reunir esta informação pode então comparar se a mudança de seguro compensa. Só assim pode avaliar a situação.  Não fique apenas pela informação que vai ter aumento no spread, procure sim saber qual será esse aumento em termo de €. Mesmo tendo agravamento no spread, na maioria dos casos compensa mudar o seguro pois a poupança que existe no seguro de vida ligado ao crédito habitação pode mesmo chegar aos 60%.

Ao mudar de seguradora, o cliente só terá que entregar no banco uma apólice com as coberturas exigidas pelo mesmo, estando estes pressupostos mencionados na escritura e documentos complementares.

Com esta poupança de quase 60% muitas das vezes permite aos clientes não só mudar de seguradora mas também melhorar o seguro em termos de coberturas. A exigência de cobertura depende de banco para banco em que alguns apenas exigem a cobertura de invalidez menos abrangente, a Invalidez Absoluta e Definitiva (IAD). A poupança permite então aos clientes subscreverem a cobertura de invalidez melhor e mais abrangente, a Invalidez Total e Permanente (ITP).

Tendo em conta o mencionado e sendo o processo de transferência de seguro muito simples de processar não perde nada em solicitar simulações para o S/ caso em específico.

 

3- Não percebo nada de papéis, onde é que eu vejo que seguro tenho e o valor?

O seguro de vida tem como principal finalidade proteger os titulares do crédito à habitação e a sua família em caso de morte ou invalidez, mas não é um seguro obrigatório por lei. No entanto,  no crédito à habitação a lei prevê que como reforço da garantia, a instituição de crédito  possa  solicitar a sua contratação.

No que concerne a que coberturas tem pode verificar na escritura do crédito habitação que fez com o seu banco assim como nos documentos complementares. Aquando da realização da mesma deverá ter recebido nessa altura a apólice do seguro de vida do crédito à habitação onde vem mencionado as coberturas contratadas.

Além da principal cobertura de morte, no seguro de vida ligado ao crédito à habitação é normalmente exigida pelos bancos uma cobertura adicional, que poderá ser ser mais ou menos abrangente, conforme se trate de uma cobertura de Invalidez Total e Permanente (ITP) ou de Invalidez Absoluta e Definitiva (IAD). A ITP é mais abrangente e pode ser acionada face a uma situação de invalidez igual ou superior a 65%. A IAD, normalmente exigida pela maioria dos bancos, só é ativada caso o titular fique completamente incapacitado e dependente de terceiros para o exercício das suas funções básicas. Ou seja, se a pessoa segura sofrer um acidente que o incapacite para o trabalho, mas continue o seu dia a dia (não depender de terceiros) a cobertura de IAD não pode ser acionada enquanto a cobertura ITP pode.

Caso tenha acesso ao seu banco online também lá poderá encontrar alguma informação sobre que coberturas tem contratadas.

Caso não possua nenhuma documentação pode questionar o seu banco ou diretamente com a seguradora para saber que coberturas tem contratadas e qual o respetivo prémio.

Estas informações são importantes para verificar a possibilidade me mudar de seguradora.

 

4 – Que dados são necessários para fazer uma simulação?

Com a conjuntura actual, e com a maior informação que cada vez mais existe sobre os produtos financeiros, é natural que as pessoas procurem ficar mais esclarecidas sobre os produtos que possuem.

Um desses produtos é o seguro de vida agregado ao crédito habitação.

Qualquer pessoa que vá contratar um crédito habitação é obrigada a contratar alguns produtos, onde se inclui o seguro de vida.

O seguro de vida é o produto que vai permitir ao cliente ficar salvaguardado, no caso de morte ou invalidez, daí este ser um produto bastante importante, e que deverá ser bem ponderado na altura da contratação do mesmo.

Apesar do Seguro em causa ser obrigatório, o cliente não é obrigado a contratar este produto junto do banco onde vai contrair o empréstimo, pelo que poderá fazer essa contratação em companhias externas ao Banco em causa, sem ter qualquer implicação ao nível do spread!

Ademais, saliente-se que mesmo os clientes que tenham o seguro de vida contratado no Banco onde está domiciliado o crédito habitação podem fazer essa alteração e passar o Seguro para fora do Banco.

Hoje em dia é cada vez mais fácil fazê-lo!

A cada dia que passa, somam-se as diversas informações quanto a este tema, e são variadas as companhias de Seguros que apresentam ofertas neste sentido!

Neste ensejo, qualquer pessoa pode solicitar uma Simulação e dessa forma ficar a saber se está a pagar muito e qual é a poupança que poderá vir a apresentar a troca do seu Seguro de Vida.

Apenas com uma pesquisa rápida na internet, conseguimos descobrir alguns sites onde podemos pedir essas mesmas simulações.

Vamos agora falar sobre um ponto importante, que é:

Quais os dados necessários para pedir uma simulação de um seguro de vida?

  1. Datas de nascimento (de 1 ou 2 proponentes);
  2. Capital em dívida (empréstimo);
  3. Prazo que falta para acabar o empréstimo;

Com estes três dados conseguimos fazer uma simulação e desta forma perceber se estamos ou não a pagar muito pelo nosso seguro actual.

Para uma simulação ainda mais realista, podemos ainda indicar as profissões dos proponentes e o Banco onde têm o seu seguro actual.

Esperamos que estas informações tenham sido úteis para esclarecer alguns aspectos relacionados com o tema em questão.

 

5- Existe algum prazo para mudar de seguro ou posso fazer em qualquer altura?

Na grande maioria dos casos, para transferir o seguro de vida do crédito habitação, deve comunicar por escrito a intenção de cancelamento do seguro à actual companhia, respeitando um prazo mínimo de 30 dias. Esta comunicação deve ser feita em carta registada com aviso de recepção.

Para tal, deve ter em atenção a periodicidade de pagamento do seu seguro actual. Assim, se pagar o seu seguro de vida mensalmente, pode tratar do cancelamento em qualquer altura. Se a periodicidade de pagamento for trimestral, semestral ou anual, o cancelamento deve ser informado com os 30 dias antes do início do próximo período. Deve também ter em atenção se o banco tem os débitos do seu seguro actualizados, para não correr o risco de ter de pagar o seguro novo e o antigo no mês da mudança. Caso não saiba qual o prazo necessário para pedir o cancelamento do seu seguro de vida, deve verificar as condições particulares da sua apólice actual.

 

6- E o seguro é mesmo igual?

O seguro de vida agregado ao crédito habitação, é um produto que além de ser obrigatório a todas as pessoas que contratam um crédito habitação, é um seguro que pode ter várias coberturas diferentes pelo que convém estarmos informados sobre as mesmas quando o vamos contratar.

Já passaram os tempos em que íamos ao banco e o senhor do banco, nos punha os papéis á frente e nós assinávamos sem fazer a mínima ideia do que estávamos a assinar.

E se por acaso em conversa alguém nos perguntasse que seguro tínhamos, nós não fazíamos a menor ideia, sabíamos que tínhamos um seguro porque tínhamos assinado uns papéis no banco.

Hoje em dia existe cada vez mais informação sobre este tema e as siglas IAD e ITP já não são de todo desconhecidas dos consumidores.

Vamos lá então tentar descodificar este produto.

Quando contratamos um crédito Habitação, somos obrigados a contratar um seguro de vida que nos vais pagar o empréstimo em caso de haver uma morte ou uma invalidez e um seguro MultiRiscos vulgarmente chamado seguro de paredes que nos vai valer no caso de acontecer algo com a nossa casa (Inundações, Riscos eléctricos, etc), por agora vamos nos focar no seguro de vida.

O seguro de vida tem 2 coberturas; a cobertura de morte, que é a cobertura principal e que vai pagar o empréstimo no caso de existir uma morte de qualquer um dos proponentes, posteriormente existe uma cobertura complementar que é a cobertura de invalidez.

Esta cobertura de invalidez vai pagar o empréstimo ao banco no caso de acontecer uma invalidez, aos proponentes.

Dentro da cobertura de Invalidez existem dois tipos;

– Uma cobertura mais baixa, vulgarmente denominada por IAD (Invalidez Absoluta e Definitiva), para esta cobertura ser activada o proponente tem de ficar com uma percentagem de invalidez a rondar os 100%, basicamente tem de ficar em estado vegetativo, dependente de terceiros para fazer as funções básicas do dia-a-dia.

– Existe também uma cobertura ITP (Invalidez Total e Permanente), que é uma cobertura mais alargada, pois basta o proponente ficar com uma invalidez para a sua actividade profissional para poder activar o seguro e o empréstimo ser pago ao banco. Dentro desta cobertura ITP, existem alguns escalões de percentagem de invalidez, os mais comuns são a partir dos 60% ou a partir dos 66%.

Desta forma quando pensamos em retirar o nosso seguro do banco, apenas temos de confirmar qual a cobertura que temos contratado na nossa apólice (se é a IAD ou a ITP), e ao transferir temos sempre de contratar a cobertura igual ou superior á que temos no banco.

Vamos dar um exemplo, se a minha cobertura actual for uma IAD eu ao trocar, posso trocar para um seguro com a cobertura IAD ou a cobertura ITP, pois a cobertura ITP é superior.

Se eu já tiver contratado um seguro com a cobertura ITP, ao trocar apenas posso contratar um seguro com a cobertura ITP, pois como a cobertura IAD é inferior o banco não me vai permitir efetuar essa troca.

Esperamos ter dado uma ajuda relativamente a este tema.

 

7- E como é que mudo o seguro para a nova Seguradora?

Muito se tem discutido sobre a situação dos Seguros de Vida associados ao Crédito Habitação. Ao longo dos anos foram-se criando ideias pré-concebidas, mitos sobre este assunto. Mitos que ainda hoje persistem e que impedem muitas pessoas de terem acesso a uma poupança considerável por terem medo do que possa acontecer, especialmente no que respeita à obtenção e manutenção do spread dos seus contratos de Crédito Habitação.

Ora, com a entrada em vigor do Dec-Lei 222/2009, muitas dessas dúvidas foram desmitificadas e a Lei é muito clara:

–  É de facto obrigatório subscrever um Seguro de Vida associado ao Crédito Habitação e mantê-lo activo durante toda a vida daquele contrato. Não é, no entanto, obrigatório subscrevê-lo ou mantê-lo na Entidade Financeira onde tem o Crédito Habitação.

– A penalização do spread pela retirada do produto Seguro de Vida da Entidade Bancária onde subscreveu o Crédito Habitação só é possível se estiver descrito na Escritura, nomeadamente no Documento Complementar, na alínea onde se referem os requisitos necessários para obter e manter o spread, caso contrário, não haverá qualquer alteração na sua mensalidade!  Ainda assim, e caso haja penalização, na maioria das vezes a poupança obtida com a retirada do Seguro de Vida do Banco (poupanças na ordem dos 40%, 50%, 60%) compensa o aumento da prestação mensal do Crédito Habitação. Há simuladores específicos onde podemos calcular esses aumentos/versus poupança.

Se a transferência do Seguro de Vida for a sua decisão há alguns passos a cumprir. Assim:

–  Deverá enviar à Companhia de Seguros um ofício registado, a informar da intenção de cancelar a sua Apólice. De acordo com a Lei vigente, este pré-aviso deverá dar entrada na Seguradora 30 dias antes do prazo escolhido para o cancelamento. Será um ofício simples onde identifica a(s) pessoa(s) segura(s), a(s) Apólice(s) e a Entidade Credora. Simultaneamente deverá cancelar o débito directo, no multibanco, para não correr o risco de lhe serem debitadas mensalidades, indevidamente. Caso isto aconteça, poderá sempre pedir, ao balcão, a revogação dos pagamentos num prazo de 60 dias.

– Por último, mas não menos importante, é a entrega das Condições Particulares da nova Apólice ao Banco.

Tenha em atenção que a entrega destes documentos deverá ser feita através de e-mail, para ficar com a prova de entrega. Se entregar directamente no balcão leve consigo outra cópia para ser carimbada pela Instituição Bancária, como recibo.

8- Pois, mas isto dá muito trabalho. Será que existe alguma empresa que faça isto por mim?

A transferência do Seguro de Vida do Crédito Habitação é, cada vez mais, uma preocupação por se tratar de um encargo obrigatório que quando desvalorizado pode resultar em desperdício de dinheiro.

Assim, e com a entrada em vigor do Dec-Lei 222/2009 que clarifica muitas ideias pré-concebidas sobre este assunto, demonstra sem margem para dúvidas que é fácil e rápido esta transferência, quer seja tratada pela Pessoa Segura ou por agências especializadas.

Se faz parte do grupo dos segurados abandonadas à inércia, aconselho vivamente a que se dirija a um mediador de seguros onde encontrará profissionais que lhe podem apresentar a melhor solução de mercado para o seu caso específico.

Há alguns passos que terá de seguir:

– Para que o mediador de seguros o possa ajudar, deverá levar consigo os seguintes dados:

– Capital actual em dívida.

– Prazo remanescente.

– Data de nascimento e profissão das pessoas seguras.

– Se possível, levar cópia da Apólice em vigor para que se possa identificar a cobertura que tem contratada.

Com estes dados, o mediador de seguros dar-lhe-á de imediato, a simulação com indicação da Seguradora que lhe oferece as melhores condições de mercado e que tratará por si, e de forma gratuita, de todo o processo de transferência, caso assim o pretenda.

Existem, por todo o país e com certeza perto de si, agências idóneas que o poderão ajudar. Pode também trabalhar com os nossos parceiros que analisam milhares de processos todos os meses com poupanças médias de 60%!


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