5 razões para fazer um PPR

Há várias razões para investir uma parte das suas poupanças em PPR.

Depois dos depósitos a prazo, os PPR são uma das aplicações mais populares em Portugal.

1- Necessidade de ter uma pensão confortável

As constantes alterações legislativas que têm vindo a ser implementadas, torna-se evidente que os futuros pensionistas não podem apenas confiar na pensão que será paga pela Segurança Social.

Os constantes cortes e o aumento da idade da reforma, torna-se urgente a cada português construir um complemento de reforma.

Uma aplicação financeira vocacionada para a poupança a longo prazo é necessária e mais que evidente.

Os PPR estão nessa linha na frente devido sobretudo pela eficiência fiscal.

Leia Também: PPR-Penalizações pelo Reembolso Antecipado

2- Os PPR não são todos iguais

Existem dezenas de PPR disponíveis nos bancos, seguradoras, ou sociedades gestoras em Portugal.

O mais importante, é poder escolher o produto financeiro que mais se adequa ao seu perfil de investimento.

Se for um investidor com um perfil conservador pode optar por um PPR sob a forma de seguro.

Estes caracterizam-se pelo facto de garantirem o capital investido e terem na maioria das vezes uma taxa de juro garantida.

Mas costumam ter um reverso da moeda, as rentabilidades têm tendência a ser baixas, ainda mais no contexto actual de taxas baixas nos mercados.

Se tiver um perfil de investidor um pouco mais agressivo, existem no mercado os chamados FPR, são PPR sob a forma de fundo de investimento.

Leia também:  Sabe a diferença entre um PPR e um FPR?

Estes produtos podem ter uma exposição na carteira a acções até 100%.

Pela sua natureza, estes PPR não garantem o capital investido e seguem a volatilidade de mercado.

3. Dedução no IRS

Esta foi desde o seu inicio a maior razão da popularidade dos PPR.

Contudo, ao longo dos anos esta vantagem tem vindo a decair.

Para 2019, a dedução máxima é de 20% das quantias aplicadas em 2018 com os seguintes limites:

400€ ( até 35 anos );

350€ ( de 35 a 50 anos );

300€ ( superior a 50 anos ).

Repare, quanto mais cedo começar, mais rentabilidade terá na altura da reforma e mais deduz ao longo dos anos no IRS.

4. Taxa de imposto reduzida

28% de IRS, esta é a taxa liberatória nos produtos financeiros.

Traduzindo em miúdos, por cada 100€ que investe por exemplo num depósito a prazo, obrigações ou acções, 28€ é retido pelo Estado.

Nos PPR, o que temos, é logo à partida uma taxa de 21,5% em vez dos 28%.

A partir dos 5 anos da aplicação a taxa baixa para os 17,5% e a partir dos 8 anos a taxa é de 8,6%.

Estas taxas acima descritas, aplicam-se quando há lugar ao resgate fora da condições na lei.

No resgate for dentro das condições da lei, a taxa é fixa de 8% a partir dos 5 anos.

5- Rentabilidades atractivas

De uma forma geral, os PPR apresentam boas rentabilidades ao longo do tempo.

Acontece que, como já referido, nos últimos 5 a 6 anos, temos tido taxas euribor negativas, o que se traduz na maior dificuldade das seguradoras proporcionarem boas taxas aos seus clientes.

Aqui entra de novo os já falados FPR, uma aposta no mercado de obrigações e acções têm traduzido em rentabilidades acima dos 10% ao ano nos últimos 10 anos.

Seguros PPR ASF: https://www.asf.com.pt/NR/exeres/1A4E93BA-6496-4F9F-A04F-B5E786F9871C.htm

FPR APFIPP: http://www.apfipp.pt//report.aspx?itemcode=Mrr_FPAbertos_PT.rpt&calendar=yes&type=FP

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