5 dicas para analisar fundos de investimento

Analisar fundos de investimento, através por exemplo de uma ficha da gestora  ou no site Morningstar, assenta em vários pontos mas só vamos nos focar nos 5 principais pontos para analisar fundos de investimento.

Histórico de Rentabilidade:  É para onde instintivamente olhamos logo, na verdade, sejamos nós investidores conservadores ou dinâmicos, queremos todos ver o nosso dinheiro crescer, neste primeiro ponto podemos ver as médias anuais de rentabilidade entre a cotação do dia anterior até 10 anos de rentabilidade anualizada, de salientar, que quem olha neste momento para a rentabilidade a 10 anos de um fundo, encontra-se incorporado ainda a grande crise de 2008, dá-nos uma excelente ideia de como se comportou o fundo nesse ano e nos restantes.

Nesta secção das rentabilidades também se pode comparar o fundo com o seu índice de referência ( o chamado Benchmark ) e a média da categoria onde o fundo está incluído.

Rating e Risco:  Aqui, na nossa opinião está um dos pontos mais importantes, encontram-se incluídos nesta secção:

  • Rentabilidade média: Mostra-nos a rentabilidade média anual nos últimos 3 anos.
  • Desvio Padrão: Mostra-nos a variação anual nos últimos 3 anos do fundo, a sua volatilidade e o quanto se desviou da média da categoria do fundo, quanto menor este valor menos o risco do mesmo.
  • Rácio de Sharpe: Este rácio básicamente mede a qualidade do fundo, avalia a relação entre o retorno e o risco do investimento, calcula-se  deduzindo o rendimento por uma taxa de juro sem risco, a esta diferença é dividido pela volatilidade do fundo. Por exemplo, um fundo com uma rentabilidade de 10%, e volatilidade ( desvio padrão ) de 5%  e uma taxa de juro sem risco ( geralmente em Portugal utiliza-se taxas de juro de dívida Portuguesa ) de 1%, teríamos ( 0,10-0,01/0,5 ) = Rácio de Sharpe de 0,18. Perguntam, é bom ou mau? Quanto maior este número melhor, e os especialistas tendem em ser unânimes, um rácio abaixo de 1,00 não é interessante, o exemplo acima demonstra que apesar de o fundo ter tido uma boa rentabilidade de 10%, a sua volatilidade média foi de metade, que dizer que é um fundo com várias variações, atenção que a taxa de juro sem risco colocada foi meramente ilustrativa.
  • R2: Este coeficiente mede o quanto a carteira do fundo segue o índice de referência ( benchmark ), um R2 de 100 que dizer que a carteira segue o índice de referência em absoluto, vemos isso por exemplo em fundos de índices e em fundos cotados em bolsa ( ETF´s ).
  • Beta: Coeficiente que mede o risco sistémico em relação ao mercado, trocado por miúdos, um beta superior a 1.00, quer dizer que o fundo vai exagerar o mercado, ou seja, vai subir mais que o mercado se este subir, mas também irá cair mais que o mercado quando este cair, quando o beta é inferior a 1.00, é o contrário, vai subir menos e também vai cair menos.
  • Alfa: Mede basicamente a competência do gestor do fundo, quando o Alfa é superior a  1.00 quer dizer que o gestor conseguiu com que o fundo tenha uma melhor performance que o mercado, quando for abaixo que 1.00 revela o contrário. Não há assim tantos fundos com Alfa superior a 1.00, não quer dizer com isto que o gestor seja incompetente, apenas não conseguiu gerar Alfa por variadíssimas razões.

Carteira:  Neste sector também há vários rácios, mas basicamente o mais importante é olhar para onde o fundo investe, em que tipo de activos, em que sectores e regiões, deste modo fica-se com uma ideia da sua diversificação.

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Gestão:  Aqui, para além de ficar a conhecer o gestor ou gestores do fundo, fica a conhecer também desde quando o mesmo existe e desde quando é gerido pelos gestores actuais, pode assim aferir o seu curriculum e se inspiram a confiança necessária.

E a ultima dica para analisar fundos de investimento:

Fees/Custos:  Recordam-se de falarmos nos custos dos fundos no anterior post “5 dicas para quem se quer iniciar em fundos de investimento” ? É aqui que eles aparecem, de salientar algo importante, se a análise ao fundo estiver a ser feita na Morningstar ou no site da gestora, pode acontecer aparecer  comissões mais elevadas, isto porque a gestora coloca um limite máximo, cabe depois a cada instituição financeira cobrar as comissões que acham adequadas.

Recordo que a comissão de gestão  é deduzida directamente no valor da unidade de participação, não sai directamente do  bolso do investidor.

Bom investimento, esperamos que estas 5 dicas para analisar fundos de investimento lhe sejam úteis.

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