Como funciona o Crédito à Habitação bonificado para pessoas com deficiência

9 de Junho, 2021 | por Cláudia Oliveira

Crédito Habitação Bonificado pessoas com Deficiência

As pessoas portadoras de deficiência têm direito a um regime especial de acesso ao Crédito à Habitação. Entenda como funciona o Regime de Crédito à Habitação Bonificado e quais são as condições.

O regime de crédito à habitação bonificado para pessoas com deficiência está em vigor desde 2015 (Lei n.º 64/2014). O objetivo deste regime é facilitar o acesso destas pessoas ao crédito à habitação, sendo-lhes atribuídas algumas condições especiais. Contudo, apesar da existência deste regime, os bancos não são obrigados a conceder o crédito ao abrigo deste regime. Entenda a seguir como funciona o crédito à habitação bonificado e quais são as condições exigidas.

 Regime de Crédito à Habitação Bonificado

O que é e como funciona este regime?

O crédito à habitação bonificado é um regime de crédito com condições especiais, como é o caso da bonificação das taxas de juro. Os créditos à habitação concedidos através deste regime podem destinar-se a diferentes finalidades, tal como indica o Banco de Portugal:

  • Aquisição, ampliação, construção ou realização de obras de conservação ou beneficiação de habitação própria permanente (incluindo a aquisição de garagem individual ou de lugar de parqueamento em garagem coletiva);
  • Aquisição de terreno e construção de imóvel destinado a habitação própria permanente (incluindo a construção de garagem individual);
  • Realização de obras de conservação e de beneficiação em partes comuns dos edifícios destinadas ao cumprimento das normas técnicas, exigidas por lei, para melhoria da acessibilidade aos edifícios habitacionais, por parte de proprietários de frações autónomas, que constituam a sua habitação própria permanente, e cuja responsabilidade seja dos condóminos.

Quem pode aceder?

Podem aceder a este regime de crédito as pessoas com mais de 18 anos e um grau de incapacidade igual ou superior a 60%. Contudo, como já referimos, as instituições bancárias não estão obrigadas a conceder o crédito ao abrigo deste regime especial. No entanto, o cliente tem direito à conversão do seu empréstimo para este regime quando a aquisição do grau de incapacidade for posterior à celebração do contrato de crédito à habitação.

comprovação da incapacidade deve ser feita através de um atestado médico de incapacidade multiuso.

Quais são as principais condições?

Por se tratar de um regime especial, existe um conjunto de condições associadas:

  • Os empréstimos abrangidos por este regime de crédito beneficiam de uma bonificação na taxa de juro igual à diferença entre a TRCB — Taxa de Referência de Crédito Bonificado (Portaria n.º 502/2003, de 26 de junho) e 65% da taxa de referência do BCE — Banco Central Europeu;
  • O montante máximo do empréstimo é de 190 mil euros;
  • O valor do empréstimo não pode exceder 90% do valor de avaliação da habitação realizada pelo banco;
  • O prazo máximo do empréstimo é de 50 anos;
  • A contratação de um seguro de vida não é obrigatória por lei. Contudo, e tal como acontece no regime geral de crédito à habitação, o banco pode solicitar a contratação deste seguro;
  • Nenhum membro do agregado familiar pode possuir outro empréstimo em qualquer regime de crédito bonificado;
  • O crédito não pode ser utilizado para comprar casa a ascendentes ou descendentes;
  • O cliente não pode vender a habitação no prazo de 5 anos após a data de celebração do contrato de empréstimo.

O que fazer quando a incapacidade surge depois da contratação do crédito?

A lei permite que, nesta situação, o cliente possa mudar o seu empréstimo para o regime de crédito bonificado para pessoas com deficiência. Para o fazer, deve então apresentar um requerimento ao seu banco a solicitar essa mudança.

Importa referir que, o novo prazo de empréstimo a definir terá em conta o número de anos decorridos do empréstimo anterior e a soma dos prazos dos dois empréstimos não pode exceder os 50 anos.

_

Leia também: Tudo sobre Crédito Habitação (em vídeo)

Crédito à Habitação Bonificado – Compare as diferentes opções antes de aceitar!

Tal como em qualquer outro pedido de crédito à habitação, deverá fazer uma pesquisa exaustiva para encontrar as melhores condições para o seu caso. Nunca aceite a primeira proposta que lhe é apresentada pois pode estar a perder a oportunidade de contrair um crédito com melhores condições. O ideal será contar com a ajuda de um intermediário de crédito que o vai ajudar, não só a encontrar o melhor crédito, como também a tratar de todas as exigências legais. Um intermediário de crédito nada mais é do que um facilitador de todo o processo de concessão de crédito.

Por fim, não deixe de pedir uma simulação de crédito à habitação. Para além de ser gratuita, consegue comparar todas as opções disponíveis no mercado com maior facilidade e rapidez.

_

Leia também: Crédito Habitação – Uma equipa de profissionais a trabalhar para si!


Partilhe este artigo

Facebook Twitter Email LinkedIn Reddit WhatsApp Telegram

O impacto do DSTI na aprovação do Crédito à Habitação

21 de Maio, 2021 | por Cláudia Oliveira

DSTI Crédtio Habitação

Precisa de comprar um imóvel com recurso ao Crédito à Habitação? Entenda o que é o DSTI e como este indicador pode ser o motivo para o crédito não ser aprovado.

Quando compra um imóvel com recurso ao Crédito à Habitação terá acesso a um conjunto de condições que podem suscitar algumas dúvidas. Pedir um empréstimo à habitação pode ser um processo um pouco penoso para quem nunca ouviu falar das condições exigidas pelos bancos, mas tem que tomar decisões. Entre essas condições, está o Debt Service-to-Income (DSI). O DSTI é uma medida macroprudencial do Banco de Portugal e é decisivo para a concessão de um Crédito à Habitação.

Descubra neste artigo em que consiste este indicador e qual o impacto que terá na aprovação do seu Crédito à Habitação.

O que é o Debt Service-to-Income (DSTI)?

O Banco de Portugal promove a estabilidade económica e financeira com o intuito de evitar riscos que coloquem em causa a solidez do setor financeiro. Nesse sentido, propõe recomendações com o objetivo de reduzir esses riscos. Entre essas recomendações está a prudência que os bancos devem ter quando concedem novos créditos aos consumidores. Nesse seguimento surge o DSTI, que é um conceito muito próximo à taxa de esforço.

O DSTI é um indicador do grau do esforço financeiro do cliente relativo ao pagamento de uma dívida. E, de acordo com o definido na Recomendação do Banco de Portugal, os bancos quando concedem créditos devem obedecer a limites no que respeita ao DSTI. Esses limites aplicam-se a todas as instituições de crédito e sociedades financeiras autorizadas a conceder empréstimos em Portugal.

De forma resumida, o DSTI existe para analisar a probabilidade do consumidor entrar em incumprimento no pagamento do empréstimo.

_

Leia também: Tudo sobre Crédito Habitação (em vídeo)

Como se aplica ao Crédito à Habitação?

Sendo o DSTI um dos indicadores usados pelos bancos na avaliação da solvabilidade dos clientes, é então um dos indicadores mais importantes para quem precisa de um Crédito à Habitação. Na adesão aos novos créditos, o Banco de Portugal define um limite máximo de 50% para o DSTI. Contudo, o ideal é que o DSTI não ultrapasse os 35%.

Para chegar à percentagem do DSTI, utiliza-se a seguinte fórmula:

DSTI = (Prestações mensais / Rendimento líquido mensal) x 100

São então consideradas todas as prestações mensais relativas aos empréstimos do consumidor e o seu rendimento líquido (já sem as deduções de impostos e contribuições obrigatórias para a Segurança Social).

Assim, se o resultado ultrapassar o limite recomendado pelo Banco de Portugal, o mais certo é que o pedido de Crédito à Habitação seja recusado. Contudo, podem existir exceções mas, nesse caso, terão de ser justificadas pelos bancos ao Banco de Portugal.

Importa referir que, para além do DSTI, existem outros indicadores que o banco terá em conta antes de aceitar o crédito, como é o caso do loan-to-value(LTV) e a maturidade do empréstimo (número de anos).

Se tiver curiosidade em conhecer a sua taxa de esforço (ou DSTI) para adquirir um Crédito à Habitação, use esta Calculadora da Taxa de Esforço. Através da calculadora vai conseguir saber duas taxas diferentes: a primeira só inclui os encargos com empréstimos e a segunda, para além dos encargos com empréstimos, também inclui as despesas gerais como a água ou eletricidade. Se tiver dúvidas no preenchimento da calculadora, assista a este vídeo onde explicamos como deve preencher os diferentes campos.

_

Leia também: 5 Dicas para preparar as suas Finanças Pessoais para o Crédito Habitação

DSTI – O que deve fazer se estiver próximo ou acima do limite

Em primeiro lugar, não olha para o DSTI ou a taxa de esforço como seus “inimigos”. Como já vimos, o DSTI existe também para garantir a sua defesa ao não permitir que assuma o Crédito à Habitação sem ter uma margem financeira que o deixe confortável. 

Por isso, se usou a calculadora e percebeu que ficou próximo do limite, ou até o ultrapassou, então é preciso repensar algumas coisas. Em primeiro lugar deve ser realista e procurar uma casa com um valor compatível com a sua situação financeira atual. Depois, procure aumentar o valor que vai dar na entrada. Porquê? Porque isso irá reduzir também o valor do crédito e por sua vez pode baixar a prestação mensal.

Relativamente aos outros créditos que já tem, procure liquidar primeiro alguns antes de avançar para um novo crédito. Dessa forma estará também a reduzir os encargos mensais, o que terá influência no DSTI. Depois, procure também reduzir algumas despesas (alimentação, eletricidade, etc) e aumentar a sua poupança. Acredite que isso será importante, não só para conseguir a aprovação do crédito, mas principalmente para suportar a prestação mensal e eventualmente poupar para amortizar mais tarde.

Importa referir que é fundamental que procure no mercado um Crédito à Habitação com as condições mais vantajosas. Por isso, o nosso último conselho é que peça primeiro uma simulação para receber uma proposta que lhe permita assumir o crédito sem um elevado esforço financeiro.

Não deixe de assistir ao 6º Episódio dos 3 Consultores onde explicamos melhor as diferentes taxas de esforço na avaliação de solvabilidade dos clientes para a concessão de crédito:

_

Leia também: Vantagens e desvantagens de trabalhar com intermediários de crédito


Partilhe este artigo

Facebook Twitter Email LinkedIn Reddit WhatsApp Telegram

Como pedir um Crédito à Habitação para não residentes

17 de Maio, 2021 | por Cláudia Oliveira

Crédito à Habitação não residentes

Não reside em Portugal mas quer comprar uma casa cá com recurso ao Crédito à Habitação? Entenda como funciona o Crédito à Habitação para não residentes e como o deve pedir.

A procura por imóveis em Portugal por não residentes tem sido uma tendência. Embora a pandemia tenha desacelerado essa procura, é expectável que nos próximos meses a situação se altere. Sejam portugueses a residir noutros países ou estrangeiros, Portugal tem sido especialmente procurado para a compra de casas destinadas à segunda habitação. Contudo, muitos não residentes precisam de recorrer a um Crédito à Habitação. Se é o seu caso, é importante que entenda quais as condições aplicáveis e como deve fazer o seu pedido.

Como funciona o Crédito à Habitação para não residentes?

O Crédito à Habitação para não residentes destina-se às pessoas que não residem em Portugal, mas querem comprar um imóvel cá. Contudo, podem ou não ter nacionalidade portuguesa porque o critério neste caso é a residência fiscal.

Relativamente às condições do Crédito à Habitação, não há muitas diferenças comparativamente ao crédito para residentes. Porém, é provável que as condições sejam mais restritivas para não residentes. Isso normalmente tem impacto na percentagem de financiamento. Enquanto que num crédito para residentes a maioria dos bancos aplica 90% de limite de financiamento, para não residentes essa percentagem pode descer para os 70%, por exemplo. Não há por isso uma regra única e cada banco define quais são os critérios de risco, até porque é mais difícil a aceitação de fiadores ou garantias hipotecárias fora de Portugal.

Por outro lado, existem também muitos bancos com interesse neste tipo de clientes. Isso deve-se ao facto de muitos não residentes terem melhores rendimentos, algo que tem um peso muito significativo no Crédito à Habitação. Normalmente os não residentes precisam de um financiamento mais reduzido e têm um taxa de esforço inferior comparativamente aos residentes.

Para saber como funciona um Crédito à Habitação e descodificar todas as condições aplicáveis, consulte o nosso artigo 👉 “Tudo sobre Crédito à Habitação“.

_

Leia também: 5 Dicas para preparar as suas Finanças Pessoais para o Crédito Habitação

Como pedir o Crédito à Habitação para Não Residentes?

O pedido de Crédito à Habitação para não residentes é feito de forma idêntica aos pedidos de residentes. Para isso, se é não residente, pode fazer o seu pedido diretamente ao banco ou então recorrer a um intermediário de crédito. Os intermediários de crédito são especialmente importantes para não residentes por causa do distanciamento físico. Para além disso, os intermediários estão habituados a negociar com os bancos, sendo uma boa ajuda para poupar tempo e dinheiro. Contudo, seja qual for a sua decisão, o nosso conselho é que peça primeiro uma simulação gratuita do Crédito à Habitação ✍ Assim, fica a conhecer desde já as atuais condições do mercado em Portugal para o seu caso.

Importa referir que são vários os fatores que deve ter em consideração na hora de escolher o tipo de Crédito Habitação e a instituição bancária:

Para além disso, terá de analisar e decidir com cuidado o valor de entrada, o prazo para o empréstimo e ainda o valor da prestação mensal. Não se esqueça também que vai precisar de reunir alguma documentação: documentos de identificação (ou passaporte), declaração anual de rendimentos, últimos três recibos de vencimento, últimos três extratos mensais da conta bancária, declaração de situação profissional, entre outros.

Por fim, não deixe de assistir ao nosso episódio dos 3 Consultores sobre Crédito à Habitação para não residentes:

_

Leia também: O que tem de saber antes de pedir um Crédito Habitação


Partilhe este artigo

Facebook Twitter Email LinkedIn Reddit WhatsApp Telegram

Comprar Casa: quais são os impostos a pagar?

4 de Maio, 2021 | por Cláudia Oliveira

Impostos Comprar Casa

Se vai comprar uma casa, é importante conhecer todos os encargos fiscais e fazer contas. Lembre-se que, para além da compra da casa, deve contar com o valor dos impostos.

A decisão de comprar casa deve sempre ser tomada com o conhecimento de todos os encargos associados. Para além do valor da casa, é preciso contabilizar os custos com os impostos, que têm um peso significativo para o comprador. Estes impostos, que são de pagamento obrigatório ao Estado, são precisamente três: o Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT), o Imposto do Selo (IS) e o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI). Entenda a seguir em que consiste cada um e como é calculado o valor a pagar.

1) Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT)

O primeiro imposto que deve ter em conta é o IMT. Na verdade, é o imposto mais dispendioso quando ocorre a transmissão financeira da compra e venda de um imóvel. Trata-se de um imposto municipal, tal como indica o nome, e é pago uma única vez antes da venda da casa. Por isso, cabe ao comprador o pagamento do IMT antes da venda. No momento da escritura, o notário irá solicitar o comprovativo de pagamento.

E como é calculado o IMT? O IMT incide sobre o Valor Patrimonial Tributário (VPT) ou sobre valor de aquisição de escritura do imóvel, sendo considerado no cálculo o mais elevado destes dois. Adicionalmente, deverá ainda ser subtraída uma parcela correspondente à taxa a aplicar. A taxa a aplicar pode variar consoante estes três critérios: o tipo (urbano ou rústico), a localização (Continente ou Regiões Autónomas) e a sua finalidade (Habitação Própria Permanente ou Secundária).

Para o cálculo do IMT é então usada a seguinte fórmula:

IMT = Valor de Escritura ou Valor Patrimonial Tributário (o maior) x Taxa a aplicar – Parcela a abater

Para conhecer a taxa a aplicar e a parcela a abater para o seu caso em particular, consulte a tabela das taxas do IMT no Portal das Finanças.

Isenção de IMT

A lei prevê algumas situações em que se aplica a isenção do pagamento do IMT. Assim, para os imóveis destinados exclusivamente a habitação até 92.407€, não há lugar ao pagamento de IMT. Já nas Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, o valor máximo é de 115.508,75€.

Aconselhamos que consulte o nosso artigo “IMT: Quem tem direito à isenção deste imposto?“para conhecer todas as situações de isenção e saber como deve pedir essa isenção.

_

Leia também: 5 Dicas para preparar as suas Finanças Pessoais para o Crédito Habitação

2) Imposto de Selo (IS)

Juntamente com o IMT, terá também de pagar o Imposto de Selo. Este imposto deve ser pago pelo comprador no momento da escritura e pode ser aplicado em dois momentos:

Imposto do Selo na compra e venda do imóvel

O primeiro momento da aplicação do IS ocorre na compra e venda do imóvel. Ou seja, como já referimos, na celebração da escritura é necessário que o comprador da casa pague este imposto.

Neste caso, aplica-se uma taxa de 0,80% sobre o valor definido na escritura ou VPT. Ou seja:

Imposto de Selo = Valor de Escritura ou Valor Patrimonial Tributário (o maior) x 0,80%

Exemplo: se o valor da casa for de 220 mil euros, então terá de pagar 1.750€ de IS.

Imposto do Selo no Crédito à Habitação

Caso exista um Crédito à Habitação, será também necessário pagar o imposto sobre o valor financiado. Assim, quando receber o montante pedido, terá que pagar o IS. Neste caso, existem duas incidências diferentes, consoante o prazo do empréstimo:

  • Prazo até 5 anos: imposto de 0,50%;
  • Prazo superior a 5 anos: imposto de 0,60%.

A fórmula para o cálculo é então:

Imposto de Selo = Valor do Crédito à Habitação x 0,60% (ou 0,50%)

Pode consultar a Tabela Geral do Imposto do Selo no Portal das Finanças.

_

Leia também: Tudo sobre Crédito Habitação (em vídeo)

3) Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI)

O último imposto que deve considerar é o IMI. É novamente um imposto municipal mas, ao contrário dos impostos anteriores, é pago de forma periódica. Ou seja, não é um imposto da pagamento único, sendo cobrado todos os anos a partir do mês de maio.

O IMI é um imposto que incide sobre o Valor Patrimonial Tributário (VPT) com base na seguinte fórmula:

IMI = Valor Patrimonial Tributário (VPT) x Taxa aplicável

A taxa aplicável é fixada, anualmente, pelo município onde se localiza o imóvel. Segundo o Código do IMI, no caso dos prédios urbanos, a taxa varia entre 0,30% e 0,45%. Já no caso dos prédios rústicos, a taxa fica pelos 0,80%. Saiba aqui como consultar as taxas de IMI dos diferentes municípios.

Isenção de IMI

O Código do IMI contempla algumas situações para a isenção do pagamento do IMI:

  1. Isenção permanente:
    • O agregado familiar não pode ter um rendimento bruto anual superior a 2,3 vezes o valor anual do Indexante dos Apoios Sociais (IAS). Isto é, 15 295 euros (475 euros x 14 meses x 2,3);
    • O Valor Patrimonial Tributário (VPT) global dos imóveis pertencentes ao agregado familiar não pode ser superior a 10 vezes o valor anual do IAS. Ou seja, 66 500 euros (475 euros x 14 meses x 10).
  2. Isenção temporária:
    • O rendimento coletável anual do agregado familiar não pode ultrapassar 153 300 euros;
    • O imóvel não pode ter um VPT superior a 125 000 euros.

Aconselhamos que consulte o nosso artigo “Isenção de IMI: quem tem direito e como pedir” para conhecer todas as situações de isenção e saber como deve pedir essa isenção.

_

Leia também: IMI Familiar: saiba como funciona e se tem direito ao desconto

Comprar Casa – Tenha atenção aos outros encargos!

A casa é uma das aquisições que mais pesa no orçamento das famílias. Para além dos impostos que já explicámos, é preciso ter em conta outros encargos como é o caso da escritura. Para além disso, se vai contrair um Crédito à Habitação, então, para além da prestação, ainda precisa de contar com outras despesas, como é o caso do Seguro de Vida. Assim, deve ter especial cuidado no momento de negociar o seu Crédito Habitação. Peça ajuda especializada neste processo para garantir que encontra a melhor proposta para o seu caso.

Por fim, não se esqueça de calcular a sua Taxa de Esforço antes de avançar. Ou seja, deve garantir que tem margem financeira para suportar todos os custos com a compra de uma casa.

_

Leia também: Crédito Habitação – Uma equipa de profissionais a trabalhar para si!


Partilhe este artigo

Facebook Twitter Email LinkedIn Reddit WhatsApp Telegram

Vai ser fiador de um Crédito Habitação? Saiba como se proteger

11 de Março, 2021 | por Cláudia Oliveira

Fiador Crédito Habitação

Ser fiador de um familiar ou um amigo num Crédito Habitação pode trazer-lhe alguns riscos. Contudo, existem alguns cuidados que pode tomar para garantir a sua proteção.

Apesar de alguns riscos, as pessoas normalmente aceitam ser fiadores de familiares ou amigos para os ajudarem. E não há nada de errado nisso desde que garanta a sua própria segurança neste processo. Isso é especialmente importante para ser for um fiador de um Crédito Habitação, uma vez que o empréstimo tem um valor bastante elevado.

Assim, deve ponderar com muito cuidado antes de aceitar, mesmo que o pedido venha de um familiar muito próximo. Não se esqueça que está a colocar o seu próprio património como garantia de uma dívida que não é sua. Se decidir avançar, tenha em atenção os pontos que apresentamos a seguir.

De que forma os fiadores se podem proteger?

Apesar do fiador do Crédito Habitação ter aceite de livre vontade essa condição, existem alguns direitos que lhe são concedidos e o protegem em determinadas situações. São eles:

Benefício de Excussão Prévia

De forma muito simples, se é fiador de um Crédito Habitação, pode recusar-se a pagar a dívida enquanto o banco não executar primeiro todos os bens de quem contraiu o empréstimo.

Para isso, deve garantir que no documento que vai assinar não está a prescindir do benefício de excussão prévia. Apesar de parecer uma decisão lógica, saiba que existem muitos bancos que pressionam os fiadores a renunciarem deste direito. Por essa razão, deve garantir que o seu nome não aparece no contrato como o “principal pagador”. Se prescindir desse direito, ao acontecer algum incumprimento no pagamento, o banco pode começar logo por indicar os seus bens à penhora e não os do devedor.

Prazo de Reflexão

Desde 2018 que está em vigor o regime dos contratos de crédito relativos a imóveis. Por isso, os bancos devem avaliar a capacidade do devedor para assumir o crédito e garantir todas as condições para que o devedor tome uma decisão consciente e informada.

O mesmo acontece com o fiador do Crédito Habitação. Os bancos devem prestar informação sobre as principais características do Crédito Habitação através da Ficha de Informação Normalizada Europeia (FINE). Assim, o fiador tem o direito de receber uma cópia da FINE e da minuta do contrato do crédito. Depois, dispõe de um prazo de reflexão de 7 dias para ponderar antes de decidir avançar.

Renegociar a Dívida

Caso algo corra menos bem, pode sempre tentar renegociar o crédito com as duas partes envolvidas (devedor e credor). Pode, por exemplo, tentar alargar o prazo de pagamento e diminuir o montante das prestações mensais.

A legislação que vigora desde 2013 estabelece que as instituições financeiras devem apresentar aos clientes propostas para regularizarem a sua situação, o que inclui a renegociação de crédito.

Sub-rogação nos Direitos do Credor

Quando o devedor entra em incumprimento e o fiador assume o pagamento da sua dívida, após a mesma se extinguir, o fiador fica sub-rogado nos direitos do credor. Ou seja, o fiador passa a ser o novo credor do devedor. Por isso, pode exigir ao devedor todas as quantidades que pagou ao credor originário (é o chamado “direito de regresso”).

Contudo, não prenda a sua decisão de ser fiador com este direito. Porquê? É fácil entender: quando o devedor entra em incumprimento, significa que já está numa situação financeiramente complicada e é incapaz de assumir as suas obrigações. Por isso, dificilmente o irá reembolsar a si.

_

Leia também: Como pagar o Crédito Habitação em menos de metade do prazo

É possível deixar de ser fiador?

Um fiador nunca pode deixar de o ser unilateralmente. Ou seja, sem o credor aceitar, o que dificilmente acontece. Lembre-se que, quando aceita ser fiador do Crédito Habitação, está a assumir a uma obrigação da qual não se pode desvincular.

Contudo, pode e deve contactar o credor e informá-lo da sua intenção. Pode conseguir que banco o liberte através, por exemplo, da constituição de outro fiador com as mesmas ou melhores garantias.

Ser fiador de um Crédito Habitação – Não se deixe influenciar e tome uma decisão consciente

Muitos são os fiadores que assumem esse papel pela influência e pressão das pessoas próximas, tomando decisões por impulso e sem a devida informação. Não estamos a aconselhá-lo a não ser fiador, mas sim a ser um fiador informado dos seus deveres e direitos. Ao conhecer todos os seus direitos, conseguirá tomar as melhores decisões para a si quando algo correr menos bem.

Por fim, não se esqueça de ponderar bem e fazer contas. Apesar do devedor ter uma situação financeira estável no momento e lhe transmitir alguma confiança, lembre-se que o dia de amanhã é sempre incerto.

_

Consulte também: Tudo sobre Crédito Habitação (em vídeo)


Partilhe este artigo

Facebook Twitter Email LinkedIn Reddit WhatsApp Telegram

Crédito Habitação: o que muda com os diferentes regimes de casamento?

12 de Janeiro, 2021 | por Cláudia Oliveira

Regimes Casamento Crédito Habitação

Casar e comprar casa através de um Crédito Habitação é uma prática comum entre os casais portugueses. Contudo, saiba que, mediante o regime de bens do casamento, podem haver diferentes implicações no Crédito Habitação.

Segundo o ditado popular “quem casa, quer casa”. Esta é a realidade de muitos casais portugueses que, casados ou em união de facto, recorrem a um Crédito Habitação para comprarem um imóvel. Porém, na hora de recorrer a um empréstimo, os regimes do casamento podem afetar de forma diferenciada as finanças do casal. O mesmo acontece em caso de divórcio em que, dependendo do regime de bens, as consequências no Crédito Habitação podem ser bem diferentes. 

Como se definem os Regimes de Bens do Casamento?

A definição do regime de bens acontece antes do casamento por convenção antenupcial, um contrato entre os noivos, onde constará a informação relativa à partilha ou separação de bens, conforme o regime. A realização do documento deve ser num cartório notarial, mediante escritura pública, ou numa conservatória do registo civil.

Código Civil português estabelece três regimes de bens: comunhão de adquiridos (artigo 1721.º), comunhão geral (artigo 1732.º) e separação de bens (artigo 1735.º):

1.COMUNHÃO DE ADQUIRIDOS

No regime de bens de comunhão de adquiridos, existem tanto bens comuns do casal, como bens próprios dos cônjuges. Ou seja, todos os bens existentes antes do casamento são bens próprios de cada um dos cônjuges. Por outro lado, todos os bens que o casal adquirir após o casamento, passam então a ser dos dois.

Porém, há duas situações importantes a esclarecer. Se receber bens resultantes de herança ou doação após o casamento, então nesse caso são bens próprios e não comuns ao casal. O mesmo acontece se, por exemplo, vender um imóvel que já era seu antes do casamento. Neste caso, o dinheiro da venda é também considerado um bem próprio.

2. COMUNHÃO GERAL DE BENS

Na comunhão geral, em princípio, todos os bens presentes e futuros dos cônjuges pertencem ao casal. Ou seja, ambos têm direito sobre os bens que já têm no presente e os que vão adquirir no futuro.

Porém, no caso de existirem filhos de relações anteriores, então não é possível adotar este regime de casamento no sentido de salvaguardar o direito sucessório dos descendentes.

3. SEPARAÇÃO DE BENS

Neste regime de casamento, e tal como indica o nome, há a divisão dos bens. Ou seja, não existem bens comuns do casal, mas sim bens próprios de cada um dos cônjuges.

E se existirem bens adquiridos em conjunto? Bem, neste caso os bens pertencem a ambos os cônjuges. Aplica-se aqui o regime de compropriedade em que, na falta de indicação do contrário, se presume que os direitos de cada cônjuge relativamente aos bens são quantitativamente iguais. É o que pode acontecer na compra da casa, por exemplo. Se na respetiva escritura constarem os dois cônjuges como proprietários sem referência ao esforço financeiro de cada um, ambos são considerados comproprietário na mesma proporção.

_

Leia também: 5 Dicas para preparar as suas finanças para o Crédito Habitação

E se o casal não quiser nenhum destes regimes?

A lei civil não restringe a escolha dos noivos a estes três regimes. Assim, o casal pode adotar um regime de bens diferente e adaptado dentro dos limites legais.

E se o casal não escolher nenhum regime? Neste caso, aplica-se, por defeito, a comunhão de adquiridos.

E se o casal não quiser casar? Bem, neste caso, ao fim de dois a viverem juntos, trata-se de uma União de Facto. Contudo, deve ser a Junta de Freguesia da região de residência a provar essa situação. Apesar de não terem um regime de bens definido como num casamento, é possível aplicar alguns direitos sobre os bens. Ou seja, os bens comprados pelos dois devem ser divididos segundo o regime da compropriedade. O casal pode celebrar um contrato de coabitação ou de combinação prévia para assim se salvaguardarem de conflitos futuros em caso de divórcio.

Na hora de contrair o Crédito Habitação, qual é a implicação do regime de casamento?

Entenda o que pode diferir consoante o regime de casamento no momento de contrair um Crédito Habitação:

  • Comunhão de Adquiridos: neste caso, ambos os cônjuges devem ser proponentes do empréstimo. Assim, ambos se tornam proprietários da casa.
  • Comunhão Geral de Bens: aqui aplica-se a mesma situação do que regime anterior. Ou seja, ambos são titulares do crédito e proprietários da casa.
  • Separação de Bens: neste regime o casal pode decidir livremente se o crédito habitação será pedido por apenas um dos cônjuges ou se ambos se tornam titulares e partilham então o património.
  • União de Facto: atualmente já não é obrigatório que ambos sejam titulares do crédito. Assim, o casal pode decidir livremente se quer comprar a casa e contrair o crédito em conjunto.

_

Leia também: O que tem de saber antes de pedir um Crédito Habitação

Como é que o regime de casamento pode afetar a Transferência do Crédito Habitação?

Se o casal comprou a casa e contraiu o empréstimo após o casamento, então, no caso de transferência do Crédito Habitação, não há qualquer alteração. Ou seja, desde que não se mexa no contrato inicial, mantêm-se a propriedade da casa e a titularidade do crédito.

Há contudo uma situação diferente que importa clarificar. O que acontece quando um dos cônjuges, que já tinha contraído Crédito Habitação enquanto solteiro, quer transferir o empréstimo para outro banco depois de casar? Nesse caso, se o regime de casamento for de comunhão de bens, então o outro cônjuge terá de se associar ao crédito e terão de definir as questões relativas à propriedade do imóvel. Contudo, se o regime de casamento for de separação de bens, então depois o casal deve decidir se ambos querem ou não ser proprietários do imóvel e proponentes do empréstimo.

_

Leia também: Transferências de Crédito Habitação – Todas as Dúvidas

O que acontece ao Crédito Habitação em caso de divórcio?

Este é uma das situações que mais suscita dúvidas. Os efeitos de um divórcio no Crédito Habitação também vão variar consoante o regime de casamento. De uma forma resumida, se o casal contraiu o crédito em conjunto então, no caso de divórcio, existem duas opções: 

  1. Um dos cônjuges fica com a casa e assume sozinho o Crédito Habitação: essa decisão implica a alteração da titularidade do empréstimo e uma análise de risco por parte da entidade bancária;
  2. Vende-se a casa: com o valor da transação, liquida-se a dívida e partilha-se o valor restante.

Se o titular do crédito for só um dos cônjuges, então nesse caso a responsabilidade da dívida continua a ser apenas desse mesmo cônjuge, tal como a proriedade da casa.

Por ser um tema sensível e que levanta muitas questões, incluindo o procedimento junto da entidade bancária,  aconselhamos que assista ao nosso episódio dos 3 Consultores onde explicamos o que acontece aos créditos, incluindo o Crédito Habitação, em situação de divórcio:

_

Leia também: E quando há um divórcio, o que se faz com a casa?

Regimes de Casamento e Crédito Habitação – escolha o regime de bens a pensar no futuro!

É importante que o casal tenha uma visão mais prática do casamento. Ou seja, para além do lado afetivo, devem ter em conta o lado patrimonial. Ao existir um regime de bens bem definido, reduz-se a probabilidade de conflitos futuros na vida financeira do casal. Isto é especialmente importante quando se fala na compra de um imóvel com recurso a crédito pois, na maioria dos casos, é o maior passo financeiro na vida do casal.

Aconselhamos que leia na íntegra o Código Civil com a legislação em vigor sobre os regimes de bens de casamento.

Se precisar de ajudar para encontrar o Crédito Habitação adequado ao seu caso e tratar de todas as questões burocráticas, não hesite em falar connosco. Basta preencher este formulário 📝

_

Leia também: Tudo sobre Crédito Habitação (em vídeo)


Partilhe este artigo

Facebook Twitter Email LinkedIn Reddit WhatsApp Telegram

Tudo sobre Crédito Habitação (em vídeo)

18 de Novembro, 2020 | por Cláudia Oliveira

Tem dúvidas sobre o Crédito Habitação? Não sabe por onde começar? Já tem um crédito mas gostava de o transferir para poupar mais?

Se já tem um Crédito Habitação ou está a pensar em adquirir um, sabe que há infinidade de questões a esclarecer. Infelizmente para muitos portugueses esse é um processo que pode ser muito penoso. Prova disso é a quantidade de pessoas que nos chegam com imensas dúvidas no decorrer do processo.

Para o tentar ajudar, reunimos todos os episódios dos 3 Consultores sobre o assunto, incluindo as questões e os conceitos bancários mais complexos. Assista as nossos vídeos para aprender mais sobre o assunto.

PERCORRA A NOSSA LISTA DE TEMAS:

Como analisar uma simulação do Crédito Habitação

Análise de Processos de Crédito Habitação

Taxa Fixa x Taxa Variável: afinal qual é a mais vantajosa?

Transferências de Crédito Habitação – Todas as Dúvidas

Preciso de esperar dois anos para transferir o Crédito Habitação?

É possível pedir um reforço na transferência do Crédito Habitação?

Seguro de Vida do Crédito Habitação (Parte 1)

Seguro de Vida do Crédito Habitação (Parte 2)

Tem o “Seguro de Vida Bom” ou o “Seguro de Vida Mau”?

Posso retirar os fiadores durante o decorrer do Crédito Habitação?

Use os PPRs para amortizar o Crédito Habitação

Ferramenta de Cálculo de Poupança na Amortização do Crédito Habitação

Como pagar o Crédito Habitação em menos de metade do prazo

Procedimento junto dos bancos na Amortização Antecipada

Há uma Guerra de Spreads no Crédito Habitação?

SPREAD superior a 1,2%?

Diferença entre spread base e spread bonificado

MTIC e TAEG são assim tão importantes?

Taxa Fixa – Imobiliário após Desconfinamento

Simulador que calcula a nova prestação na revisão da Taxa Euribor

Moratória dos Bancos | Euribor | Taxa Fixa

OUTROS EPISÓDIOS RELACIONADOS QUE DEVE ASSISTIR:

2 Situações que deve ter em conta quando Comprar Casa

Vantagens da Autoconstrução Vs Aquisição

Créditos Consolidados com e sem Hipoteca

O que acontece aos Créditos depois do Divórcio?

As Diferentes Taxas de Esforço

Alargamento da Moratória dos Créditos

Moratórias – Alargamento, Renovação Automática e o que fazer ao valor que não pagamos de Prestação

Exija o fim da cobrança da comissão de processamento em todos os créditos!

Vantagens e desvantagens de trabalhar com Intermediários de Crédito

Consulte também os nossos artigos sobre Crédito Habitação e Seguros de Vida que vamos colocando por aqui no blog. Também disponibilizamos algumas ferramentas gratuitas para o ajudar:

  1. CALCULADORA DE POUPANÇA NA AMORTIZAÇÃO
  2. CALCULADORA DE POUPANÇA NO SPREAD
  3. CALCULADORA DE POUPANÇA NO SPREAD + SEGURO
  4. CALCULADORA DA NOVA PRESTAÇÃO NA REVISÃO DA EURIBOR
  5. CALCULADORA DA TAXA DE ESFORÇO

Precisa de ajuda?

O Crédito Habitação é uma despesa que pesa no orçamento familiar. Por isso, é muito importante que procure as melhores condições do mercado para o crédito, mas também para os seguros associados.

Preencha este formulário 📝 e fale connosco. Fique a conhecer as melhores condições do mercado através dos nossos parceiros, sem custos para si!

Fique atento aos próximos Episódios dos 3 Consultores!

Relembramos que todas as semanas estamos em direto na nossa Página do Facebook. Ative as notificações do messenger 🔔 para ser avisado quando estivermos online.  Depois do diretos, colocamos os episódios no nosso Canal de Youtube e no Spotify.

Tem dúvidas ou sugestões? Pode deixá-las aqui na Caixa de Comentários 👇 ou no nosso Grupo do Facebook. Teremos todo o gosto em ajudá-lo 😉


Partilhe este artigo

Facebook Twitter Email LinkedIn Reddit WhatsApp Telegram

As Vantagens da Intermediação de Crédito

7 de Julho, 2020 | por Cláudia Oliveira

Intermediação de Crédito

Precisa de adquirir um novo crédito? Então talvez precise de um Intermediário de Crédito para acelerar o seu pedido e zelar pelos seus interesses.

Falamos sobre este assunto no 9º episódio de “Os 3 Consultores” Vantagens e desvantagens de trabalhar com intermediários de crédito

O que é a Intermediação de Crédito?

De forma muito simples, a Intermediação de Crédito ocupa um lugar intermédio entre o consumidor e as instituições financeiras. Ou seja, a pessoa ou entidade responsável pela Intermediação de Crédito participa diretamente no processo de concessão de crédito com o objetivo de alcançar o entendimento entre o consumidor e a instituição financeira.

Como se pode ler no portal do Banco de Portugal, o Intermediário de Crédito participa no processo para ajudar nos seguintes pontos:

  • Apresentar ou propor contratos de crédito a consumidores;
  • Prestar assistência a consumidores nos atos preparatórios de contratos de crédito mesmo que não tenham sido apresentados ou propostos por si;
  • Celebrar contratos de crédito com consumidores em nome das instituições mutuantes (instituição bancária ou financeira);
  • Prestar serviços de consultoria, através da emissão de recomendações personalizadas sobre contratos de crédito.

Contudo,  o intermediário de crédito não está autorizado a conceder crédito, nem a intervir na comercialização de outros produtos ou serviços bancários.

Quem são os Intermediários de Crédito?

Os intermediários de crédito são divididos pelo Banco de Portugal em 3 categorias diferentes:

  1. Intermediário de Crédito Vinculado: pode celebrar o contrato de vinculação com uma ou várias entidades financeiras ou bancárias se, no seu conjunto, estas entidades não representarem a maioria do mercado;
  2. Intermediário de Crédito a Título Acessório: fornece bens ou serviços e que, em nome e sob responsabilidade total e incondicional da entidade financeira ou bancária, atua como intermediário de crédito, tendo em vista a venda dos bens ou serviços por si oferecidos;
  3. Intermediário de Crédito Não Vinculado:  intermediários de crédito que podem atuar como tal mesmo sem ter qualquer contrato de vinculação com as instituições bancárias ou financeiras.

Os dois primeiros são remunerados pelas instituições financeiras ou bancária à qual estão vinculados (e não pelo cliente), enquanto o terceiro caso apenas pode ser remunerado pelo cliente. Os intermediários de crédito não podem exercer atividade em mais do que uma das categorias.

_

Nota: se quiser aprofundar o que é contemplado na lei em vigor, poderá ler o Decreto-Lei n.º81-C/2017 para conhecer em detalhe o regime jurídico que define os requisitos de exercício de atividade de um intermediário de crédito.

Como identificar um Intermediário de Crédito autorizado (cuidado com as fraudes!)

Para desempenhar a atividade de intermediário de crédito é necessário obter autorização e registo junto do Banco de Portugal. Por essa razão deve confirmar se a entidade está autorizada a exercer a atividade de intermediário de crédito.

Os intermediários autorizados constam de duas listas publicadas pelo Banco de Portugal:

  1. Intermediários de Crédito

  2. Entidades que prestam Serviços de Intermediação de Crédito ou de Consultoria

Quando aceder às listas, deve preencher os campos de pesquisa com alguns dados da entidade que está a pensar recorrer  (não precisa de preencher todos) e confirmar a existência ou não do intermediário em causa. Deixamos aqui um exemplo:

Intermediação de Crédito

 

Se o nome constar na lista, poderá aceder a vários detalhes desse intermediário: categoria em que se insere (vinculado, a título acessório ou não vinculado), instituições com as quais está vinculado, tipos de créditos com os quais trabalha, etc.

Para além desta “verificação de segurança” antes de avançar, aconselhamos que tenha ainda os seguintes cuidados ao escolher o intermediário:

  • Falta de informação ou informação duvidosa: use os canais online a seu favor e faça pesquisas pelo Google e avalie o que vai aparecendo sobre a entidade. Confirme os dados de contacto, morada, etc. Pode também visitar o site do Portal da Queixa e verificar se existem reclamações;
  • Pedido de dados bancários nos primeiros contactos: não forneça qualquer dado sem ter a confirmação da credibilidade da entidade;
  • Cobrança pela avaliação da sua situação: a lei é clara e não permite qualquer cobrança durante o processo de avaliação;
  • Promessas de dinheiro rápido e fácil: duvide de qualquer comunicação que lhe prometa a aprovação imediata do crédito e dinheiro “na hora”. Lembre-se também que os intermediários de crédito não podem conceder empréstimos, mesmo que intervenham no processo.

Durante o confinamento, a PSP registou um aumento muito significativo de burlas com fraude bancária. O facto de começarmos a utilizar o canal online para recorrer a determinados serviços facilitou esse aumento, por essa razão é fundamental que siga estes conselhos antes de escolher com que intermediário irá colaborar.

Se foi vítima de algum crime ou tentativa do mesmo por parte de falsos intermediários de crédito, deve comunicar ao Banco de Portugal (encontra aqui os contactos)  e apresentar queixa às autoridades. 

_

Leia também: O que tem de saber antes de pedir um crédito habitação

Quais as vantagens de recorrer aos serviços de um Intermediário de Crédito?

As vantagens de recorrer a um intermediário de crédito são muitas e acredite que podem ser uma ajuda valiosa para o seu caso. Entenda porquê:

1.Negociação de melhores condições

Por norma, os intermediários conseguem negociar melhores condições na aquisição do crédito. Isso implica, por exemplo, taxas de juro mais baixas do que as praticadas pelas instituições bancárias. Como existe uma relação privilegiada com as instituições bancárias e muita experiência em negociar, por regra conseguem obter as melhores condições para o crédito que precisa.

2.Poupança de tempo e dinheiro

Como já vimos, os intermediários de crédito facilitam-lhe todo o processo porque já estão habituados a lidar com estas questões junto das instituições financeiras. Dessa forma, estará a poupar muito tempo e dinheiro com burocracias. Acredite que é uma grande vantagem!

3.Acompanhamento dedicado

Os intermediários são entidades experientes e por isso conseguem prestar um serviço de aconselhamento totalmente personalizado à sua situação financeira. Servem como “conselheiros” e a preocupação será sempre proteger os seus interesses. Para além disso, é um acompanhamento contínuo e terá sempre esse apoio durante todo o processo.

Imagine que o banco lhe pede um documento e tem dúvidas sobre como o obter, o intermediário irá ajudá-lo também nessas e em quaisquer dúvidas que possam surgir até à conceção do crédito.

4.Custo Zero

Por norma, um intermediário de crédito não lhe cobra qualquer valor pelo serviço. Habitualmente o intermediário recebe da instituição bancária ou financeira e não cobra qualquer valor ao cliente. Contudo, isto é na grande maioria dos casos, podem existir algumas exceções.

_

Veja também: Os 3 Consultores 9º Episódio – Vantagens e desvantagens de trabalhar com intermediários de crédito

Intermediação de Crédito – avalie as vantagens para o seu caso e escolha com cuidado!

Como vimos, um intermediário de crédito nada mais é do que um facilitador de todo o processo de concessão de crédito. O que significa que, na prática, é a entidade que lhe vai fazer poupar tempo e dinheiro ao mesmo tempo que assegura que os seus interesses sejam protegidos. Se está a pensar adquirir um crédito e recorrer à ajuda de um intermediário, então não se esqueça de seguir os nossos conselhos para evitar qualquer tipo de fraude.

_

Leia também: Moratória – Isto é o que o banco lhe tem de mostrar

 


Partilhe este artigo

Facebook Twitter Email LinkedIn Reddit WhatsApp Telegram

O crédito à habitação não se esgota no spread

14 de Maio, 2020 | por CFinanceiro

Quando se trata de optar entre comprar ou arrendar casa, a esmagadora maioria dos portugueses opta por comprar. Esta é uma tendência de há muitos anos e que deriva de várias razões, entre elas:

  • Possibilidade de alterar a seu gosto quer realizando obras, quer decorando;
  • O investimento é feito num ativo que passará a incluir o património pessoal;
  • A valorização do parque habitacional é uma realidade incontornável ao longo de décadas;
  • Quando se recorre a financiamento bancário, o valor da prestação é, habitualmente, inferior ao da renda solicitada para imóvel semelhante.

Não irei hoje estar a esgrimir as vantagens e desvantagens entre comprar ou arrendar, poderá ficar para uma próxima ocasião.

Do universo de compradores, a percentagem que recorre a crédito para aquisição de habitação própria é muito elevada.

Num momento em que as incertezas são muitas a todos os níveis, poderemos colocar várias questões acerca, por exemplo, da facilidade de acesso a crédito á habitação, nomeadamente a predisposição da banca para continuar a financiar este produto, as condições de acesso ao mesmo, o preço a pagar, etc.

Não podendo antecipar o futuro, podemos observar que a banca continua firme nos seus propósitos de comercializar crédito à habitação. Tendo feito pequenas correções ao nível da análise de risco, tendo em conta, sobretudo, a atual situação profissional dos clientes, os bancos, de uma forma geral, mantiveram o seu apetite para este produto. Introduziram ligeiras alterações também ao nível do preço, tendo em conta a subida do risco de crédito, mas ainda com condições excelentes de financiamento.

Leia Também: Moratória de crédito à habitação – Compensa?

A um financiamento está sempre associado o preço a pagar, nomeadamente, a taxa de juro. Neste momento, a banca pratica, sobretudo, 3 diferentes modalidades de taxa de juro que, como veremos mais à frente, poderão assumir capital importância, não só no montante a pagar, como também na facilidade de obter financiamento:

  • Taxa de Juro Variável (Indexante + Spread)

Resulta da adição do indexante Euribor com o tão falado Spread. O Spread manter-se-á inalterado ao longo do empréstimo, desde que cumpridas todas as condições contratuais iniciais, contudo, o indexante será revisto de acordo com a sua periodicidade, normalmente 3, 6 ou 12 meses, podendo resultar num aumento ou diminuição da taxa de juro a aplicar. Mas afinal o que são a Euribor e o Spread?

Euribor – Resulta da junção das palavras Euro Interbank Offered Rate, baseia-se na média das taxas de juros praticados em empréstimos interbancários em euros por um grande número de bancos proeminentes europeus. Para a determinação das taxas Euribor são excluídos 15% tanto das percentagens mais altas como das percentagens mais baixas relatadas.

Spread – Pode ser entendido como a margem financeira do banco, o lucro. É o indicador para onde se dirigem habitualmente as atenções, mas que poderá nem ter a importância que se atribui inicialmente.

  • Taxa de Juro Fixa

Esta modalidade de taxa de juro manter-se-á inalterada durante o período de taxa fixa contratada, que poderá ser a totalidade do prazo do empréstimo. Tem normalmente associado um contrato swap que o banco contrata para garantir a taxa de juro pelo prazo do empréstimo e que aplica nos clientes, adicionando-lhe um spread, sem que tal seja visível para o cliente, uma vez que apenas é anunciado o valor da taxa de juro a suportar pelo cliente.

  • Taxa de Juro Mista

Tem associado período de taxa fixa e período de taxa variável, por exemplo, Taxa Fixa durante 10 anos e Taxa Variável durante 20 anos (para empréstimo de prazo total de 30 anos).

Importará também falar nos conceitos de TAN e TAEG, assumindo esta capital importância no preço pago efetivamente pelo cliente:

TAN (Taxa Anual Nominal) – Taxa à qual são calculados os juros do crédito, refletindo o preço pelo qual as entidades financeiras emprestam dinheiro aos seus clientes, sem incluir impostos ou quaisquer outros encargos.

TAEG (Taxa Anual Efetiva Global) – reflete a percentagem de todos os custos da operação sobre o capital financiado.  Incluem-se despesas de cobrança de reembolsos e pagamentos de juros, bem como os restantes encargos obrigatórios a suportar (impostos, comissões e seguros).

Em resultado do referido, o MTIC (Montante Total Imputado ao Consumidor) deverá ser utilizado para comparar todas as propostas que sejam apresentadas ao cliente pelos diversos bancos, uma vez que reflete o montante total que o cliente terá de pagar à instituição durante todo o período do empréstimo. Resulta da soma do montante total do empréstimo com os custos do crédito (juros, comissões, impostos e outros encargos). Não se surpreenda se vir que com um spread mais baixo e, portanto, sendo expectável um MTIC mais baixo, possa aperceber-se que com um spread mais alto, venha a suportar um MTIC mais baixo, bastando para isso que outros custos associados ao empréstimo (comissões, seguros, cross-selling obrigatório, etc.) sejam mais reduzidos. Sugiro a consulta a um intermediário de crédito, cujo serviço é obrigatoriamente gratuito, para o aconselhar e proporcionar as melhores soluções de mercado.

Continuando a existir condições de financiamento, importa perceber quais são as 2 grandes variáveis com maior impacto na aprovação e formação do preço, leia-se taxa de juro, a pagar e são eles o DSTI (debt service to income ratio) e o LTV (loan to value).

A partir de 1 julho de 2018 passaram a encontrar-se em vigor um conjunto de medidas macroprudenciais a que todas as instituições de crédito e sociedades financeiras ficaram obrigadas, e que se referem ao DSTI, ao LTV e à maturidade dos financiamentos.

  1. O que é o DSTI?

É o rácio entre o montante de todas as prestações mensais associadas a todos os empréstimos detidos pelo mutuário e o seu rendimento mensal líquido de impostos e contribuições obrigatórias à Segurança Social.

Para cálculo deste rácio, caso a taxa de juro aplicável seja variável ou mista, será avaliado o impacto de +1% (para prazos até 5 anos), +2% (para prazos entre 5 e 10 anos) e +3% (para prazos superiores a 10 anos.

  • Como se calcula?
  • Imaginemos um agregado familiar (conjunto dos sujeitos passivos e dependentes, ascendentes e descendentes, que coabitam na mesma morada fiscal e incluídos na mesma declaração fiscal) com um rendimento anual líquido de 21.000€. Dividindo este valor por 12 meses, obtemos um rendimento mensal líquido de 1.750€.
  • Ora, relativamente ao DSTI, o que as referidas medidas macroprudenciais dizem é que não poderá exceder 50%* do rendimento mensal líquido, ou seja, no exemplo apresentado, o total de prestações a suportar pelo agregado familiar não poderá exceder 875€.

* Em situações de exceção, os bancos poderão ultrapassar este valor, seguindo o princípio do “comply or explain”, ou seja, não cumprindo terão de dar explicações ao Banco de Portugal.

  • Para simplificar a análise, partiremos do princípio de que este agregado não tinha em curso qualquer prestação e que pretendia um financiamento de 200.000€, pelo prazo de 30 anos.
  • Neste momento, considerando uma taxa de juro variável composta por Euribor 12 meses + spread de 1,1%, teríamos (-0,075%) + 1,1% = 1,025%.
  • Simulando o valor da prestação mensal nas condições indicadas, teríamos uma prestação mensal de 645,58€, ou seja, um DSTI de 36,89% (645,58€/1.750€), portanto, inferior aos 50% exigidos.
  • Todavia, por termos de calcular o impacto de +3% na taxa de juro, uma vez que estamos a utilizar uma taxa de juro variável e um prazo superior a 10 anos, teremos de simular qual o valor da prestação aplicando uma taxa de juro anual de 4,025% (1,025%+3%). O valor resultante da aplicação desta taxa de juro, pelo prazo de 30 anos é de 957,72€, ou seja, excede o valor máximo que será permitido a este agregado familiar (875€), elevando o DSTI para 54,73%.

 

Qual seria a forma de ultrapassar esta situação? Os clientes teriam de optar por contratar taxa de juro fixa, uma vez que no atual momento é possível contratar períodos de taxa fixa até 30 anos e os valores poderão rondar 1,6%, 1,7%, o que se traduzirá numa prestação mensal com valor enquadrado em DSTI inferior a 50%.

Para uma taxa fixa de 1,7% teríamos uma prestação mensal, ao longo de todo o empréstimo de 709,60€ (DSTI = 40,55%), ou seja, apenas mais 64,02€ que a prestação em taxa variável, mas salvaguardando que este valor nunca aumentará ao longo de todo o prazo de empréstimo.

 

  1. O que é o LTV?

É o rácio entre o valor do empréstimo e valor do imóvel dado em garantia. Este valor não poderá exceder:

  • Novos créditos destinados à aquisição ou construção de habitação própria permanente: 90%

Obs: Nas aquisições, o valor do crédito não poderá ser superior ao menor dos valores:

  • 90% do LTV;
  • 90% do valor de aquisição (escritura).
  • Novos créditos à habitação, créditos com garantia hipotecária ou equivalente destinados a outras finalidades: 80%

Obs: Nas aquisições, o valor do crédito não poderá ser superior ao menor dos valores:

  • 80% do LTV;
  • 80% do valor de aquisição (escritura).
  • Novos créditos á habitação, créditos com garantia hipotecária equivalente para aquisição de imóveis detidos pelas próprias instituições de crédito ou contratos de locação financeira imobiliária: 100%.

Como já poderá ter percebido, o crédito à habitação não se esgota naquilo que é habitualmente falado: o spread. Há mais vida para além da taxa de juro ou do tão falado spread. Bastará pensar nos seguros obrigatórios associados (vida e multirriscos), onde a poupança poderá ser muito significativa.

Se está a pensar em recorrer a crédito á habitação, informe-se sobre as melhores soluções. No final será você quem paga e não analisando as várias soluções que lhe poderão ser apresentadas, poderá ter desperdiçado milhares de euros no final do contrato.

Se já tem crédito á habitação em curso, tenha a noção que, neste momento, há excelentes condições de financiamento no mercado e que poderá beneficiar delas, sem ter qualquer custo associado.

Leia Também: O que tem de saber antes de pedir um crédito habitação

Artigo de Opinião:

Miguel Oliveira
Diretor coordenador regional da Decisões e Soluções
miguellopesoliveira@decisoesesolucoes.com


Partilhe este artigo

Facebook Twitter Email LinkedIn Reddit WhatsApp Telegram

1074 Visualizações

Suspensão de pagamento das prestações de crédito habitação(documentos necessários)

29 de Março, 2020 | por CFinanceiro

Documentos necessários para requerer a suspensão de pagamento das prestações de crédito habitação

A partir de segunda feira, já pode requerer o pedido de suspensão de prestação de crédito habitação. Deve juntar o formulário que o banco irá disponibilizar, juntando os dois documentos que abaixo explicamos como obter.

Leia também: Suspensão do crédito da casa (Como funciona e para quem)

Vejamos os documentos necessários:

– Certidão de não dívida às Finanças

– Certidão em como não tem dividas as finanças, denominada “Certidão de dívida e não dívida”

Esta Certidão pode ser obtida na hora através do Portal das Finanças

Os passos são:

– entrar no Portal com a sua Senha

– em cima, no local de ‘’Procura’’ onde tem uma lupa, deve escrever “certidão de não dívida”

– vai aparecer ‘’Certidões’’ onde deve selecionar ‘’Pedir Certidão’’

– na seta de escolha selecionar ‘’ Divida e não Divida’’

– vai gerar um documento em PDF onde consta se tem dividas ou não as finanças

– não tendo dividas devera enviar para o banco pois este documento será fundamental para a sua pretensão

– simples, pratico e gratuito, no canto inferior esquerdo consta um código de validação onde a entidade pode com esse código confirmar a validade oficial do documento, como se tivesse um carimbo original e a assinatura do chefe das finanças

O documento final será igual a este abaixo:

Certidão em como não tem dividas a Segurança Social

Esta Certidão pode ser obtida na hora através do Site Segurança Social Direta:

Leia Tambem: COVID-19 – Medidas de Apoio Segurança Social à família

Os passos são:

– Entrar no Segurança Social Direta com o seu número de identificação de segurança social e a palavra-chave

– em cima, no local de ‘’Procura’’ no canto superior direito escrever ‘’ Certidão’’

– vai aparecer ‘’Consultar declaração de situação contributiva’’

– depois de carregar ira surgir uma opção para imprimir

– vai gerar um documento em PDF que deve copiar para o seu ambiente de trabalho

– igualmente  simples, pratico e gratuito, em baixo no documento consta a assinatura digital

O documento final será igual a este abaixo:


Partilhe este artigo

Facebook Twitter Email LinkedIn Reddit WhatsApp Telegram

Suspensão do crédito da casa (Como funciona e para quem)

27 de Março, 2020 | por CFinanceiro

Suspensão da prestação do crédito habitação, como funciona e quem pode aceder!

A suspensão do crédito é válida apenas para créditos de habitação permanente.

Quem pode aceder e como o pode fazer?

Beneficia quem tem quebra de rendimentos, designadamente por situação de desempregolay off simplificado ou que trabalhem em entidades que fecharam por estado de emergência ou por decisão de autoridades, estejam em isolamento profilático ou em assistência a filhos ou netos.

Para ter acesso a esta moratória tem de ter os seus créditos situação regular (sem incumprimento).

Quem quiser ter moratória no pagamento dos créditos deve requerer ao seu bancos, sendo que mesmo que o banco demore tempo a decidir essa produz efeitos na data de emprega da declaração com o pedido de moratória.

Entretanto, foi publicado em Diário da República o diploma que concretiza estas medidas e refere:

“Para acederem às medidas previstas no artigo anterior, as entidades beneficiárias remetem, por meio físico ou por meio eletrónico, à instituição mutuante uma declaração de adesão à aplicação da moratória, no caso das pessoas singulares e dos empresários em nome individual, assinada pelo mutuário e, no caso das empresas e das instituições particulares de solidariedade social, bem como das associações sem fins lucrativos e demais entidades da economia social, assinada pelos seus representantes legais“, pode ler-se.

Esta declaração deve fazer-se acompanhar “documentação comprovativa da regularidade da respetiva situação tributária e contributiva“, refere ainda o diploma.

Leia Também: Pouparam 47.916€ por Transferir o Crédito Habitação

Bancos têm três dias para informar o cliente 

Se o cliente bancário não cumprir as condições de acesso a este regime, os bancos têm três dias úteis para informar a entidade desse mesmo facto, “mediante o envio de comunicação através do mesmo meio que foi utilizado pela entidade beneficiária para remeter a declaração“, como se lê no despacho.

Caso se verifique o cumprimento das condições de acesso, os bancos aplicam as medidas de proteção previstas no artigo anterior [moratórias] no prazo máximo de cinco dias úteis após a receção da declaração e dos documentos referidos nos números anteriores, com efeitos à data da entrega da declaração.


Partilhe este artigo

Facebook Twitter Email LinkedIn Reddit WhatsApp Telegram

Pode arrendar sem agravar o spread – Crédito Habitação

26 de Novembro, 2019 | por CFinanceiro

O Banco já não pode agravar o spread se arrendar a sua casa.

Uma questão que muitas vezes e levantada pelos proprietários de imóveis, se o banco no caso de decidir arrendar a casa, pode ou não agravar o spread contratado? Apesar de muitas pessoas o fazerem sem avisar o banco, e de facto, sem avisar e continuando a pagar religiosamente a casa, dificilmente o banco agravaria o spread, o certo e que ao banco assistia o direito de o fazer, isto e, agravar o spread.

Leia Também: Como Pouparam 30.000€ por Transferir Crédito Habitação

Contudo existiam exceções, nomeadamente:

  • mudança de emprego para distancia superior a 50 kms de casa;
  • divorcio ou separação;
  • falecimento de um dos cônjuges;
  • desemprego de um dos proponentes;

Ora isto mudou, mais concretamente:

Desde 13 de Fevereiro de 2019, deixou de ser obrigatório comunicar ao banco se vai arrendar a casa e também deixou de ser possível o banco agravar o spread caso decida arrendar a sua casa.

Diz especificamente a lei na alínea a) do nº 2, do artigo 25º, do Decreto-Lei nº 74-A/2017:

Os mutuantes não podem agravar os encargos com o crédito cuja finalidade seja financiar a aquisição, realização de obras ou manutenção de direitos de propriedade sobre habitação própria permanente, nomeadamente aumentando os spreads estipulados, em caso de renegociação motivada por qualquer uma das seguintes situações: a) Celebração entre o consumidor e um terceiro de um contrato de arrendamento habitacional da totalidade ou de parte do imóvel; (…)

Contudo, existem obrigações para poder beneficiar disto, que são:

  • mencionar no contrato de arrendamento que a casa arrendada tem uma hipoteca ao banco;
  • depositar a renda na conta de onde sai a prestação do credito habitação.

Mesmo que tenha na sua escritura referencia que pode agravar o spread, deve debater com o seu banco essa questão. Pois as novas leis tem prioridade e podem ser aplicadas aos contratos já existentes.

Em termos fiscais mantém se tudo por agora igual, caso tenha isenção de IMI  e decida arrendar a casa, deve comunicar as finanças e deixara de beneficiar dessa mesma isenção.

Se contratou um crédito habitação nos últimos anos, certamente detém um spread significativamente acima do que é praticado atualmente pela maioria dos bancos em Portugal. Se for igual ou superior a 1,2% está na hora de mudar e poupar milhares de euros, troque sem qualquer custo!


Partilhe este artigo

Facebook Twitter Email LinkedIn Reddit WhatsApp Telegram

6 dicas para conseguir o melhor crédito habitação

28 de Abril, 2018 | por CFinanceiro

Hoje em dia, já não é tão fácil conseguir um crédito habitação, devido as novas regras de restrição ao crédito à habitação, para conseguir as melhores condições, tem de “convencer” o banco.

A economia Portuguesa tem estado a melhorar nos últimos anos. Depois da troika sair de Portugal a economia começou a dar os primeiros sinais de retoma, por consequência a oferta de crédito habitação aumentou assim como as condições de obtenção. Saiba como pode convencer os bancos a dar-lhe as melhores condições no crédito habitação.

Como pode convencer os bancos a dar-lhe as melhores condições no crédito habitação

O que será que é mais valorizado pelos bancos hoje em dia para lhe conseguirem as melhores condições? Deixamos-lhe algumas respostas.

Não ter Incidentes Bancários

 O termo cadastro é normalmente utilizado na via judicial, mas se é cliente bancário há muitos anos, para pedir um empréstimo é fundamental que não tenha nenhum histórico de incumprimento. Quando pede um empréstimo, o banco vai analisar o seu histórico e perceber se é ou não cumpridor. Caso seja, é uma mais-valia para o processo porque gera a confiança do banco. Já pode consultar as suas responsabilidades em créditos no site do Banco de Portugal.

Ter Fiadores

É comum os bancos pedirem um fiador e esta garantia pode ajudar em muito a convencer um banco a ceder-lhe um crédito com as melhores condições. Ter fiadores é crucial para aprovação do crédito, no caso de ter um contrato a termo.

Leia Também: “Mas tenho um spread ótimo…” O spread não é assim tão importante!

Ter Bons Saldos Médios e Capacidade de Aforro

Os bancos dão imensa importância á capacidade de poupança dos clientes.  Entendem que, quanto melhores forem os saldos médios e com tendência crescente, maior será a probabilidade de o cliente ser financiável e assim conseguir o melhor crédito habitação. Entenda-se por saldo médio, a média do saldo inicial e final do período (por exemplo: saldo mensal médio). Se um cliente inicia o mês com 1000€ de saldo e termina com 1200,00€, mês após mês, significa que os saldos médios são de 1000,00€ e qualquer coisa euros, e têm uma capacidade de aforro de 200,00€ mensais.
A capacidade de poupança mensal dos clientes é muito importante actualmente numa defesa de uma operação de financiamento. Mais do que ter rendimentos (sejam médios ou elevados), o cliente deve evidenciar que consegue poupar.
Se um cliente ganha 1.000€ e gasta o mesmo valor (pagando os seus encargos actuais e despesas mensais), não terá certamente financiamento, pois evidencia padrões consumistas e o Banco prefere não financiar.
Se um cliente ganha 1.000,00€ e só gasta 600,00€ (encargos actuais e despesas mensais), já evidencia capacidade de endividamento, pelo que será passível a análise do processo.
Clientes que não consigam aforrar, e que com regularidade utilizem o plafond  da conta ordenado, também dificilmente será analisado o processo com vista a aprovação.

Junte dinheiro para dar de entrada

Se quer mesmo convencer o banco a dar-lhe um empréstimo, é cada vez mais importante arranjar dinheiro para dar uma entrada para o seu empréstimo. As entidades já não concedem créditos a 100%, a “norma” é cada vez mais os 80%, o que faz com que seja mesmo necessário ter algum capital pronto a ser investido.

Conhecer a sua taxa de esforço

Antes de se comprometer com um crédito habitação, é importante que saiba até onde é que pode ir.  A melhor forma para verificar essa situação é através do cálculo da taxa de esforço.
A taxa de esforço é a percentagem do rendimento familiar, que é destinada ao pagamento de prestações de crédito(Novas Regras). Este indicador não deverá ser alto, caso contrário, estará a absorver uma parte significativa do rendimento e, em caso de situação de emergência, poderá não conseguir fazer face ao compromisso financeiro com o banco, ou às despesas mensais mais elementares. A taxa de esforço de um agregado familiar não deve ser superior a 35%, ou seja, no conjunto, todos os empréstimos não devem exceder 35% dos rendimentos.
Taxa de esforço = (Encargos financeiros mensais / Rendimento) x 100
Por exemplo, uma família com rendimentos mensais de 2.000 euros, que tenha um crédito à habitação no valor de 500 euros e um crédito automóvel no valor de 300 euros, terá uma taxa de esforço de 40%, acima dos 35%. Os seus encargos com créditos não deveriam ser superiores a 750€.

Trabalhar com profissionais especializados


Note que estes serviços normalmente envolve uma equipa profissionais na procura e escolha do melhor crédito habitação para a sua necessidade (aquisição de primeira habitação, segunda habitação, construir de raiz, transferência de crédito, etc). Conhecem todos os produtos que existem no mercado e qual se adequa melhor a si!


Partilhe este artigo

Facebook Twitter Email LinkedIn Reddit WhatsApp Telegram

Crédito à habitação. Já compensa fazer taxa fixa?

24 de Fevereiro, 2018 | por CFinanceiro

Compensa fazer taxa fixa? É das perguntas que os nossos leitores nos fazem mais aqui no chat do messenger.

É um facto que os juros dos empréstimos para compra de casa tem estado a subir nos últimos meses, segundo o INE. A Euribor,  tem variado pouco nos últimos meses, como pode verificar na nossa tabela com as taxas Euribor mais usadas.  Na nossa opinião as taxas Euribor dificilmente passarão para terreno positivo antes de 2020, tudo vai depender da saúde da União Europeia. Já os spreads continuam a descer, mês após mês.

Segundo a Deco Proteste as taxas fixas oferecidas pelos bancos neste momento não são competitivas quando comparadas com as taxas variáveis, tanto em valor como pelos curtos prazos a que estão a ser fixadas. Na nossa opinião a questão passa mesmo pelo prazo das ofertas atuais, a 3, 5 e 7 anos. Se as taxas mais competitivas fossem oferecidas para todo o prazo do crédito, não haveria dúvidas que a taxa fixa era a melhor opção.

Portanto, na nossa opinião ainda não compensa fazer taxa fixa. Mas há uma outra alternativa que é muito pouco falada no mercado e não percebemos porque. É um produto em que o que fixa é prestação e não a taxa, o produto é conhecido exactamente por prestações fixas, temos elementos na nossa equipa que optaram por esse produto e estão muito satisfeitos. Nem todos os bancos tem este tipo de produto, e as características variam.

O prestações fixas caracteriza-se por tem um prazo mais curto, 30 anos de prazo ou máximo de 60 anos do proponente mais velho.  A taxa de juro do crédito é indexada à Euribor como um crédito à habitação “normal”, mas a prestação do crédito é fixa, sendo o prazo ajustado automaticamente sempre que há uma renovação da taxa Euribor. Assim, se a taxa Euribor sobe, o prazo aumenta. E, quando a taxa Euribor desce, o prazo diminui. Se quiser conhecer melhor este tipo de produto e saber se faz sentido para si, peça ajuda aos nossos parceiros e basta escrever “prestação fixa” nas observações.(GRÁTIS)

O único problema deste tipo de produto é que obriga a ter prestações mais altas, devido ao facto dos prazos serem mais curtos. Por outro lado as amortizações iniciais são muito maiores ao contrário de um crédito à habitação com prazos mais longos!
Deixe o seu comentário com a sua opinião sobre este assunto!


Partilhe este artigo

Facebook Twitter Email LinkedIn Reddit WhatsApp Telegram

E quando há um divórcio, o que se faz com a casa?

18 de Fevereiro, 2018 | por CFinanceiro

divórcio

Quando um casal decide partir para o divórcio, umas das principais dores de cabeça é a partilha dos bens, sendo a maior e real dor de cabeça a “Casa”!

Quem fica com a casa?

A partilha deste bem em caso de divórcio, depende obviamente do regime de casamento que o casal optou quando decidiram “dar o nó”. O mais comum é o da comunhão de adquiridos (património comum do casal é constituído pelo conjunto de bens adquiridos durante a vigência do casamento), embora existem outras opções, tais como Comunhão Geral de Bens (onde na prática tudo passa a ser dos dois), e a separação de bens (cada bem mesmo comprado em casal é de quem tiver a titularidade do mesmo).

De evidenciar ainda que no caso da “Comunhão de Adquiridos“, que é o regime mais usado em tribunal, pertence a cada um dos cônjuges, individualmente, os bens que tinham antes de contrair o casamento e ainda os bens que, depois do casamento, adquiram a título gratuito (por sucessão ou doação) ou venham a adquirir por virtude de direito próprio anterior, não resultando do esforço conjunto do casal. Nestes casos, se um casal optou por comunhão de adquiridos, em caso de divórcio a partilha corresponde à divisão dos bens comuns segundo a composição dos quinhões (50% a cada), entendido como conjunto de bens comuns que cabe a cada um dos interessados. É esta a fórmula utilizada para distribuir o património do casamento.

O melhor e assim espera-se, será não haver divórcio……, mas quando há divórcio…… as principais soluções para resolver esta questão da casa podem ser:

HIPÓTESE 1

Um dos cônjuges vende a sua parte ao outro.
Muita atenção quando existe um crédito à habitação contraído em conjunto, pois para além de fazer as contas ao ativo (imóvel) e ao passivo (dívida), para perceber quem fica com a casa e o que terá de dar, no mínimo, esse montante ao outro, existem outra parte muito importante:
Quem vende: tem de pedir a exoneração ao banco para ficar livre da dívida. O banco não é obrigado a aceitar, mas sendo bem explanado, pode o banco em caso de dúvida, pedir fiadores ou outro proponente para substituir quem quer sair do credito, por considerar que quem quer ficar com o credito é incapaz de pagar sozinho a prestação da casa. Aconselha-se igualmente que nessa altura se tente renegociar as condições de credito, se isso for favorável para o futuro.

Se precisar de ajuda com o crédito à habitação basta preencher este formulário para os nossos parceiros procurarem a melhor solução no mercado para si! GRÁTIS!

HIPÓTESE 2

O imóvel é vendido a terceiros e dividem a receita
Nos casos em que nenhum dos conjugues entende ter capacidade de ficar com a casa, ou se o banco não libertar quem não quer a casa e o crédito, o conselho mais sensato que podemos dar é vender a casa, por um preço justo, que garanta no mínimo o pagamento da casa ao banco e se possível potencie a divisão de um hipotético “lucro ou frequentemente denominado mais-valia” caso exista. Neste caso e se houver mais-valias, estas devem ser declaradas em 50% por cada um no anexo G da declaração de rendimentos.

O que é isso da mais-valia?
A mais-valia é o que se ganha com a venda de um imóvel em relação ao valor que comprou, e é sujeito a IRS em apenas 50% do seu valor. No entanto, esse valor pode ser atualizado de acordo com os coeficientes de correção monetária, e em função dos encargos efetuados com a sua valorização, nos últimos cinco anos. Como é normal e estamos habituados, se é uma mais-valia, temos de pagar impostos sobre ela, no entanto, esses ganhos poderão ser excluídos de tributação se o sujeito passivo reinvestir o valor de realização, deduzidos da amortização de eventual empréstimo contraído para a aquisição de um novo imóvel, ou na construção, ampliação ou melhoramento de outro imóvel.

 

Os 3 Consultores – 14º Episódio: O que acontece aos créditos depois do divórcio

 

 

Receba notificação no messenger sempre que começamos um novo direto https://bit.ly/2Z7uMNM


Partilhe este artigo

Facebook Twitter Email LinkedIn Reddit WhatsApp Telegram

Calculadora de Taxa de Esforço

 

NO POPUP AVAILABLE!!