O que é um seguro de capitalização?

21 de Fevereiro, 2019 | por David

Sabe o que é um seguro de capitalização e onde pode contratar?

Para contratar um seguro de capitalização tem de procurar em seguradoras e bancos.
São uma das opções disponíveis para constituir um pé de meia também para a reforma.
O cliente entrega à companhia de seguros um determinado montante que pode ser mensal.
Este capital será devolvido no final do contrato, acrescido do respectivo rendimento, que tem, na maioria das vezes, uma taxa garantida.
Alguns para além da taxa de juro que pode ser garantida, colocam à disposição do cliente um rendimento superior.
Como também é um seguro de vida, é também conveniente designar  quem receberá o capital em caso de morte do segurado.

Leia Também: Os depósitos a prazo têm risco? Vale a pena investir?

Caso contrário, este reverterá a favor dos herdeiros legais de forma automática.

Posso entregar qualquer valor?

No inicio do contrato, o tomador do seguro entrega um valor mínimo definido pela seguradora, podendo depois adicionar um plano de entregas mensal ou outro a definir.

E a segurança deste tipo de produto?

Os seguros de capitalização são considerados aplicações muito seguras, têm uma supervisão muito apertada às garantias oferecidas pelos próprios produtos.
No entanto, e embora o risco de cada seguro seja normalmente reduzido, actualmente é possível encontrar seguros que não usufruem de garantia de capital, os chamados Unit Linked que pretendemos vir a falar deles futuramente.

Isso são os seguros, e a seguradora?

O risco de uma seguradora ir à falência é relativamente muito baixo.
A capacidade da companhia para pagar aos investidores é assegurada pelas provisões (dinheiro posto de lado para fazer face a problemas futuros) que a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões obriga a constituir.
Uma curiosidade, sabe quantas companhias de seguros já faliram em todo o mundo?
Resposta: Nenhuma

E quais os custos?

Os custos dependem da seguradora e do produto em questão.
Mas não se deve livrar do custo de gestão anual, e provavelmente de resgate antecipado, normalmente hoje em dia não há custos de subscrição.
Fiscalidade é também ela um ponto a favor deste tipo de produto.
Já falamos aqui nas vantagens em termos fiscais dos PPR.

Leia também: 5 Razões para fazer uma PPR

Ora, os seguros também usufruem de vantagens fiscais, não na entrada, uma vez que já há muitos anos que os mesmos deixaram de poder declarar no IRS, mas na saída.
As taxas de IRS na saída são:
Até 5 anos: 28%
A partir dos 5 anos: 22,4%
A partir dos 8 anos: 11,2%
Basicamente os seguros são aplicações muito seguras, que constituem uma boa opção para um pé de meia.
Actualmente pecam um pouco pelas rentabilidades um pouco à semelhança dos PPR em forma de seguro.
Esperamos que o artigo “O que é um seguro de capitalização?” lhe seja útil, deixe o seu comentário se tiver alguma dúvida ou sugestão.


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Os depósitos a prazo têm risco? Vale a pena investir?

11 de Fevereiro, 2019 | por David

Os depósitos a prazo têm risco? É uma pergunta que normal não fazemos por achamos que não tem risco.

Conheça um pouco mais sobre depósitos a prazo,  aplicação tão usada pelos Portugueses.
Os bancos vende-nos como um  produto sem risco…será mesmo assim?
Fundo de Garantia de Depósitos:
Se um produto não tem risco, não será necessário um fundo de garantia correcto?
Na verdade cai logo aqui esse mito de produto sem risco. Os depósitos a prazo têm risco!
Este  fundo garante o capital investido em depósitos apenas até aos 100.000€  por titular de conta em caso de falência do banco.
A partir de 2016, os depósitos a prazo acima dos 100.000€ passaram  a ser chamados a resgatar  os bancos em caso de problemas.
Actualmente o Fundo de Garantia de Depósitos,  não cobre a totalidade dos depósitos existentes, praticamente apenas cobre metade.

E as taxas de juro?

Actualmente as taxas de juros oferecidas pelos bancos são bastantes baixas,.
Outra coisa não podia deixar de ser com as taxas euribor negativas há quase 6 anos.

Vale a pena investir?

Para  curto prazo, os depósitos a prazo são a melhor solução, mesmo a taxa 0%.
Na teoria, uma vez que o capital não está à ordem acaba por estar mais seguro.
Atenção que se necessitar do  capital antes do prazo perde os juros já acumulados na maioria dos bancos,

Outro problema é a taxa de inflação.

Na verdade, quando actualmente fazemos um depósito a prazo, estamos a agir numa perspectiva de preservação de capital e não de o rentabilizar.
Basta olhar para a taxa de inflação em 2017 de 1,4% e em 2018 que não será muito diferente, para perceber que estamos a ter rendimentos negativos nos depósitos.
Se acha que só vai precisar do capital num período mais longo, talvez os fundos de investimento de tesouraria sejam a melhor opção.
Leia também: Sabe quais são as classes de fundos de investimento que existem?
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5 razões para fazer um PPR

11 de Fevereiro, 2019 | por David

Há várias razões para investir uma parte das suas poupanças em PPR.

Depois dos depósitos a prazo, os PPR são uma das aplicações mais populares em Portugal.

1- Necessidade de ter uma pensão confortável

As constantes alterações legislativas que têm vindo a ser implementadas, torna-se evidente que os futuros pensionistas não podem apenas confiar na pensão que será paga pela Segurança Social.
Os constantes cortes e o aumento da idade da reforma, torna-se urgente a cada português construir um complemento de reforma.
Uma aplicação financeira vocacionada para a poupança a longo prazo é necessária e mais que evidente.
Os PPR estão nessa linha na frente devido sobretudo pela eficiência fiscal.

Leia Também: PPR-Penalizações pelo Reembolso Antecipado

2- Os PPR não são todos iguais

Existem dezenas de PPR disponíveis nos bancos, seguradoras, ou sociedades gestoras em Portugal.
O mais importante, é poder escolher o produto financeiro que mais se adequa ao seu perfil de investimento.
Se for um investidor com um perfil conservador pode optar por um PPR sob a forma de seguro.
Estes caracterizam-se pelo facto de garantirem o capital investido e terem na maioria das vezes uma taxa de juro garantida.
Mas costumam ter um reverso da moeda, as rentabilidades têm tendência a ser baixas, ainda mais no contexto actual de taxas baixas nos mercados.
Se tiver um perfil de investidor um pouco mais agressivo, existem no mercado os chamados FPR, são PPR sob a forma de fundo de investimento.

Leia também:  Sabe a diferença entre um PPR e um FPR?

Estes produtos podem ter uma exposição na carteira a acções até 100%.
Pela sua natureza, estes PPR não garantem o capital investido e seguem a volatilidade de mercado.

3. Dedução no IRS

Esta foi desde o seu inicio a maior razão da popularidade dos PPR.
Contudo, ao longo dos anos esta vantagem tem vindo a decair.
Para 2019, a dedução máxima é de 20% das quantias aplicadas em 2018 com os seguintes limites:
400€ ( até 35 anos );
350€ ( de 35 a 50 anos );
300€ ( superior a 50 anos ).
Repare, quanto mais cedo começar, mais rentabilidade terá na altura da reforma e mais deduz ao longo dos anos no IRS.

4. Taxa de imposto reduzida

28% de IRS, esta é a taxa liberatória nos produtos financeiros.
Traduzindo em miúdos, por cada 100€ que investe por exemplo num depósito a prazo, obrigações ou acções, 28€ é retido pelo Estado.
Nos PPR, o que temos, é logo à partida uma taxa de 21,5% em vez dos 28%.
A partir dos 5 anos da aplicação a taxa baixa para os 17,5% e a partir dos 8 anos a taxa é de 8,6%.
Estas taxas acima descritas, aplicam-se quando há lugar ao resgate fora da condições na lei.
No resgate for dentro das condições da lei, a taxa é fixa de 8% a partir dos 5 anos.

5- Rentabilidades atractivas

De uma forma geral, os PPR apresentam boas rentabilidades ao longo do tempo.
Acontece que, como já referido, nos últimos 5 a 6 anos, temos tido taxas euribor negativas, o que se traduz na maior dificuldade das seguradoras proporcionarem boas taxas aos seus clientes.
Aqui entra de novo os já falados FPR, uma aposta no mercado de obrigações e acções têm traduzido em rentabilidades acima dos 10% ao ano nos últimos 10 anos.
Seguros PPR ASF: https://www.asf.com.pt/NR/exeres/1A4E93BA-6496-4F9F-A04F-B5E786F9871C.htm
FPR APFIPP: http://www.apfipp.pt//report.aspx?itemcode=Mrr_FPAbertos_PT.rpt&calendar=yes&type=FP

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Fundos de investimento, que banco escolher?

5 de Fevereiro, 2019 | por David

Já muito falamos sobre fundos de investimento. Mas qual ou quais os melhores bancos para investir?

Não vamos dar uma resposta concreta, vamos apenas analisar os fundos de investimento que temos actualmente de oferta nos vários bancos.
A primeira coisa que um investidor se deve preocupar é com a quantidade.
Imaginamos por exemplo que queremos comprar uma televisão.
Existem várias casas onde as podemos adquirir, mas prefere comprar numa loja de bairro com pouca oferta ou uma grande superfície com centenas de televisões para escolher?
Os bancos ditos online têm uma quantidade imensa de fundos, colocam os grandes bancos a um canto.

Segundo a CMVM, os bancos com mais fundos em comercialização são por ordem:

1-Banco Best
2-Banco BiG
3-ActivoBank
4-Banco Invest
Como se pode ver, nenhum dos primeiros 4 bancos são os chamados bancos grandes.
Estes bancos apenas comercializam ao seu público em geral fundos das próprias gestoras de activos, normalmente não passam dos 50 fundos.
Em comparação por exemplo com o banco com a maior oferta ( Banco Best ), estamos a falar numa diferença de mais de 4000 fundos.
O segundo critério a ter em conta tem a ver com os mínimos de subscrição.
Nem todos os bancos têm os mesmos mínimos de subscrição, pode ser determinante poder fazer uma carteira maior ou menor devido a este aspecto.
A ter em conta também os custos, já falamos neles por exemplo em 5 dicas para analisar fundos de investimento.
Na verdade as comissões são quase todas determinadas pela gestora dos fundos. Cabe ao banco comercializador se coloca em cima uma comissão de subscrição e ou de resgate.
O mesmo fundo de investimento pode ter condições diferentes em bancos distintos.
A ter em conta também a operacionalidade.
Afacilidade com que que se subscreve um fundo e o resgata é também importante.
Escolha um banco que seja simples fazê-lo, na maior parte dos bancos ditos online esse aspecto está assegurado.

E os gestores de conta?

Pensamos que a literacia financeira é sempre importante e por isso também nos temos focado ultimamente nesta temática dos fundos.
Mas vamos sempre precisar de um conselho, recomendação e consultoria com o gestor de conta.
Aqui somos da opinião que de facto os bancos online estão mais preparados que os bancos comerciais.
Não só  pelas formações mais intensivas a que os gestores de conta estão mais sujeitos nos bancos online, como também com a quantidade de clientes que os bancos comerciais têm de atender.
Um serviço mais próximo com acompanhamento mais profissionalizante é um facto importante também na escolha do banco.

Conclusão:

Se pensa começar, ou se já investe neste tipo de aplicação, tenha em atenção os factores acima descritos.
Fará sentido investir num banco onde lhe é cobrado comissões de manutenção de conta todos meses e só lhe propõem analisar 20 ou 30 fundos?
Ou um banco sem comissões de conta ( praticamente todos os bancos online não cobra ), com centenas de fundos de várias gestoras?


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10 Vantagens dos fundos de investimento

28 de Janeiro, 2019 | por David

Quais são as vantagens dos fundos de investimento?

Aqui ficam as principais vantagens dos fundos de investimento.
1-Gestão
Os fundos de investimento são geridos por uma equipa de gestão.
Isto permite ao fundo comprar e vender activos de acordo com os momentos do mercado.
2- Custos
O facto de os investidores estarem expostos a vários activos em apenas um fundo, permite um custo muito menor do que o investidor adquirir directamente os mesmos em mercado.
Para além que, todos os custos estão definidos e à vista de quem quer investir neste tipo de produto.
3- Diversificação
Uma das grandes máximas “ não colocar os ovos no mesmo cesto”  está bastante presente nos fundos de investimento, o investidor consegue estar investido em apenas um fundo nos Estados Unidos, Rússia, Japão, China, Alemanha assim como em obrigações, acções entre outros activos financeiros.
4- Fiscalidade
Não que os fundos de investimento não tenham directamente ou indirectamente de pagar os 28% de IRS como qualquer outro produto financeiro, mas actualmente depois da reforma do IRS em 2015 passaram a ter vantagens em manter os fundos durante mais tempo, assunto abordado já por nós aqui : Correcção Monetária nos Investimentos a longo prazo
De salientar, que existe outras aplicações que são comercializados pelas seguradoras directamente ou indirectamente nos bancos.
Os chamados Unit Linked por exemplo, são seguros de vida ligados a fundos de investimento em que o regime fiscal é igual aos seguros de capitalização.
Permitem assim uma taxa de IRS mais baixa na saída ao fim de alguns anos.

Leia Tambem: Saiba como Identificar o Risco de um Fundo de Investimento

5- Tempo
Se um investidor compra uma acção de uma empresa tem a tendência de todos os dias ir ver como está a evolução do mesmo, ou fazer análises de mercado para conseguir as melhores oportunidades, nos fundos como é gerido por um profissional como falamos no ponto 1, o investidor não tem de ter essa preocupação e não perder tempo com essas análises.
6- Rastreamento facilitado
Se mesmo assim quiser acompanhar a evolução do fundo mais em cima, estes são actualizados diariamente ao valor liquido.
Na maioria dos bancos a informação é vasta, com várias informações para além da cotação do fundo.
7- Segurança
Apesar de serem na maioria um produto sem capital garantido, a verdade é que um fundo não é um produto de banco, e desse modo não respondem por qualquer problema dos mesmos.
8- Liquidez
Saber que se for necessário  resgatar e ter o capital no máximo em 5 dias na conta dá uma segurança e tranquilidade a qualquer investidor.
O mesmo não acontece noutros produtos.
Os fundos têm liquidez diária e em qualquer altura sai com a mesma rapidez com que entrou.

Leia Também: Fundo de Garantia de Depósitos – Como funciona?

9- Mínimos de investimento
Há fundos no mercado português com entradas mínimas que podem chegar aos 25€.
Imagina estar exposto a vários países, a vários tipos de activos por apenas 25€ noutro tipo de aplicação?
Entenda, os fundos de investimento são provavelmente o tipo de aplicação mais democrática existente.
10- Oferta
Todos os bancos têm este tipo de aplicação.
Existem actualmente cerca de 150 fundos de investimento domiciliados em Portugal. Domiciliados no estrangeiro e também comercializados em Portugal são mais de 4000.
Esperamos que o artigo “10 Vantagens dos fundos de investimento” lhe seja útil, deixe o seu comentário se tiver alguma dúvida ou sugestão.
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Formas para acabar com as despesas de manutenção de conta

14 de Janeiro, 2019 | por David

As despesas de manutenção de conta andam a dar-lhe voltas à cabeça?

Vamos dar aqui umas dicas para acabar com as despesas de manutenção de conta e poupar algum dinheiro todos os meses.

Contas sem despesas de manutenção

Existem contas sem despesas de manutenção em praticamente todos os bancos, estas contas chamam-se contas de serviços mínimos, estão previstas na lei e são obrigatórias em todos os bancos, terá de se deslocar ao seu banco e pedir.
No entanto é necessário cumprir alguns requisitos, por exemplo não pode ter mais nenhuma conta aberta em mais nenhum banco, por serem contas de serviços mínimos estas contas incluem menos funcionalidades que as normais.
Atenção que a conversão para esta conta pode incorrer num aumento de outras despesas, nomeadamente se tiver um crédito habitação, o banco pode rever o seu spread ( concerteza para cima ) e isso pode traduzir-se num aumento na prestação.
De salientar que se o cliente for uma pessoa incapacitada ou com mais de 65 anos, a conta pode ter um segundo titular com contas noutros bancos.

Bancos online

São cada vez menos considerados “ bancos online” uma vez que já prestam serviços com muitos produtos e por na maioria já terem algumas agências abertas, mas estão cada vez mais na moda e em quase todos o cliente está isento de despesas de manutenção de conta independentemente se vai ou não adquirir produtos do banco, alguns até isentam os cartões multibanco apenas tendo uma conta aberta.

Domiciliação de ordenado

É uma boa opção em alguns bancos, no entanto já o foi mais, muitos bancos acabaram com elas ou incluíram uma comissão de manutenção que depois dá acesso a cartões gratuitos etc.
Há bancos que exigem que o crédito em conta venha directamente da entidade empregadora ou do Estado no caso de ser uma pensão, mas também há outros que basta um depósito ou transferência todos os meses para que seja considerada uma conta ordenado.

Mais património, menos comissões

Alguns bancos acham que quem tem mais deve pagar menos, para sermos claros, pode parecer injusto, mas todos sabemos que é a verdade, procure saber junto dos bancos saber que património precisa de ter para ter isenção ou que a comissão seja o mais reduzida possível.

Leia Também: Como mudar seguro de vida crédito habitação?

Vários produtos no banco

Há bancos que se tiver créditos, cartões, uma conta poupança, depósitos, e mais qualquer coisinha pode ser que veja uma vantagem na hora de lhe cobrarem a comissão de manutenção.
No entanto seja “ esperto”, só compensa baixar ou isentar a comissão de manutenção de conta se a compra de outros produtos não lhe acarretar mais despesas, se lhe isentam a comissão mas aumentam o spread do seu crédito habitação, se tem de comprar um cartão de crédito com anuidades de 30€ ou mais, entre outras coisas, talvez seja melhor ficar quieto.
Se quer mesmo deixar de ter dores de cabeça com esta despesa, tem várias alternativas, negociar com o seu banco ou simplesmente mudar de banco, os ditos bancos online podem ser uma excelente alternativa, para além de isentar estas comissões de manutenção, ainda costumam ter as melhores ofertas de depósitos a prazo ( há bancos a oferecerem até 2% TANB de taxa de juro para novos clientes ) e uma panóplia de aplicações financeiras se o seu objectivo for colocar o seu dinheiro a render.
Fica um extra nosso, se clicar aqui terá acesso a todos os preçários das varias instituições bancárias em Portugal para que possam analisar.
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Saiba como Identificar o Risco de um Fundo de Investimento

5 de Janeiro, 2019 | por David

Saiba como Identificar o Risco de um Fundo de Investimento

SRRI
Synthetic Risk and Reward Indicator – Este é o nome da matriz que mede o risco de um fundo de investimento, esta matriz classifica cada fundo com um valor ente 1 a 7, quanto menor o valor menos risco tem o fundo.
Esta classificação pode variar ao longo da vida de um fundo, embora o normal seja classificar o fundo com os dados a 3 e 5 anos, incorpora algumas variáveis sendo as principais a rentabilidade versus volatilidade.
É muito normal nos bancos nos “venderem” um fundo dizendo que o mesmo tem risco 1, 2, 3 etc., mas fica uma informação mais especifica a dar ao cliente, raras vezes essa informação é dada porque parte-se do pressuposto que um fundo de risco 1 numa escala de 7 será muito conservador, e um fundo de risco 7 numa escala de 1 a 7 será muito agressivo, mas até onde um fundo é muito conservador? Ou muito agressivo?
Já aprendemos para trás que a escala de risco é dada consoante as variáveis como rentabilidade e volatilidade de um fundo a 3 ou 5 anos, mas não sabemos em termos quantitativos o que isso realmente quer dizer, num fundo de risco 1 tenho garantia de capital? num fundo de risco 4, portanto ali um risco médio, quanto pode o meu dinheiro valorizar ou desvalorizar?

Leia Também: 5 dicas para analisar fundos de investimento

Na verdade temos estado a falar numa escala de risco de 1 a 7, mas isso é apenas um resumo do que é o SRRI, o SRRI tem uma outra escala, se podemos chamar assim, que vai dos 0% a >25%, e aqui sim é onde podemos ter uma ideia de quanto o fundo pode desvalorizar ou valorizar.
Mais importante que dizer que um fundo de risco 4 é um fundo de risco médio, é dizer que esse fundo pode ter desvalorizações até -5% e valorizações que podem ir até +10%.
Podemos assim afirmar que temos uma grande segurança na altura de investir,  porque sabemos até onde o fundo desvaloriza e até onde ele valoriza? bem, claro que estamos a falar em fundos de investimento, que não têm garantia de capital e investem em activos de mercado, há subidas e descidas repentinas, mas todos os fundos são geridos por gestoras que em primeiro lugar não querem que os clientes percam dinheiro, e em segundo lugar querem que os fundos valorizem o máximo possível e que tenham boa reputação, por isso cada fundo tem o seu mandato de gestão onde os gestores tentam a todo o custo colocar o fundo dentro da margem de classificação SRRI.
Vamos agora a alguns exemplos, não dando os nomes dos fundos mas é apenas para exemplo simples.
Fundo de Tesouraria/Mercado Monetário
Olhando para um histórico mais recente desde 2010, foi no ano de 2016 que obteve a rentabilidade mais baixa de +0,06% e a rentabilidade mais alta foi em 2011 com +2,24%, mas como o SRRI é uma medida que mede os dados a 3 e 5 anos, a rentabilidade anualizada a 3 anos é de -0,08% e a 5 anos de +0,12%, o fundo está assim classificado como fundo de risco 1, porque segundo a escala SRRI, este fundo não deveria ter rentabilidades negativas abaixo de -0% e subidas acima dos +0,50%,
Fundo de Acções América
Olhando mais uma vez para o histórico também desde 2010, no ano de 2014 o fundo obteve a rentabilidade mais alta de 28% e a rentabilidade mais baixa foi em 2017 de +5,44%, a 3 anos a rentabilidade anualizada é de +5,31% e a 5 anos é de +10,54%, com estes dados eu diria à primeira vista que é um fundo risco 5, no entanto está classificado como risco 6, isto concerteza será por incorporar mais dados que não temos, e não vamos agora aprofundar, como por exemplo a volatilidade e drawdowns, um fundo pode acabar o ano com uma rentabilidade positiva de 10% mas não quer dizer que em algum mês não tenha caído 20% ( isto só para dar uma ideia ).
Quando um banco vos diz que tem ali um fundo de risco 5 interessante para vos vender, já sabem que na teoria nesse fundo podem ter desvalorizações de 100€ por cada  1.000€ investidos e valorizações que podem ir até 150€ por cada 1.000€ investidos  ( como já se demonstrou para cima as gestoras acabam por não ter limites ).

Leia Também: 5 dicas para quem quer se iniciar em fundos de investimento

A dica principal aqui é dar-vos mais uma ferramenta na análise de um fundo, deixo-vos a seguir os intervalos da escala SRRI para poderem usar.
Esperemos que esta dica vos seja útil
Um bom 2019 e bons investimentos.
Classe de Risco                     SRRI
1                                                 0% – 0,5%
2                                                 0,5% – 2%
3                                                   2% – 5%
4                                                 5% – 10%
5                                               10% – 15%
6                                               15% – 25%
7                                                   >25%


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Sabe quais são as classes de fundos de investimento que existem?

21 de Dezembro, 2018 | por David

Hoje vamos falar nas classes de fundos de investimento, venha conhece-las e adeque as mesmas às suas necessidades. Existem 5 classes de fundos de investimento.

Classes de fundos de investimento:
  • Fundos de Tesouraria
  • Prazo mínimo recomendado de investimento: Três meses
  • Risco: Baixo

Esta classes de fundos de investimento é a menos arriscada e por isso também é a mais procurada pelos Portugueses, apesar de não terem capital garantido, raramente têm rentabilidades negativas uma vez que investem em depósitos a prazo e em activos de dívida de muito curto prazo.
Costumam ser uma boa alternativa a depósitos a prazo.

  • Fundos de Obrigações
  • Prazo mínimo recomendado de investimento: Mais de dois anos
  • Risco: Médio/Médio Alto

Leia Também: Correcção Monetária nos Investimentos a longo prazo

Esta classe digamos que se encontra no meio em termos de risco, e mesmo dentro desta classe existe os menos arriscados ( fundos de obrigações de muito e curto prazo ) e mais arriscados ( fundos de obrigações de High Yield* ).
Nesta classe os fundos investem em dívida seja de empresas ou de estados, e como todo nós sabemos, há empresas e estados mais ou menos arriscados, e por isso as rentabilidades nesta classe podem ser díspares.
*High Yield – Obrigações que pagam um alto rendimento com um baixo rating de crédito ( empresas e estados inferiores a “BBB” ), pelo que o seu risco é mais alto.

  • Fundos Mistos
  • Prazo mínimo recomendado de investimento: Mais de três anos
  • Risco: Médio Alto

Como o próprio nome indica, são fundos com uma alocação de multi activos, obrigações e acções.
Dentro desta classe de fundo de investimento também há os que são mais ou menos arriscados, depende sempre da percentagem que têm de acções e obrigações, um fundo misto com alocação de 75% em acções e 25% de obrigações é um fundo mais arriscado que o seu contrário.
Este tipo de fundo é o segundo mais escolhido pelo investidor português, um fundo que acaba por ser bem diversificado e uma alternativa a investir em fundos de acções e obrigações em separado.

  • Fundos de Índice
  • Prazo mínimo recomendado de investimento: Mais de 5 anos
  • Risco: Alto

Podemos falar em dois tipos de fundos diferentes, existem os fundos de gestão passiva em que seguem a 100% um determinado índice bolsista ( este fundo é designado por Exchange-Traded Fund-ETF ), onde a sua compra é feita directamente em bolsa uma vez que são cotados, e os Fundos Índice, que são fundos “normais” de gestão activa como os anteriormente falados mas que tentam também chegar o mais perto possível a uma carteira que replique perto de 100% do seu índice de referência.
De salientar que os ETF´s  têm comissões de gestão muito mais baixas, no entanto, como funcionam como se de uma acção se tratasse e são comprados e vendidos  em mercado, temos de ter em conta os custos cobrados pelas instituições financeiras neste tipo de operações.

  • Fundos de Acções
  • Prazo mínimo recomendado de investimento: Mais de 5 anos
  • Risco: Alto

São a classe mais arriscada e por isso também a que poderá dar mais retorno a longo prazo.
Investem em acções de variadíssimas empresas mundiais e em várias áreas geográficas, podemos ter acções dos EUA, Europa, da Índia, China e Africa em apenas um fundo, como podemos ter um fundo em que aposta apenas numa determinada área geográfica.
São fundos que isoladamente, são aconselhados a investidores com maior apetência para o risco e devem ser utilizados sempre numa óptica de longo prazo.
Bons investimentos


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Sabe a diferença entre um PPR e um FPR?

14 de Dezembro, 2018 | por David

PPR – Plano Poupança Reforma


PPR- Plano Poupança Reforma e FPR- Fundo Poupança Reforma, ambos têm o mesmo propósito e têm os mesmos benefícios fiscais, no entanto existem algumas diferenças entre ambos.

A primeira diferença prende-se de quem os gere, se nos PPR- Plano Poupança Reforma são as seguradoras que gerem os seus planos, nos FPR- Fundo Poupança Reforma são as gestoras de activos.

A segunda diferença são os activos que constam nas carteiras, ora se no caso dos PPR a gestora é uma seguradora, os activos constantes no plano passa por activos mais conservadores, onde a dívida pública ( nomeadamente portuguesa ) tem um maior peso, no caso dos FPR, as gestoras têm mais liberdade de escolha nas suas carteiras, podem ter uma exposição a 100% de acções.

Leia Também: PPR – PENALIZAÇÕES PELO REEMBOLSO ANTECIPADO

A terceira vem no seguimento da anterior, se no caso dos PPR os activos são mais conservadores, a seguradora tem a possibilidade de colocar à disposição do aforrista um produto de capital garantido, assim como na maior parte das vezes um taxa de juro mínima garantida, no caso dos FPR na maior parte dos casos não existe capital garantido ( salvo alguns casos mais específicos ) uma vez que estamos perante um fundo de investimento que segue a evolução dos mercados de obrigações e acções, assim como não está associada nenhuma taxa de juro.

A quarta são os custos, geralmente os PPR têm custos mais elevados que os FPR, preço a pagar pelo capital garantido e taxas garantidas.

Poderão perguntar então qual a melhor opção?

Depende sempre do perfil de cada um, e sobretudo da idade, para quem a idade da reforma ainda se encontra longínqua, mais de 20 ou 30 anos, assumir um maior risco no FPR- Fundo Poupança Reforma pode se traduzir no final do prazo a uma rentabilidade superior, para quem se encontra a menos de 10 anos da reforma então a opção por um PPR- Plano Poupança Reforma com capital e taxa garantida dá uma maior segurança na altura de ter o capital à disposição.

 


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Correcção Monetária nos Investimentos a longo prazo

7 de Dezembro, 2018 | por David

Recorda-se de na semana passada falarmos  no poder dos juros compostos? E em como eles eram importantes num investimento de longo prazo?
Hoje vamos falar em mais uma vantagem do investimento a longo prazo, o impacto que a correcção monetária tem nos seus investimentos.

Leia Também: 5 dicas para analisar fundos de investimento

Antes de falarmos em correcção monetária nos investimentos a longo prazo, vamos primeiro de tudo saber o que é a correcção monetária?
No mercado imobiliário, quando existe uma venda, o fisco aplica ao valor de compra do imóvel o chamado coeficiente de desvalorização da moeda, tabela que é actualizada pelo governo, baixando assim o efeito da mais valia obtida pelo vendedor em sede de IRS/IRC.
O mesmo se passa actualmente nos activos mobiliários, a partir de 2015 com a nova reforma do IRS, passou a existir também a aplicação de uma correcção monetária ao valor de compra de um activo ( títulos de dívida, fundos de investimento etc ).
Passemos a um simples exemplo:
Compra de um fundo de investimento por 1.000€ em 2010, aplicando os coeficientes actuais, o valor passa a ser de 1.080€ ( 1,08 ), imaginando que o mesmo foi vendido à data de hoje por 1.050€, na primeira versão sem aplicação do factor correctivo, teríamos uma tributação sobre os 50€ de mais valia, actualmente com a correcção, o investidor teria na teoria uma menos valia no IRS ( 1.050€ – 1.080€= -30€ ), apesar claro de na prática ter tido 50€ de lucro.
Mas atenção, a correcção monetária só é aplicada após 2 anos de investimento.
Houve uma altura em que as actualizações dos coeficientes andavam mais rápido, actualmente desde 2012 que estão praticamente estagnadas em 1,01, o mesmo que dizer um impacto de 10€ por cada 1.000€ investidos, mas não deixa de ser um factor em ter em conta e que há muito era reclamado, um incentivo à poupança que muita gente desconhece e que tem passado ao lado da maioria das pessoas.
Bons investimentos.


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Conhece o Poder dos Juros Compostos?

30 de Novembro, 2018 | por David

Uma das grandes vantagens de se investir, ou poupar para longo prazo, são os chamados juros compostos.

Um simples exemplo para verem a diferença de um investimento com juros simples e juros compostos ao longo de 25 anos num investimento de 1.000€ e com uma taxa indicativa de 6%/ano.
Em 25 anos de investimento com juros simples, se aplicarmos 1.000€, estes transformam-se em 2.500€, mas com juros compostos os 1.000€ valorizam-se para 4.290€.
25 anos pode até parecer muito, mas no fundo estamos a falar em alguém que se encontra hoje nos 40/45 anos e que comece agora a poupar para a sua reforma.

Leia Também: 5 DICAS PARA QUEM QUER SE INICIAR EM FUNDOS DE INVESTIMENTO

Porquê esta diferença?
A diferença está na forma de investir ou reinvestir os juros, é ganhar juros de juros, o juro pago em cada período é acrescentado ao capital inicial e reinvestido.
Se no primeiro ano os juros são sobre 1.000€, no segundo serão sobre 1.060€ e no terceiro sobre 1.123,60€, e assim consecutivamente.
Infelizmente os depósitos a prazo, para além do fraco retorno, não permite este reinvestimento directo dos juros automaticamente, ou seja, são depósitos com juros simples, uma forma de dar a volta é o depositante voltar a colocar a totalidade do valor recebido na altura de pagamento de juros, o único senão será o IRS retido na fonte na altura do respectivo pagamento.
Mas não só nos depósitos a prazo podemos fazer esta forma de “multiplicação do dinheiro”, embora não possamos falar em “juros”, temos aplicações financeiras no mercado em que reinvestir capital + mais valias é algo comum, nomeadamente nas Acções, ETF´s, Fundos de Investimento etc., com todas as vantagens de a longo prazo o retorno ser de facto muito maior do que se não houvesse este reinvestimento dos juros ou das mais valias.
Bons investimentos
 
 


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5 dicas para analisar fundos de investimento

23 de Novembro, 2018 | por David

Analisar fundos de investimento, através por exemplo de uma ficha da gestora  ou no site Morningstar, assenta em vários pontos mas só vamos nos focar nos 5 principais pontos para analisar fundos de investimento.

Histórico de Rentabilidade:  É para onde instintivamente olhamos logo, na verdade, sejamos nós investidores conservadores ou dinâmicos, queremos todos ver o nosso dinheiro crescer, neste primeiro ponto podemos ver as médias anuais de rentabilidade entre a cotação do dia anterior até 10 anos de rentabilidade anualizada, de salientar, que quem olha neste momento para a rentabilidade a 10 anos de um fundo, encontra-se incorporado ainda a grande crise de 2008, dá-nos uma excelente ideia de como se comportou o fundo nesse ano e nos restantes.
Nesta secção das rentabilidades também se pode comparar o fundo com o seu índice de referência ( o chamado Benchmark ) e a média da categoria onde o fundo está incluído.
Rating e Risco:  Aqui, na nossa opinião está um dos pontos mais importantes, encontram-se incluídos nesta secção:

  • Rentabilidade média: Mostra-nos a rentabilidade média anual nos últimos 3 anos.
  • Desvio Padrão: Mostra-nos a variação anual nos últimos 3 anos do fundo, a sua volatilidade e o quanto se desviou da média da categoria do fundo, quanto menor este valor menos o risco do mesmo.
  • Rácio de Sharpe: Este rácio básicamente mede a qualidade do fundo, avalia a relação entre o retorno e o risco do investimento, calcula-se  deduzindo o rendimento por uma taxa de juro sem risco, a esta diferença é dividido pela volatilidade do fundo. Por exemplo, um fundo com uma rentabilidade de 10%, e volatilidade ( desvio padrão ) de 5%  e uma taxa de juro sem risco ( geralmente em Portugal utiliza-se taxas de juro de dívida Portuguesa ) de 1%, teríamos ( 0,10-0,01/0,5 ) = Rácio de Sharpe de 0,18. Perguntam, é bom ou mau? Quanto maior este número melhor, e os especialistas tendem em ser unânimes, um rácio abaixo de 1,00 não é interessante, o exemplo acima demonstra que apesar de o fundo ter tido uma boa rentabilidade de 10%, a sua volatilidade média foi de metade, que dizer que é um fundo com várias variações, atenção que a taxa de juro sem risco colocada foi meramente ilustrativa.
  • R2: Este coeficiente mede o quanto a carteira do fundo segue o índice de referência ( benchmark ), um R2 de 100 que dizer que a carteira segue o índice de referência em absoluto, vemos isso por exemplo em fundos de índices e em fundos cotados em bolsa ( ETF´s ).
  • Beta: Coeficiente que mede o risco sistémico em relação ao mercado, trocado por miúdos, um beta superior a 1.00, quer dizer que o fundo vai exagerar o mercado, ou seja, vai subir mais que o mercado se este subir, mas também irá cair mais que o mercado quando este cair, quando o beta é inferior a 1.00, é o contrário, vai subir menos e também vai cair menos.
  • Alfa: Mede basicamente a competência do gestor do fundo, quando o Alfa é superior a  1.00 quer dizer que o gestor conseguiu com que o fundo tenha uma melhor performance que o mercado, quando for abaixo que 1.00 revela o contrário. Não há assim tantos fundos com Alfa superior a 1.00, não quer dizer com isto que o gestor seja incompetente, apenas não conseguiu gerar Alfa por variadíssimas razões.

Carteira:  Neste sector também há vários rácios, mas basicamente o mais importante é olhar para onde o fundo investe, em que tipo de activos, em que sectores e regiões, deste modo fica-se com uma ideia da sua diversificação.

Leia Também: Correcção Monetária nos Investimentos a longo prazo

Gestão:  Aqui, para além de ficar a conhecer o gestor ou gestores do fundo, fica a conhecer também desde quando o mesmo existe e desde quando é gerido pelos gestores actuais, pode assim aferir o seu curriculum e se inspiram a confiança necessária.
E a ultima dica para analisar fundos de investimento:
Fees/Custos:  Recordam-se de falarmos nos custos dos fundos no anterior post “5 dicas para quem se quer iniciar em fundos de investimento” ? É aqui que eles aparecem, de salientar algo importante, se a análise ao fundo estiver a ser feita na Morningstar ou no site da gestora, pode acontecer aparecer  comissões mais elevadas, isto porque a gestora coloca um limite máximo, cabe depois a cada instituição financeira cobrar as comissões que acham adequadas.
Recordo que a comissão de gestão  é deduzida directamente no valor da unidade de participação, não sai directamente do  bolso do investidor.
Bom investimento, esperamos que estas 5 dicas para analisar fundos de investimento lhe sejam úteis.


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5 dicas para quem quer se iniciar em fundos de investimento

16 de Novembro, 2018 | por David



Se decidiu investir em fundos de investimento, aconselhado por algum amigo, gestor de conta ou simplesmente porque ouviu falar nos media ou internet, antes de colocar o seu capital neste tipo de investimento deve ter em conta e analisar pelo menos estes 5 pontos que acho que serão os mais importantes.

1ª – Conheça-se a si próprio, quais os objectivos em mente:

Sabe qual é o seu perfil de investidor?

Se bem que há uns tempos a trás tal não era obrigatório, hoje em dia o perfil de investimento é algo que já é pedido por algumas instituições financeiras na altura de abrir uma conta, digamos que é um teste com algumas perguntas e no fim fica a saber em que categoria de risco se insere, se é um investidor conservador, moderado, agressivo etc.

E o seu objectivo? Quais as suas metas? Precisa de as definir para melhor as poder  alcançar.

2ª –  Escolha o tipo de fundos:

Existem vários tipos de fundos, em Portugal temos instituições financeiras que chegam a ter mais de 3000 fundos disponíveis de várias gestoras.

De uma forma muito geral temos:

·         Fundos de mercado monetário que investem em depósitos a prazo e outros produtos de curto prazo;

·         Fundos de obrigações que investem em divida de empresas ou estados;

·         Fundos de acções que investem em acções de empresas;  

·         Fundos mistos que têm pelo menos as duas componentes, obrigações e acções;

·         Fundos Imobiliários que investem directamente em imóveis, ou indirectamente ( acções/obrigações) de empresas ligadas ao sector.

Tudo depende portanto do que definiu na primeira dica, se já tem o seu perfil e os seus objectivos definidos, fica mais fácil escolher os fundos .

3ª- Tenha atenção  às comissões:

Hoje em dia tudo e mais alguma coisa cobra comissões como bem sabemos.

Mas nos fundos de investimento temos algo particular, muito raramente os fundos têm comissões de subscrição ou comissões de resgate, e mais, não existe sequer um outro pagamento directo ao banco onde se tem o fundo, à gestora ou ao gestor que está a gerir o mesmo.

Mas poderá perguntar, ninguém ganha dinheiro com o capital que eu vou investir?

A resposta é sim, obviamente, esse rendimento para a gestora vem da comissão de gestão, só que esta comissão é cobrada à cabeça ao fundo e quando olha para o seu rendimento já vem deduzida da mesma, ou seja, você paga a comissão mas de uma forma implícita, não sai directamente do seu bolso, geralmente não tem de se preocupar com esta temática.

4ª- Olhe para o histórico dos fundos:

Quando falo em histórico, falo nas rentabilidades passadas, nos rácios de risco, no comportamento do gestor, etc.

É preciso ter em atenção como o fundo se adaptou nas várias circunstâncias de mercado, por exemplo, em 2008 tivemos dos piores anos nos mercados accionistas e obrigacionistas, como se comportou aquele fundo ou fundos que pretende subscrever em alturas maior stress de mercado?

Caíram menos ou mais que os restantes? Tiveram mais ou menos volatilidade que os parceiros de categoria?

A dica principal aqui é a seguinte, não desate a investir naquele fundo da “moda” ou naquele que está a render mais, é preciso entender o porquê de estar a subir e se de facto está de acordo com o seu perfil de risco, e nunca esquecer a velha máxima:

“rentabilidades passadas não garantem rentabilidades futuras”.

5ª – “Não teste a profundidade de um lago com os dois pés”

Esta frase é de Warren Buffett, um dos homens mais ricos do mundo e investidor.

Isto para dizer o quê? não se atire de cabeça, siga o mais possível as dicas anteriores, mesmo que se sinta preparado teste aos poucos, não tenha receio de pedir ajuda se ainda não se sente 100% confortável, comece por fundos de investimento mais calmos, veja como pode tirar mais valia do relacionamento que tem com a instituição financeira, que ferramentas a mesma lhe disponibiliza para acompanhar o seu investimento.

Bom investimento


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