5 dicas para analisar fundos de investimento

23 de Novembro, 2018 | por David

Analisar fundos de investimento, através por exemplo de uma ficha da gestora  ou no site Morningstar, assenta em vários pontos mas só vamos nos focar nos 5 principais pontos para analisar fundos de investimento.

Histórico de Rentabilidade:  É para onde instintivamente olhamos logo, na verdade, sejamos nós investidores conservadores ou dinâmicos, queremos todos ver o nosso dinheiro crescer, neste primeiro ponto podemos ver as médias anuais de rentabilidade entre a cotação do dia anterior até 10 anos de rentabilidade anualizada, de salientar, que quem olha neste momento para a rentabilidade a 10 anos de um fundo, encontra-se incorporado ainda a grande crise de 2008, dá-nos uma excelente ideia de como se comportou o fundo nesse ano e nos restantes.
Nesta secção das rentabilidades também se pode comparar o fundo com o seu índice de referência ( o chamado Benchmark ) e a média da categoria onde o fundo está incluído.
Rating e Risco:  Aqui, na nossa opinião está um dos pontos mais importantes, encontram-se incluídos nesta secção:

  • Rentabilidade média: Mostra-nos a rentabilidade média anual nos últimos 3 anos.
  • Desvio Padrão: Mostra-nos a variação anual nos últimos 3 anos do fundo, a sua volatilidade e o quanto se desviou da média da categoria do fundo, quanto menor este valor menos o risco do mesmo.
  • Rácio de Sharpe: Este rácio básicamente mede a qualidade do fundo, avalia a relação entre o retorno e o risco do investimento, calcula-se  deduzindo o rendimento por uma taxa de juro sem risco, a esta diferença é dividido pela volatilidade do fundo. Por exemplo, um fundo com uma rentabilidade de 10%, e volatilidade ( desvio padrão ) de 5%  e uma taxa de juro sem risco ( geralmente em Portugal utiliza-se taxas de juro de dívida Portuguesa ) de 1%, teríamos ( 0,10-0,01/0,5 ) = Rácio de Sharpe de 0,18. Perguntam, é bom ou mau? Quanto maior este número melhor, e os especialistas tendem em ser unânimes, um rácio abaixo de 1,00 não é interessante, o exemplo acima demonstra que apesar de o fundo ter tido uma boa rentabilidade de 10%, a sua volatilidade média foi de metade, que dizer que é um fundo com várias variações, atenção que a taxa de juro sem risco colocada foi meramente ilustrativa.
  • R2: Este coeficiente mede o quanto a carteira do fundo segue o índice de referência ( benchmark ), um R2 de 100 que dizer que a carteira segue o índice de referência em absoluto, vemos isso por exemplo em fundos de índices e em fundos cotados em bolsa ( ETF´s ).
  • Beta: Coeficiente que mede o risco sistémico em relação ao mercado, trocado por miúdos, um beta superior a 1.00, quer dizer que o fundo vai exagerar o mercado, ou seja, vai subir mais que o mercado se este subir, mas também irá cair mais que o mercado quando este cair, quando o beta é inferior a 1.00, é o contrário, vai subir menos e também vai cair menos.
  • Alfa: Mede basicamente a competência do gestor do fundo, quando o Alfa é superior a  1.00 quer dizer que o gestor conseguiu com que o fundo tenha uma melhor performance que o mercado, quando for abaixo que 1.00 revela o contrário. Não há assim tantos fundos com Alfa superior a 1.00, não quer dizer com isto que o gestor seja incompetente, apenas não conseguiu gerar Alfa por variadíssimas razões.

Carteira:  Neste sector também há vários rácios, mas basicamente o mais importante é olhar para onde o fundo investe, em que tipo de activos, em que sectores e regiões, deste modo fica-se com uma ideia da sua diversificação.

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Gestão:  Aqui, para além de ficar a conhecer o gestor ou gestores do fundo, fica a conhecer também desde quando o mesmo existe e desde quando é gerido pelos gestores actuais, pode assim aferir o seu curriculum e se inspiram a confiança necessária.
E a ultima dica para analisar fundos de investimento:
Fees/Custos:  Recordam-se de falarmos nos custos dos fundos no anterior post “5 dicas para quem se quer iniciar em fundos de investimento” ? É aqui que eles aparecem, de salientar algo importante, se a análise ao fundo estiver a ser feita na Morningstar ou no site da gestora, pode acontecer aparecer  comissões mais elevadas, isto porque a gestora coloca um limite máximo, cabe depois a cada instituição financeira cobrar as comissões que acham adequadas.
Recordo que a comissão de gestão  é deduzida directamente no valor da unidade de participação, não sai directamente do  bolso do investidor.
Bom investimento, esperamos que estas 5 dicas para analisar fundos de investimento lhe sejam úteis.


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4 respostas a “5 dicas para analisar fundos de investimento

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