6 dicas para conseguir o melhor crédito habitação

28 de Abril, 2018 | por CFinanceiro

Hoje em dia, já não é tão fácil conseguir um crédito habitação, devido as novas regras de restrição ao crédito à habitação, para conseguir as melhores condições, tem de “convencer” o banco.

A economia Portuguesa tem estado a melhorar nos últimos anos. Depois da troika sair de Portugal a economia começou a dar os primeiros sinais de retoma, por consequência a oferta de crédito habitação aumentou assim como as condições de obtenção. Saiba como pode convencer os bancos a dar-lhe as melhores condições no crédito habitação.

Como pode convencer os bancos a dar-lhe as melhores condições no crédito habitação

O que será que é mais valorizado pelos bancos hoje em dia para lhe conseguirem as melhores condições? Deixamos-lhe algumas respostas.

Não ter Incidentes Bancários

 O termo cadastro é normalmente utilizado na via judicial, mas se é cliente bancário há muitos anos, para pedir um empréstimo é fundamental que não tenha nenhum histórico de incumprimento. Quando pede um empréstimo, o banco vai analisar o seu histórico e perceber se é ou não cumpridor. Caso seja, é uma mais-valia para o processo porque gera a confiança do banco. Já pode consultar as suas responsabilidades em créditos no site do Banco de Portugal.

Ter Fiadores

É comum os bancos pedirem um fiador e esta garantia pode ajudar em muito a convencer um banco a ceder-lhe um crédito com as melhores condições. Ter fiadores é crucial para aprovação do crédito, no caso de ter um contrato a termo.

Leia Também: “Mas tenho um spread ótimo…” O spread não é assim tão importante!

Ter Bons Saldos Médios e Capacidade de Aforro

Os bancos dão imensa importância á capacidade de poupança dos clientes.  Entendem que, quanto melhores forem os saldos médios e com tendência crescente, maior será a probabilidade de o cliente ser financiável e assim conseguir o melhor crédito habitação. Entenda-se por saldo médio, a média do saldo inicial e final do período (por exemplo: saldo mensal médio). Se um cliente inicia o mês com 1000€ de saldo e termina com 1200,00€, mês após mês, significa que os saldos médios são de 1000,00€ e qualquer coisa euros, e têm uma capacidade de aforro de 200,00€ mensais.
A capacidade de poupança mensal dos clientes é muito importante actualmente numa defesa de uma operação de financiamento. Mais do que ter rendimentos (sejam médios ou elevados), o cliente deve evidenciar que consegue poupar.
Se um cliente ganha 1.000€ e gasta o mesmo valor (pagando os seus encargos actuais e despesas mensais), não terá certamente financiamento, pois evidencia padrões consumistas e o Banco prefere não financiar.
Se um cliente ganha 1.000,00€ e só gasta 600,00€ (encargos actuais e despesas mensais), já evidencia capacidade de endividamento, pelo que será passível a análise do processo.
Clientes que não consigam aforrar, e que com regularidade utilizem o plafond  da conta ordenado, também dificilmente será analisado o processo com vista a aprovação.

Junte dinheiro para dar de entrada

Se quer mesmo convencer o banco a dar-lhe um empréstimo, é cada vez mais importante arranjar dinheiro para dar uma entrada para o seu empréstimo. As entidades já não concedem créditos a 100%, a “norma” é cada vez mais os 80%, o que faz com que seja mesmo necessário ter algum capital pronto a ser investido.

Conhecer a sua taxa de esforço

Antes de se comprometer com um crédito habitação, é importante que saiba até onde é que pode ir.  A melhor forma para verificar essa situação é através do cálculo da taxa de esforço.
A taxa de esforço é a percentagem do rendimento familiar, que é destinada ao pagamento de prestações de crédito(Novas Regras). Este indicador não deverá ser alto, caso contrário, estará a absorver uma parte significativa do rendimento e, em caso de situação de emergência, poderá não conseguir fazer face ao compromisso financeiro com o banco, ou às despesas mensais mais elementares. A taxa de esforço de um agregado familiar não deve ser superior a 35%, ou seja, no conjunto, todos os empréstimos não devem exceder 35% dos rendimentos.
Taxa de esforço = (Encargos financeiros mensais / Rendimento) x 100
Por exemplo, uma família com rendimentos mensais de 2.000 euros, que tenha um crédito à habitação no valor de 500 euros e um crédito automóvel no valor de 300 euros, terá uma taxa de esforço de 40%, acima dos 35%. Os seus encargos com créditos não deveriam ser superiores a 750€.

Trabalhar com profissionais especializados


Note que estes serviços normalmente envolve uma equipa profissionais na procura e escolha do melhor crédito habitação para a sua necessidade (aquisição de primeira habitação, segunda habitação, construir de raiz, transferência de crédito, etc). Conhecem todos os produtos que existem no mercado e qual se adequa melhor a si!


Partilhe este artigo

Facebook Twitter Email LinkedIn Reddit WhatsApp Telegram

Crédito à habitação. Já compensa fazer taxa fixa?

24 de Fevereiro, 2018 | por CFinanceiro

Compensa fazer taxa fixa? É das perguntas que os nossos leitores nos fazem mais aqui no chat do messenger.

É um facto que os juros dos empréstimos para compra de casa tem estado a subir nos últimos meses, segundo o INE. A Euribor,  tem variado pouco nos últimos meses, como pode verificar na nossa tabela com as taxas Euribor mais usadas.  Na nossa opinião as taxas Euribor dificilmente passarão para terreno positivo antes de 2020, tudo vai depender da saúde da União Europeia. Já os spreads continuam a descer, mês após mês.

Segundo a Deco Proteste as taxas fixas oferecidas pelos bancos neste momento não são competitivas quando comparadas com as taxas variáveis, tanto em valor como pelos curtos prazos a que estão a ser fixadas. Na nossa opinião a questão passa mesmo pelo prazo das ofertas atuais, a 3, 5 e 7 anos. Se as taxas mais competitivas fossem oferecidas para todo o prazo do crédito, não haveria dúvidas que a taxa fixa era a melhor opção.

Portanto, na nossa opinião ainda não compensa fazer taxa fixa. Mas há uma outra alternativa que é muito pouco falada no mercado e não percebemos porque. É um produto em que o que fixa é prestação e não a taxa, o produto é conhecido exactamente por prestações fixas, temos elementos na nossa equipa que optaram por esse produto e estão muito satisfeitos. Nem todos os bancos tem este tipo de produto, e as características variam.

O prestações fixas caracteriza-se por tem um prazo mais curto, 30 anos de prazo ou máximo de 60 anos do proponente mais velho.  A taxa de juro do crédito é indexada à Euribor como um crédito à habitação “normal”, mas a prestação do crédito é fixa, sendo o prazo ajustado automaticamente sempre que há uma renovação da taxa Euribor. Assim, se a taxa Euribor sobe, o prazo aumenta. E, quando a taxa Euribor desce, o prazo diminui. Se quiser conhecer melhor este tipo de produto e saber se faz sentido para si, peça ajuda aos nossos parceiros e basta escrever “prestação fixa” nas observações.(GRÁTIS)

O único problema deste tipo de produto é que obriga a ter prestações mais altas, devido ao facto dos prazos serem mais curtos. Por outro lado as amortizações iniciais são muito maiores ao contrário de um crédito à habitação com prazos mais longos!
Deixe o seu comentário com a sua opinião sobre este assunto!


Partilhe este artigo

Facebook Twitter Email LinkedIn Reddit WhatsApp Telegram

E quando há um divórcio, o que se faz com a casa?

18 de Fevereiro, 2018 | por CFinanceiro

Quando um casal decide partir para o divórcio, umas das principais dores de cabeça é a partilha dos bens, sendo a maior e real dor de cabeça a “Casa”!
Quem fica com a casa?
A partilha deste bem depende obviamente do regime de casamento que o casal optou quando decidiram “dar o nó”. O mais comum é o da comunhão de adquiridos (património comum do casal é constituído pelo conjunto de bens adquiridos durante a vigência do casamento), embora existem outras opções, tais como Comunhão Geral de Bens (onde na prática tudo passa a ser dos dois), e a separação de bens (cada bem mesmo comprado em casal é de quem tiver a titularidade do mesmo)
De evidenciar ainda que no caso da “Comunhão de Adquiridos“, que é o regime mais usado em tribunal, pertence a cada um dos cônjuges, individualmente, os bens que tinham antes de contrair o casamento e ainda os bens que, depois do casamento, adquiram a título gratuito (por sucessão ou doação) ou venham a adquirir por virtude de direito próprio anterior, não resultando do esforço conjunto do casal. Nestes casos, se um casal optou por comunhão de adquiridos, em caso de divórcio a partilha corresponde à divisão dos bens comuns segundo a composição dos quinhões (50% a cada), entendido como conjunto de bens comuns que cabe a cada um dos interessados. É esta a fórmula utilizada para distribuir o património do casamento.
O melhor e assim espera-se, será não haver divórcio……, mas quando há…… as principais soluções para resolver esta questão da casa podem ser:
 
HIPÓTESE 1
Um dos cônjuges vende a sua parte ao outro.
Muita atenção quando existe um crédito à habitação contraído em conjunto, pois para além de fazer as contas ao ativo (imóvel) e ao passivo (dívida), para perceber quem fica com a casa e o que terá de dar, no mínimo, esse montante ao outro, existem outra parte muito importante:
Quem vende: tem de pedir a exoneração ao banco para ficar livre da dívida. O banco não é obrigado a aceitar, mas sendo bem explanado, pode o banco em caso de dúvida, pedir fiadores ou outro proponente para substituir quem quer sair do credito, por considerar que quem quer ficar com o credito é incapaz de pagar sozinho a prestação da casa. Aconselha-se igualmente que nessa altura se tente renegociar as condições de credito, se isso for favorável para o futuro.
Se precisar de ajuda com o crédito à habitação basta preencher este formulário para os nossos parceiros procurarem a melhor solução no mercado para si! GRÁTIS!

HIPÓTESE 2
O imóvel é vendido a terceiros e dividem a receita
Nos casos em que nenhum dos conjugues entende ter capacidade de ficar com a casa, ou se o banco não libertar quem não quer a casa e o crédito, o conselho mais sensato que podemos dar é vender a casa, por um preço justo, que garanta no mínimo o pagamento da casa ao banco e se possível potencie a divisão de um hipotético “lucro ou frequentemente denominado mais-valia” caso exista. Neste caso e se houver mais-valias, estas devem ser declaradas em 50% por cada um no anexo G da declaração de rendimentos.
O que é isso da mais-valia?
A mais-valia é o que se ganha com a venda de um imóvel em relação ao valor que comprou, e é sujeito a IRS em apenas 50% do seu valor. No entanto, esse valor pode ser atualizado de acordo com os coeficientes de correção monetária, e em função dos encargos efetuados com a sua valorização, nos últimos cinco anos. Como é normal e estamos habituados, se é uma mais-valia, temos de pagar impostos sobre ela, no entanto, esses ganhos poderão ser excluídos de tributação se o sujeito passivo reinvestir o valor de realização, deduzidos da amortização de eventual empréstimo contraído para a aquisição de um novo imóvel, ou na construção, ampliação ou melhoramento de outro imóvel.


Partilhe este artigo

Facebook Twitter Email LinkedIn Reddit WhatsApp Telegram

Calculadora de Taxa de Esforço